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    Moradores empilham objetos nas ruas de cidade atingida pelo terremoto na Colômbia

    Um dia depois de um dos maiores terremotos já registrados na Colômbia , a chegada a Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo sismo , provoca uma sensação de estranhamento. O ar de normalidade, com pessoas caminhando pelas ruas e o comércio do centro a todo vapor, parece incompatível com a dimensão da tragédia e com os assustadores vídeos que circularam nas redes sociais após o tremor. Leia mais (08/11/2026 - 20h59)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 23:59
    Moradores empilham objetos nas ruas de cidade atingida pelo terremoto na Colômbia
    Seis pessoas de costas observam um prédio residencial de quatro andares com danos visíveis na fachada, incluindo janelas quebradas e buracos. Na frente, há um sofá vermelho e outros móveis descartados na calçada. O céu está parcialmente nub — Foto: Folha de S.Paulo

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    Um dia depois de um dos maiores terremotos já registrados na Colômbia , a chegada a Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo sismo , provoca uma sensação de estranhamento. O ar de normalidade, com pessoas caminhando pelas ruas e o comércio do centro a todo vapor, parece incompatível com a dimensão da tragédia e com os assustadores vídeos que circularam nas redes sociais após o tremor.

    Pessoas em frente a prédio com danos estruturais em Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo tremor na região do Eje Cafetero - Phillippe Watanabe/Folhapress · Phillippe Watanabe/Folhapress
    Pessoas em frente a prédio com danos estruturais em Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo tremor na região do Eje Cafetero - Phillippe Watanabe/Folhapress · Phillippe Watanabe/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mas, aos poucos, amontoados de gesso, concreto e poeira começam a aparecer em diferentes pontos das calçadas.

    Ao percorrer alguns quarteirões, rachaduras ficam visíveis nas fachadas dos prédios. Em alguns pontos do centro, é possível ver partes de edificações que não resistiram ao terremoto e cederam.

    A dimensão da tragédia, porém, fica mais evidente ao avançar por uma das principais avenidas da cidade, a Santander, e se aproximar de uma área conhecida como Milan. Nesse local, prédios pequenos e grandes têm rachaduras extensas em diferentes partes de suas estruturas.

    Terremoto atinge Colômbia e causa destruição
    Terremoto atinge Colômbia e causa destruição — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Uma sequência de edificações que perderam partes das fachadas ou das empenas (laterais de prédios) também evidencia os impactos do terremoto na região . Ao menos uma delas, observada pela Folha , desabou sobre o térreo, que ficou compactado. O nome do prédio agora está praticamente à altura do chão e não há portas de entrada visíveis.

    Na região da avenida Santander onde se concentram os estragos mais graves, o recém-empossado Abelardo de la Espriella caminhava, no meio da tarde desta terça-feira (11), ao lado da mulher, Ana Lucía Pineda. Ele estava cercado por homens do Exército e seguranças que carregavam pastas à prova de balas. De tempos em tempos, parava para cumprimentar pessoas que estavam no local.

    A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mais cedo, o novo presidente colombiano viajou a Pereira, onde dezenas de mortes foram registradas em decorrência do tremor. No total, 254 mortes tinham sido contabilizadas até a noite desta terça, segundo a agência de notícias Reuters, a partir de balanço de autoridades.

    Em alguns edifícios da área, as letras "DE" foram pintadas nas fachadas para indicar danos estruturais. Em frente aos prédios, grupos de voluntários varriam a poeira deixada pelos destroços , enquanto moradores retiravam móveis, colchões e roupas das edificações e os amontoavam nas calçadas. Caminhões de mudança chegavam e saíam da região.

    Um dos símbolos de Manizales, a catedral da cidade, também foi danificado pelo tremor, com o tombamento de uma de suas torres.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na rodovia que leva à área urbana de Manizales, uma placa aponta que há uma "falha geológica" no local. Antes do aviso, nenhuma marca ou rachadura mostra o tamanho do tremor que atingiu a Colômbia —as estimativas variam de 6,6 a 7,4, segundo os centros sismológicos. A magnitude se aproxima da dos terremotos que devastaram a Venezuela em junho.

    Na Colômbia, o epicentro do tremor foi em Chocó, na costa do Pacífico, e o sismo foi sentido na capital Bogotá , nas cidades de Medellín e de Cali, entre as maiores do país , e na região da fronteira com a Venezuela, além de áreas do Equador e do Panamá, segundo o Serviço Geológico Colombiano.

    Nas cidades colombianas, sirenes de prédios dispararam, celulares soaram alarmes e a população foi para as ruas logo após o abalo. Não é o primeiro grande terremoto a atingir a área, como indica a placa observada na rodovia. Em 1999, outro forte tremor matou mais de mil pessoas na região do Eixo Cafeeiro, importante produtora mundial de café .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/moradores-empilham-itens-nas-ruas-e-marcam-predios-danificados-em-area-atingida-pelo-terremoto-na-colombia.shtml.

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    Pessoas em frente a prédio com danos estruturais em Manizales, uma das cidades mais afetadas pelo tremor na região do Eje Cafetero - Phillippe Watanabe/Folhapress · Phillippe Watanabe/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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