Moraes descarta ‘confissão’ de Eduardo e vota por manter condenação por coação
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante a abertura da fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre uma suposta trama para anular as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, 2 de setembro de 2025. REUTERS/Jorge Silva " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/09/2025-09-02T124443Z_520883081_RC2OJGA4Y5FB_RTRMADP_3_BRAZIL-BOLSONARO.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma mu

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante a abertura da fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre uma suposta trama para anular as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, 2 de setembro de 2025. REUTERS/Jorge Silva
O ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira para manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.
O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos.

O voto foi apresentado durante o julgamento, em sessão virtual, do recurso em que Eduardo tentava reduzir a pena que lhe foi imposta pela Primeira Turma do STF. Ele argumentou que suas condutas fossem “confessadas” e, por isso, sua pena deveria ser menor.
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Ao analisar o pedido, no entanto, Moraes avaliou que, para a confissão servir como atenuante de pena, ela precisa ser “deve ser espontânea, realizada com o intuito de colaborar com a Justiça e elucidar a verdade dos fatos”. Segundo o ministro, isso não aconteceu no caso de Eduardo Bolsonaro.

Moraes destacou que Eduardo Bolsonaro “produziu robusto conjunto probatório de suas condutas criminosas”, mas nunca “admitiu a consumação do crime”.
“Não há que se falar em qualquer contradição. O acórdão condenatório, inclusive o capítulo da dosimetria da pena, apresenta fundamentação absolutamente coerente com as provas dos autos”, escreveu em seu voto.
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Foto: InfoMoney
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