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    Ministério Público Eleitoral defende que PF ouça David Almeida em investigação sobre suposta compra de votos em 2024

    Ex-prefeito de Manaus, David Almeida. Semcom O Ministério Público Eleitoral do Amazonas defendeu que a Polícia Federal ouça o ex-prefeito de Manaus David Almeida no inquérito que apura uma suposta compra de votos durante a campanha de reeleição dele, em 2024. O parecer foi assinado pelo promotor eleitoral Jorge Alberto Gomes Damasceno e aponta que não há impedimento relacionado ao chamado foro privilegiado para que o ex-prefeito preste depoimento. A manifestação foi feita após o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Eduardo Zózimo, consultar a Justiça Eleitoral sobre a possibilida

    G1
    11 de setembro de 2026 às 22:51
    Ministério Público Eleitoral defende que PF ouça David Almeida em investigação sobre suposta compra de votos em 2024
    Foto: G1

    Ex-prefeito de Manaus, David Almeida. — Foto: Semcom

    O Ministério Público Eleitoral do Amazonas defendeu que a Polícia Federal ouça o ex-prefeito de Manaus David Almeida no inquérito que apura uma suposta compra de votos durante a campanha de reeleição dele, em 2024.

    O parecer foi assinado pelo promotor eleitoral Jorge Alberto Gomes Damasceno e aponta que não há impedimento relacionado ao chamado foro privilegiado para que o ex-prefeito preste depoimento.

    Prefeito de Manaus aparece em inquérito da PF que investiga denúncia de compra de votos
    Prefeito de Manaus aparece em inquérito da PF que investiga denúncia de compra de votos — Foto: G1 · Fonte: G1

    A manifestação foi feita após o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Eduardo Zózimo, consultar a Justiça Eleitoral sobre a possibilidade de ouvir David Almeida.

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    O juiz Antonio Itamar de Souza Gonzaga, responsável pelo caso, deve analisar o parecer e se manifestar nos próximos dias.

    Segundo o promotor, quando o inquérito começou, David Almeida havia se afastado do cargo de prefeito para disputar a reeleição. Por isso, na avaliação do Ministério Público, os fatos investigados estariam relacionados à campanha eleitoral, e não às funções exercidas por ele como prefeito.

    O parecer afirma que os fatos "teriam sido praticados em contexto estritamente eleitoral, relacionado à condição de candidato à reeleição, sem demonstração de vínculo direto com as atribuições próprias do cargo de prefeito de Manaus ".

    Em nota, David Almeida afirmou que a movimentação atual do processo trata apenas da definição do juízo competente para conduzir o caso e não representa uma decisão sobre o mérito da investigação. O ex-prefeito também reafirmou a legalidade da eleição de 2024.

    Em julho deste ano, a Polícia Federal pediu à Justiça Eleitoral para ouvir o ex-prefeito de Manaus, David Almeida, como parte das investigações.

    De acordo o documento que consta no processo, em tese, uma estrutura organizada teria mobilizado lideranças religiosas voltadas ao apoio eleitoral e reeleição de David Almeida.

    A PF ressaltou, no entanto, que, até o momento, não foram produzidos elementos diretos que demonstrem a participação pessoal de David Almeida nas reuniões investigadas, na autorização de repasses financeiros, na distribuição de valores ou nas tratativas identificadas durante a investigação.

    Mesmo assim, considerou importante esclarecer qual era a atuação de Gabriel na campanha de 2024, o grau de autonomia exercido por ele junto às lideranças religiosas e comunitárias e se David Almeida tinha conhecimento das tratativas investigadas.

    A investigação teve início na véspera do segundo turno das eleições municipais de 2024 , quando a Polícia Federal recebeu uma denúncia acompanhada de uma mensagem atribuída à direção da igreja, orientando pastores que votavam em Manaus a comparecerem a um imóvel no bairro Monte das Oliveiras, na Zona Norte da capital, em data e horário específicos.

    Dois policiais federais foram até o endereço para verificar a denúncia.

    Em depoimento à polícia, um dos agentes afirmou ter encontrado uma mochila e uma sacola contendo diversos envelopes brancos, cada um com R$ 200 em dinheiro.

    Outro policial relatou que as pessoas presentes informaram que os valores haviam sido entregues na noite anterior para serem distribuídos naquela manhã. Segundo o depoimento, o grupo afirmou que havia recebido R$ 38 mil para distribuição.

    Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 21 mil em espécie e quatro celulares.

    Conforme os depoimentos colhidos pela investigação, o dinheiro encontrado seria parte dos R$ 38 mil que teriam sido recebidos de pessoas ligadas à campanha do então ex-prefeito David Almeida. Os mesmos relatos apontam que os valores teriam sido levados ao local pelo pastor Eliezer Souza.

    Na ocasião, dois dirigentes da igreja foram presos em flagrante: Flaviano Paes Negreiros e Werter Monteiro Oliveira, ex-presidente e vice-presidente da instituição.

    Os dois pagaram fiança de R$ 15 mil cada e passaram a responder ao inquérito em liberdade.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/11/ministerio-publico-eleitoral-defende-que-pf-ouca-david-almeida-em-investigacao-sobre-suposta-compra-de-votos-em-2024.ghtml.

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    Prefeito de Manaus aparece em inquérito da PF que investiga denúncia de compra de votos — Foto: G1

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