MMG acusa UE de ignorar evidências que sustentam acordo com Anglo American
Caso surge em meio a preocupações mais amplas da União Europeia quanto à dependência da China no que diz respeito a minerais críticos

A MMG , empresa de mineração e metais listada na bolsa de Hong Kong, acusou nesta quinta-feira (8) as autoridades antitruste da União Europeia de ignorarem as evidências de que sua oferta pela aquisição dos negócios de níquel da Anglo American no Brasil não desviaria o abastecimento da Europa para a China.
As declarações foram feitas após uma audiência de um dia inteiro, na qual a MMG e a Anglo American defenderam o negócio de US$500 milhões perante as autoridades antitruste da UE, incluindo o principal dirigente da área de fusões da Comissão Europeia, Guillaume Loriot.
“A decisão da Comissão de abrir uma investigação aprofundada e as alegações de um plano para desviar o fornecimento de ferroníquel da Europa são fundamentalmente infundadas”, disse Troy Hey, gerente geral executivo de relações corporativas da MMG, aos repórteres.

“A Comissão utilizou seletivamente duas citações parciais e enganosas dentre mais de 200 mil documentos fornecidos pela MMG e seu principal acionista – enquanto ignorou todas as outras evidências, análises econômicas e de mercado que indicam o contrário”, afirmou ele.
A Comissão, órgão de fiscalização da concorrência da UE, alertou no mês passado que a MMG poderia redirecionar o fornecimento de ferroníquel para fora da Europa, prejudicando potencialmente os produtores de aço inoxidável do bloco.
O caso surge em meio a preocupações mais amplas da UE quanto à dependência da China no que diz respeito a minerais críticos .

Hey também acusou a Comissão de ignorar a evolução do mercado desde o início de uma investigação em grande escala, em novembro, e a análise de mercado independente que havia encomendado.
Ele disse que as corretoras de commodities Glencore e Trafigura haviam escrito à Comissão afirmando estar confiantes de que a MMG continuaria a fornecê-las.
Hey disse que a MMG estava disposta a abordar todas as preocupações da Comissão, sugerindo que a empresa pode estar preparada para oferecer medidas corretivas nas próximas semanas.

Esperava-se que o diretor de operações da Anglo American Brasil, Ruben Fernandes, e a diretora financeira, Cristina Morgan, dissessem aos reguladores na audiência que o bloqueio do negócio provavelmente forçaria o fechamento da mina, de acordo com o texto preparado para a ocasião, visto pela Reuters na quarta-feira.
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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/infra/mmg-acusa-ue-de-ignorar-evidencias-que-sustentam-acordo-com-anglo-american/.

Logo da Anglo American no casaco de um funcionário na mina de cobre Los Bronces, nos arredores de Santiago, Chile • 14/03/2019REUTERS/Rodrigo Garrido · • 14/03/2019REUTERS/Rodrigo Garrido — Foto: CNN Brasil
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