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    Minerais críticos são o novo petróleo, e o Brasil está ficando para trás, diz CEO da Vale

    O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (28) que os minerais críticos são o novo petróleo desta geração e que o Brasil está ficando para trás nessa corrida global.

    UOL
    28 de agosto de 2026 às 14:00
    Minerais críticos são o novo petróleo, e o Brasil está ficando para trás, diz CEO da Vale
    Homem de meia-idade com cabelo grisalho curto e óculos redondos fala, vestindo terno escuro, camisa branca e gravata azul clara, com fundo azul desfocado. — Foto: UOL

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    O presidente da Vale , Gustavo Pimenta, afirmou nesta sexta-feira (28) que os minerais críticos são o novo petróleo desta geração e que o Brasil está ficando para trás nessa corrida global.

    O presidente da Vale, Gustavo Pimenta - Denis Balibouse - 20.jan.26/Reuters · Denis Balibouse - 20.jan.26/Reuters
    O presidente da Vale, Gustavo Pimenta - Denis Balibouse - 20.jan.26/Reuters · Denis Balibouse - 20.jan.26/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo ele, o país tem falhado em acompanhar o crescimento de concorrentes globais, apesar de ter a "tabela periódica" em seu território. Por isso, diz, precisa implementar medidas estruturais para destravar suas capacidades nesse setor.

    "O Brasil tem um potencial enorme de ser um grande líder nesse processo de transição energética, de ofertar esses minerais críticos. No entanto, apesar de todo esse potencial, a gente vem ficando para trás na corrida", afirmou durante evento do Grupo Lide em São Paulo.

    Durante sua fala, Pimenta apresentou dados comparando a evolução da oferta de minerais como ferro, níquel e cobre do Brasil em relação a outros países.

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    Segundo ele, em 2010, o Brasil produzia cerca de 380 milhões de toneladas de minério de ferro, enquanto a Austrália produzia em torno de 400 milhões. Quinze anos depois, a Austrália atingiu a marca de 1 bilhão de toneladas, enquanto o Brasil ficou estagnado no mesmo patamar.

    Pimenta afirmou que estimativas oficiais apontam que o mundo vai precisar aumentar em até seis vezes a oferta de minerais críticos nos próximos 20 anos para acompanhar a demanda global.

    O movimento será puxado por tendências como inteligência artificial e eletrificação, que geram uma demanda praticamente "infinita" por recursos minerais, segundo o executivo.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Os minerais críticos vão ter um papel [não só] geopolítico, mas econômico muito importante nos próximos cem anos. Então é o novo combustível, é o novo petróleo dessas próximas gerações que virão", disse.

    O CEO defendeu mudanças para destravar potencial brasileiro nessa cadeia. O primeiro ponto é agilizar o processo de licenciamento. Segundo ele, um projeto leva hoje em média 15 anos da exploração à operação.

    Outros pontos passam por mudar a legislação de cavidades e ampliar o mapeamento geológico do território.

    Por fim, Pimenta mencionou a importância da aprovação do projeto de lei dos minerais críticos, que deve ser pautado no Senado na próxima semana.

    Como mostrou a Folha , o presidente Lula (PT) pediu pressa ao presidente do Senado , Davi Alcolumbre (União-AP), na votação do projeto de lei que cria regras para a exploração de minerais críticos após o governo verificar a corrida de estrangeiros em quatro projetos de terras raras no Brasil.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/minerais-criticos-sao-o-novo-petroleo-e-o-brasil-esta-ficando-para-tras-diz-ceo-da-vale.shtml.

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    O presidente da Vale, Gustavo Pimenta - Denis Balibouse - 20.jan.26/Reuters · Denis Balibouse - 20.jan.26/Reuters — Foto: UOL

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