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    Missão e Renan Santos recorrem ao TSE contra decisão de Toffoli

    Chapa pede liminar para restabelecer redes sociais e participação em debates, entrevistas e sabatinas durante a campanha

    Metrópoles
    1 de setembro de 2026 às 19:27
    Missão e Renan Santos recorrem ao TSE contra decisão de Toffoli
    Foto: Metrópoles

    O Partido Missão, o candidato à Presidência Renan Santos e o candidato a vice, Aroldo Medina, ingressaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um mandado de segurança, com pedido de liminar, contra a decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu parte das atividades da chapa durante a campanha eleitoral.

    O processo foi distribuído nesta terça-feira (1º/9) e tem como relator o ministro Antonio Carlos Ferreira.

    No documento, os representantes do partido e da chapa afirmam que a decisão de Toffoli é “manifestamente ilegal” e teria violado o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, além dos princípios de isonomia e igualdade de oportunidades entre os candidatos.

    Thiago Bonna / Metrópoles
    Thiago Bonna / Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A decisão questionada foi proferida nessa segunda-feira (31/8). Segundo o mandado de segurança, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa em sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas semelhantes que não tivessem sido informados dentro do prazo legal à Justiça Eleitoral.

    Também determinou a suspensão dos repasses de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e dos gastos com valores que eventualmente já tivessem sido repassados.

    A medida também atingiu a participação de Renan Santos e Aroldo Medina em debates. A decisão de Toffoli proibiu a chapa de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 50 mil por veiculação posterior à intimação e de R$ 50 mil por participação em debate.

    Renan Santos Candidato à Presidência em visita a BH em 28/8
    Renan Santos Candidato à Presidência em visita a BH em 28/8 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No mandado, os advogados argumentam que a suspensão das atividades eleitorais ocorreu por causa de supostas irregularidades na comunicação de perfis utilizados durante a campanha.

    A defesa sustenta, porém, que as redes sociais foram informadas à Justiça Eleitoral e que eventuais atrasos teriam ocorrido por dificuldades técnicas ou pela decisão posterior de utilizar determinadas contas na campanha.

    Segundo a peça, as redes foram informadas em 19 de agosto, quatro dias após o início do período de propaganda eleitoral. Os advogados afirmam que o atraso foi pequeno e que a anotação das contas deveria ter sido feita prontamente pela Justiça Eleitoral.

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    A defesa também sustenta que outros candidatos à Presidência informaram redes sociais e sites depois do pedido de registro de candidatura.

    Para os advogados, a diferença de tratamento violaria a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

    A defesa também afirma que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) havia se manifestado favoravelmente ao deferimento dos registros de candidatura de Renan Santos , Aroldo Medina e do próprio Partido Missão. Segundo a peça, os pareceres apontaram que os candidatos preenchiam os requisitos de elegibilidade e não apresentavam causas de inelegibilidade.

    Missão e Renan Santos recorrem ao TSE contra decisão de Toffoli - destaque galeria
    Missão e Renan Santos recorrem ao TSE contra decisão de Toffoli - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os advogados argumentam ainda que eventuais irregularidades na propaganda eleitoral deveriam ser analisadas em procedimento próprio, com garantia de contraditório e ampla defesa, e não dentro dos processos de registro de candidatura.

    A defesa cita o artigo 16-A da Lei das Eleições para sustentar que candidatos com registro ainda sob análise podem praticar atos de campanha enquanto aguardam decisão definitiva.

    Renan Santos, candidato à Presidência do partido Missão

    Aroldo Medina, vice de Renan Santos
    Aroldo Medina, vice de Renan Santos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No pedido de liminar, a chapa afirma que a decisão de Toffoli já teria causado prejuízos concretos à campanha. O mandado cita, por exemplo, que Renan Santos foi impedido de participar de uma entrevista na revista Veja e que também não poderia participar de uma entrevista na Jovem Pan. A defesa afirma ainda que perfis dos candidatos já haviam sido suspensos por provedores.

    Os representantes pedem ao TSE que suspenda imediatamente as decisões de Toffoli e restabeleça todas as redes sociais informadas pelo partido e pelos candidatos. Também solicitam a retomada do direito de realizar propaganda eleitoral e de participar de debates, entrevistas e sabatinas em veículos de comunicação e podcasts.

    No pedido definitivo, caso a liminar seja concedida, a defesa quer que a decisão seja confirmada pelo plenário do TSE. De forma subsidiária, pede a nulidade das decisões de Toffoli e que os processos de registro de candidatura prossigam com análise restrita às condições de elegibilidade e à eventual existência de causas de inelegibilidade.

    Renan Santos (Missão)
    Renan Santos (Missão) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Renan Santos, candidato à Presidência do partido Missão
    Renan Santos, candidato à Presidência do partido Missão — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/missao-e-renan-santos-recorrem-ao-tse-contra-decisao-de-toffoli.

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