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    Morador de rua que chutou criança já deu soco em menina de 11 anos

    O caso aconteceu dentro de uma biblioteca de Curitiba (PR) em 2024; o morador de rua também possui passagem por roubo e dano qualificado

    Metrópoles
    13 de agosto de 2026 às 14:54
    Morador de rua que chutou criança já deu soco em menina de 11 anos
    Foto: Metrópoles

    O homem em situação de rua que chutou uma criança de 5 anos, identificado como César Delfino Pinheiro ( imagem em destaque ), de 41 anos , já foi condenado por agredir uma adolescente de 11 anos. Na ocasião, ele também derrubou o pai da menina no chão dentro de uma biblioteca de Curitiba (PR), no ano de 2024.

    O suspeito, que é natural de Paranaguá (PR), possui também condenação por roubo em sua terra natal e responde por crime de dano qualificado, em São Paulo .

    Na situação em 2024, segundo relatos do pai da criança de 11 anos, César Delfino teria se aproximado de forma repentina e dado um soco na criança de 11 anos. A menina e o seu pai tiveram lesões no nariz e no cotovelo.

    Material cedido ao Metrópoles
    Material cedido ao Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No mesmo dia, César quebrou uma tela de computador e uma placa de acrílico da biblioteca. Além disso, no momento em que foi detido pelos policiais militares, ele chutou uma viatura.

    Em 3 de outubro de 2025, a Justiça do Paraná condenou o homem a 1 ano, 4 meses e 16 dias em regime aberto pelos crimes de lesão corporal e dano qualificado .

    Em dezembro de 2017, o agressor foi condenado a 3 anos, 4 meses e 2 dias de reclusão e 10 dias-multa pelo crime de roubo, mas acabou progredindo para o regime semiaberto no ano seguinte . A pena por esse crime já foi cumprida por César.

    Morador de rua que chutou criança já deu soco em menina de 11 anos
    Morador de rua que chutou criança já deu soco em menina de 11 anos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em 26 de janeiro deste ano, César foi preso em flagrante em São Paulo (SP) após jogar o computador da recepção da Biblioteca de São Paulo no chão.

    O homem foi solto pela Justiça durante a audiência de custódia após constatação de que ele não tinha pendências judiciais e por ter endereço fixo e trabalho na cidade. César deveria se apresentar mensalmente à Comarca de São Paulo e foi proibido de sair da cidade por mais de oito dias.

    Antes de vir a Brasília para viver em situação de rua, César Delfino Pinheiro tinha dois endereços registrados no Paraná e também possuía residência em São Paulo.

    Imagem da matéria
    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    César Delfino Pinheiro chegou a ser preso duas vezes após chutar a cabeça de uma criança de 5 anos em uma lanchonete na 302 Sul e tentar dar uma cabeçada em um policial, em Brasília, e assinou o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Os ataques ocorreram nessa quarta-feira (12/8).

    A coluna Na Mira teve acesso às imagens que registraram o momento da agressão. Nas gravações, a criança aparece em frente ao estabelecimento, acompanhada da mãe, que empurrava um carrinho de bebê com outra criança.

    Em determinado momento, um homem se aproxima e desfere um chute contra a cabeça da vítima. Com o impacto, a criança cai no chão, e a mãe corre para socorrê-la. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.

    Criança é agredida com chute na cabeça
    Criança é agredida com chute na cabeça — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Inicialmente, Celso Pinheiro foi autuado por resistência. A equipe policial informou ao delegado sobre a agressão contra a criança, mas, naquele momento, as vítimas não haviam sido localizadas e as imagens do ataque ainda não tinham sido obtidas.

    O delegado responsável pelo caso passou a reunir provas sobre a agressão. Após a localização das imagens, Celso Pinheiro foi novamente conduzido à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e autuado por lesão corporal.

    O morador de rua Celso Pinheiro, de 41 anos, é o primeiro caso a ser submetido ao Protocolo de Internação Humanizada Involuntária do Governo do Distrito Federal (GDF) , informou à coluna Na Mira o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury. Agora, o caso será analisado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), ressaltou o secretário.

    Momento em que a menina é agredida
    Momento em que a menina é agredida — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O Governo do Distrito Federal (GDF) sancionou a lei que institui acolhimento à população em situação de rua e autoriza internação humanizada de caráter involuntário em 20 de julho. De acordo com a lei, a medida deve ser aplicada apenas em casos excepcionais de “risco iminente à vida do indivíduo ou de terceiros, atestadas por profissional médico”.

    Ao Metrópoles , a governadora Celina Leão explicou o funcionamento do protocolo. Segundo a chefe do Executivo local, sempre que a PMDF for chamada para uma ocorrência envolvendo pessoas nessas condições, acusadas de cometer crimes, equipes da assistência social acompanharão o atendimento.

    Em caso de flagrante, o suspeito será conduzido à delegacia, onde o delegado poderá acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    Celso Pinheiro preso em 2017 por roubo
    Celso Pinheiro preso em 2017 por roubo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A depender da situação, o Samu terá respaldo para encaminhar a pessoa ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), localizado em Taguatinga Sul, onde ela passará por criteriosa avaliação médica. Caso o laudo indique a necessidade, será submetida à internação para tratamento.

    Celina destacou que o HSPV já conta com 10 leitos destinados a esse tipo de atendimento.

    O acolhimento da população em situação de rua no DF ocorre de forma integrada por meio dos órgãos e secretarias ligadas ao GDF. A primeira abordagem é chamada de pré-triagem e acontece nas ruas, com a busca ativa para acesso aos programas assistências e de saúde.

    Morador de rua que chutou criança já deu soco em menina de 11 anos - destaque galeria
    Morador de rua que chutou criança já deu soco em menina de 11 anos - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Informações sobre a internação involuntária humanizada

    Após a triagem, uma equipe especializada, composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro, avalia os sinais de alerta para necessidade de internação involuntária. São eles: risco à vida, violência e negligência extrema com autocuidados básicos.

    Em caso de risco de morte iminente, a pessoa em situação de rua é encaminhada para um hospital geral ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já em situação de necessidade de estabilidade clínica, o morador segue para uma UPA.

    Informações sobre a internação involuntária humanizada
    Informações sobre a internação involuntária humanizada — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Após a intervenção e remoção da pessoa em situação de rua, é tomada a decisão médica sobre a internação de saúde com Plano Terapêutico, com prazo de até 90 dias. Após a alta, o paciente dá continuidade ao tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) de referência e é acolhido nos programas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/morador-de-rua-que-chutou-crianca-ja-deu-soco-em-menina-de-11-anos.

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