Moradores se mobilizam contra construção de novos Caps em áreas residenciais no DF
Caps III do Gama enfrentou resistência de moradores Divulgação/MPDFT Condenado há mais de 15 anos pela omissão em relação à rede pública de saúde mental, o governo do Distrito Federal fechou um acordo com o Ministério Público para construir, até 2027, cinco novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Para além do baixo investimento, do ritmo lento de implementação e da falta de uma política robusta de saúde mental, no entanto, o governo passou a enfrentar mais um problema: a resistência dos moradores das regiões onde os Caps precisam ser construídos. Antes mesmo de os espaços serem erguidos
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Caps III do Gama enfrentou resistência de moradores — Foto: Divulgação/MPDFT
Condenado há mais de 15 anos pela omissão em relação à rede pública de saúde mental, o governo do Distrito Federal fechou um acordo com o Ministério Público para construir, até 2027, cinco novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Para além do baixo investimento, do ritmo lento de implementação e da falta de uma política robusta de saúde mental, no entanto, o governo passou a enfrentar mais um problema: a resistência dos moradores das regiões onde os Caps precisam ser construídos .

Antes mesmo de os espaços serem erguidos e inaugurados, os vizinhos se mobilizam para alegar falta de segurança e destinação irregular de lotes que deveriam receber estruturas de lazer -- e sugerir localizações mais isoladas para os centros de atenção.
➡️Os Caps III Álcool e Drogas, com funcionamento 24 horas e voltados a populações com dependência química, estão no centro da resistência. ➡️Entre as cinco unidades a serem construídas, duas são desse modelo.
A construção mais recente, na QNL 1 de Taguatinga , mobilizou uma série de atos da comunidade local: manifestações de rua, plantio de árvores nos buracos escavados para os alicerces e protestos junto à administração regional contra o avanço das obras.
Na semana passada, o governo voltou a paralisar as obras após uma audiência pública com a população. O evento mobilizou moradores e chegou a contar com um ônibus fretado para levar os interessados à reunião.
Na terça-feira, a população se reuniu com o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A principal queixa é de que o terreno pensado para a construção é um espaço de lazer que tem valor afetivo para a comunidade há mais de três décadas.
“A gente tem que pensar em áreas ociosas para que a gente possa fazer benfeitorias. A partir do momento que a gente tem uma área útil, que funciona e que tem utilidade para população, eu não vejo motivo para a gente colocar um Caps aqui”, afirma o morador Bruno de Andrade, de 44 anos.
Para além da perda do terreno utilizado há decadas pela população, a subsecretária de Saúde Mental do DF, Fernanda Falcomer pontua que a resistência aos Caps tem crescido nos últimos meses.
Entre os motivos, Falcomer cita a rejeição ao próprio nome dos "Caps", que se transformou em fonte de piada sobre saúde mental na internet, e uma "confusão" dos opositores sobre a estrutura e a função real dos centros.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/09/26/moradores-se-mobilizam-contra-construcao-de-novos-caps-em-areas-residenciais-no-df.ghtml.

Morador do DF relata a sua rotina de tratamento no Caps — Foto: G1
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