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    Ministério Público de SP denuncia cinco sob acusação de esquema de venda de sangue de gatos

    OUTRO LADO: reportagem não identificou defesa de acusados

    UOL
    17 de setembro de 2026 às 02:00
    Ministério Público de SP denuncia cinco sob acusação de esquema de venda de sangue de gatos
    Mulher de cabelos longos e lisos, vestindo camiseta azul e calça jeans, sentada em banco de madeira em sala com parede branca e porta ao fundo. — Foto: UOL

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    O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra cinco pessoas por suposto esquema de venda clandestina de sangue de gatos , no município de Monte Alto, região de Ribeirão Preto, interior do estado.

    A médida veterinária Thaís Daniele Antonussi, de 34 anos, denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por suposto esquema de venda ilegal de sangue de gatos - Acervo pessoal · Acervo pessoal
    A médida veterinária Thaís Daniele Antonussi, de 34 anos, denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por suposto esquema de venda ilegal de sangue de gatos - Acervo pessoal · Acervo pessoal — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em representação feita no último dia 2, o órgão imputa aos cinco a prática de associação criminosa e maus-tratos a animais . A denúncia aguarda análise judicial, que poderá resultar em uma ação penal contra os envolvidos. Não há prazo para isso ocorrer.

    Entre os denunciados estão a médica veterinária Thaís Daniele Antonussi, 34. Nas redes sociais, ela se apresenta como coordenadora de um curso hematologia e hemoterapia veterinária e também como atriz com trabalhos em telenovelas e teatro. Em postagens, divulga seus cursos e projetos sociais voltados a animais em vulnerabilidade.

    A reportagem enviou mensagens no Instagram e no contato de WhatsApp da veterinária nesta terça-feira (15), mas ela não respondeu.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo afirmou, em nota, que realizou ações de fiscalização nos estabelecimentos relacionados ao caso, constatou irregularidades e adotou as medidas administrativas cabíveis.

    Além da veterinária, o Ministério Público denunciou Renato Franco, Celso Truguilo Alves, Everton Leite Silva e José Luiz de Lima. A função de cada um no esquema e suas profissões não foram informados. A reportagem não conseguiu identificar as defesas.

    A Polícia Civil disse ter identificado e indiciado uma associação criminosa que atuava em Monte Alto, São José do Rio Preto, Mirassol, Catanduva e região. Segundo a investigação, o grupo captava animais, realizava a coleta supostamente clandestina de sangue e comercializava o material de forma irregular.

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    "Os envolvidos exerciam diferentes funções, como financiamento, coordenação, captação de animais e realização das coletas. A investigação reuniu laudos periciais, análises de celulares, documentos financeiros, depoimentos e outros elementos", afirmou a corporação.

    Em 4 de outubro do ano passado, três pessoas paramentadas com luvas e trajes veterinários foram presas em flagrante na residência onde funcionava o esquema supostamente ilegal. A polícia encontrou, no local, seis gatos desacordados, que estavam anestesiados com uma forte dose de medicamento .

    Uma das pessoas presas nesse dia disse à polícia que era estudante de medicina veterinária e outros dois afirmaram serem auxiliares. Eles declararam ter recebido pelos procedimentos R$ 300 (estudante) e R$ 100 (auxiliares). Após serem levados para delegacia, foram liberados.

    Segundo a investigação, o material coletado em Monte Alto seria utilizado para transfusões em uma clínica de São José do Rio Preto, que afirmou, na época, desconhecer o esquema clandestino.

    A doação de sangue é essencial para salvar vidas em procedimentos veterinários de urgência e emergência, mas a venda do material configura crime.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/ministerio-publico-de-sp-denuncia-cinco-sob-acusacao-de-esquema-de-venda-de-sangue-de-gatos.shtml.

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    A médida veterinária Thaís Daniele Antonussi, de 34 anos, denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por suposto esquema de venda ilegal de sangue de gatos - Acervo pessoal · Acervo pessoal — Foto: UOL

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