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    Ministro extremista de Israel fala em matar 'de 30 a 40' por noite na Faixa de Gaza

    Itamar Ben-Gvir também defendeu retorno de assentamentos judaicos no território palestino

    UOL
    16 de agosto de 2026 às 20:00
    Ministro extremista de Israel fala em matar 'de 30 a 40' por noite na Faixa de Gaza
    Foto: UOL

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    Israel deveria matar "de 30 a 40" pessoas todas as noites na Faixa de Gaza e construir assentamentos judaicos no território palestino, afirmou o ministro da Segurança Nacional do país, o extremista Itamar Ben-Gvir , em uma entrevista.

    O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, durante marcha a favor de assentamentos judaicos em território palestino, em julho - Amir Cohen - 19.jul.26/Reuters · Amir Cohen - 19.jul.26/Reuters
    O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, durante marcha a favor de assentamentos judaicos em território palestino, em julho - Amir Cohen - 19.jul.26/Reuters · Amir Cohen - 19.jul.26/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Ben-Gvir deu as declarações em um podcast apresentado por Rom Braslavski, que foi refém do grupo terrorista palestino Hamas após o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.

    "Acho que deveríamos realizar de 30 a 40 assassinatos seletivos por noite", disse Ben-Gvir. "Não apenas daqueles que representam uma ameaça imediata. Há pessoas ali que não merecem viver. Elas nem sequer são pessoas."

    Ben-Gvir também defendeu o restabelecimento de assentamentos judaicos no território palestino, dizendo imaginar "toda Gaza" pertencendo a Israel, e reiterou seus apelos anteriores para que os palestinos "emigrem".

    Fotógrafo palestino do New York Times ganha prêmio Pulitzer por cobertura em Gaza
    Fotógrafo palestino do New York Times ganha prêmio Pulitzer por cobertura em Gaza — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    "Imagino assentamentos não apenas em Gush Katif, mas em toda Gaza, além do incentivo à emigração —quanto mais, melhor", disse ele, referindo-se aos assentamentos desmantelados por Israel em 2005. "E, para os terroristas, não deveria haver emigração. Deveríamos simplesmente matá-los um por um."

    Na entrevista, o ministro afirmou discordar da recente redução das operações militares israelenses em Gaza pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu , ocorrida em meio aos esforços de autoridades dos Estados Unidos para implementar um plano de paz apresentado pelo presidente Donald Trump no ano passado.

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    Neste domingo, Egito, Jordânia, Emirados Árabes, Qatar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão condenaram a rejeição do plano de paz para Gaza pelo governo de Netanyahu . Enviados do presidente americano se encontraram com mediadores do conflito no Egito.

    Durante o ataque do Hamas em 7 de outubro, terroristas mataram 1.200 pessoas, segundo autoridades israelenses, e levaram mais de 250 reféns para Gaza, onde foram mantidos em condições severas, tendo muitos deles relatado que sofreram abusos no cativeiro.

    Israel respondeu com uma ofensiva feroz em Gaza, que matou mais de 73 mil pessoas, segundo autoridades palestinas do território sob controle do Hamas, e provocou uma catástrofe humanitária na área. Desde que um cessar-fogo entrou em vigor , em outubro passado, Israel matou outras 1.200 pessoas.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A ferocidade da ofensiva provocou fortes críticas internacionais e, nos últimos dois anos, um número crescente de grupos —desde uma comissão da ONU até organizações de direitos humanos e estudiosos do genocídio— acusou Israel de cometer genocídio contra os palestinos em Gaza.

    Israel nega veementemente as acusações e insiste que cumpre o direito internacional.

    As declarações de Ben-Gvir são as mais recentes de uma série de manifestações inflamadas do ministro de extrema direita, que supervisiona a polícia e o sistema prisional israelenses.

    Ele já se vangloriou anteriormente de tornar mais duras as condições nas prisões israelenses, onde há numerosos relatos de abusos contra prisioneiros palestinos.

    Seu partido, Poder Judaico, também liderou os esforços para aprovar uma lei controversa que impõe a pena de morte a palestinos condenados por matar israelenses em atos de terrorismo , mas não a judeus israelenses que matem palestinos em circunstâncias semelhantes.

    Durante a entrevista, Braslavski, que foi um dos últimos reféns libertados pelo Hamas, em outubro de 2025, pediu autorização para executar pessoas condenadas à morte por acusações de terrorismo.

    Ben-Gvir disse que faria tudo o que pudesse para atender ao pedido de Braslavski. "Vou mover céus e terra e prometo fazer de tudo para que isso aconteça", disse o ministro. "É um dos meus maiores sonhos ver você lá."

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/ministro-extremista-de-israel-fala-em-matar-de-30-a-40-por-noite-na-faixa-de-gaza.shtml.

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