Mineração pode virar grande pilar da Argentina – mas com impacto limitado na Bolsa
Uma vista aérea por drone mostra a estação de trem Retiro durante greve de 24 horas contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei – 19/02/2026 (Foto: REUTERS/Agustin Marcarian) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Argentina_Greve.jpg?fit=1280%2C926&quality=70&strip=all" />Cenários doméstico e internacional tem convergido para desenvolvimento do setor, aponta Itaú BBA The post Mineração pode virar grande pilar da Argentina – mas com impacto limitado na Bolsa appeared first on InfoMoney .

Uma vista aérea por drone mostra a estação de trem Retiro durante greve de 24 horas contra a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Javier Milei – 19/02/2026 (Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)
Um novo cálculo do Itaú BBA estima que a Argentina poderia exportar cerca de US$ 35 bilhões em produtos de mineração até 2035. Com esse volume, o país poderia estabelecer a mineração como uma terceira grande indústria exportadora nacional, ao lado da agricultura e da energia.
Para referência, em 2026, as exportações totais do país está em torno de US$ 100 bilhões. Em paralelo a isso, o governo local calcula que as exportações de energia poderão chegar a aproximadamente US$ 50 bilhões até 2035.

Conforme o banco, fatores domésticos e internacionais parecem estar convergindo para possibilitar um aumento dos investimentos na mineração.
O Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI), por exemplo, é apontado como um dos principais agentes capazes de posicionar a Argentina como um destino relevante para investimentos em cobre e lítio.
De acordo com os analistas, o regime melhorou de forma significativa o marco de investimentos para projetos de mineração de longa duração, com mais previsibilidade e menos incertezas relacionadas às politicas públicas.

Entre os principais benefícios oferecidos pelo programa, está a alíquota reduzida de 25% de imposto corporativo e até 30 anos de estabilidade regulatória.
Do lado internacional, o banco acredita que o crescimento sustentado da demanda tanto por cobre quanto por lítio nos próximos anos pode favorecer o movimento.
De acordo com os analistas, mesmo com as expectativas altas, o impacto direto esperado sobre as ações argentinas pode ser relativamente modesto. Com o aumento das exportações e da geração de moeda estrangeira, o banco espera que haja alguma contribuição para reduzir os spreads soberanos.

Além disso, há ainda a possibilidade de diminuir o custo de capital próprio e sustentar valuations mais elevados nos diversos ativos argentinos.
O impacto econômico poderia se estender muito além da própria produção mineral. Os analistas do BBA explicam que projetos de grande escala, como o desenvolvimento da mineração, costumam exigir investimentos substanciais em construção, logística, estradas, geração de energia, infraestrutura de transmissão e, em alguns casos, transporte ferroviário.
Junto com a demanda por mão de obra e serviços, investimentos como esses podem gerar oportunidades de emprego diretas e indiretas em uma ampla rede de fornecedores locais e setores da economia.

Ao longo de sua história, a mineração na Argentina desempenhou um papel relativamente limitado na economia. Dentre os mais variados fatores, o país divide fronteira com o Chile que é, hoje, o maior produtor de cobre do mundo.
Nessa fronteira, que se estende por mais de 5,3 mil quilômetros, o banco destaca as províncias andinas como possíveis fontes cada vez mais importantes de investimentos, atividade econômica e crescimento das exportações nos próximos anos.
The post Mineração pode virar grande pilar da Argentina – mas com impacto limitado na Bolsa appeared first on InfoMoney .
Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/economia/mineracao-pode-virar-grande-pilar-da-argentina-mas-com-impacto-limitado-na-bolsa/.

Foto: InfoMoney
Compartilhe
Espalhe essa notícia

