Política

    Ministro diz que bolsonarismo planejava “corte brutal” na Educação

    Leonardo Barchini afirma que extrema direita “abomina” a escola e diz que governo Bolsonaro promoveu asfixia orçamentária

    Poder360
    28 de agosto de 2026 às 13:47
    Ministro diz que bolsonarismo planejava “corte brutal” na Educação
    Foto: Poder360

    Leonardo Barchini afirma que extrema direita “abomina” a escola e diz que governo Bolsonaro promoveu asfixia orçamentária

    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o bolsonarismo planejava promover um “corte brutal” na área caso Jair Bolsonaro (PL) tivesse sido reeleito em 2022. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo publicada nesta 6ª feira (28.ago.2026).

    Segundo Barchini, a política orçamentária adotada durante o governo do ex-presidente demonstra uma diferença entre a visão da extrema direita e a do atual governo para a educação.

    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, está à frente do MEC desde abril de 2026
    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, está à frente do MEC desde abril de 2026 — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Esse era o projeto deles para um segundo mandato: um corte brutal” , declarou. Acrescentou: “Não é apenas uma visão diferente, é uma visão antagônica, expressa no sufocamento do orçamento” .

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    O ministro também afirmou que há uma diferença histórica sobre o papel atribuído ao Estado na educação pela direita e pela esquerda. Disse, porém, que considera mais radical a posição defendida pelo grupo político ligado a Bolsonaro.

    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, está à frente do MEC desde abril de 2026
    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, está à frente do MEC desde abril de 2026 — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Não estamos lidando apenas com a direita tradicional, e, sim, com uma extrema direita que ataca e abomina a instituição escolar” , afirmou.

    Barchini citou como exemplo o Orçamento de 2023 enviado ao Congresso pelo governo Bolsonaro. Segundo ele, a proposta previa recursos suficientes para a compra de apenas 1 ônibus escolar em todo o país.

    Na entrevista, Barchini avaliou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu recuperar parte da estrutura e do orçamento do Ministério da Educação.

    O ministro disse que a pasta enfrentava falta de coordenação e sucessivas mudanças de comando quando Lula assumiu o governo. Bolsonaro teve 4 ministros da Educação durante seu mandato.

    Barchini afirmou que o governo precisou retomar a coordenação das políticas educacionais, recompor o orçamento e criar programas. Também disse que “o objetivo claro era o desmonte do MEC” durante a gestão anterior.

    O ministro afirmou que o MEC prepara para outubro um plano de expansão do ensino público em tempo integral.

    O PNE (Plano Nacional de Educação) estabelece como objetivo chegar a 50% das matrículas em tempo integral em 10 anos. Barchini disse, porém, que o governo avalia antecipar o cumprimento da meta e até ampliar o percentual.

    “Se a gente puder fazer em quatro anos, melhor” , declarou.

    Segundo ele, a redução projetada do número de estudantes e o crescimento dos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) devem permitir aumentar o investimento por aluno. O governo também avalia usar recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a infraestrutura necessária à expansão.

    Barchini afirmou que o governo continua discutindo a possibilidade de universalizar o Pé-de-Meia para os estudantes do ensino médio. A proposta não consta no programa eleitoral de Lula.

    “A tendência dentro do governo é expandir” , disse. Segundo o ministro, a equipe ainda avaliará as condições fiscais e a possibilidade de fazer uma ampliação gradual.

    Ele reconheceu que o programa de ensino integral perdeu espaço no orçamento com a criação do Pé-de-Meia, mas disse que houve aumento dos recursos disponíveis para a Educação e do Fundeb.

    Ao falar sobre a rede estadual de São Paulo, Barchini disse que o secretário estadual da Educação, Renato Feder, “parece bem-intencionado” , mas criticou a redução dos recursos destinados ao setor.

    Segundo o ministro, há um “grave problema de subfinanciamento” provocado pela mudança constitucional que reduziu o percentual mínimo do Orçamento paulista destinado à Educação. Barchini afirmou que a medida terá efeitos negativos sobre a qualidade do ensino no Estado.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/ministro-diz-que-bolsonarismo-planejava-corte-brutal-na-educacao/.

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