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    Minas vira o “swing state” brasileiro em eleição apertada entre Lula e Flávio

    Stock Pickers e Mapa de Risco – Reprodução " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/imagem-15.jpg?fit=1280%2C718&quality=70&strip=all" />Empate presidencial, voto cruzado e força de Cleitinho colocam o estado no centro da disputa The post Minas vira o “swing state” brasileiro em eleição apertada entre Lula e Flávio appeared first on InfoMoney .

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    7 de setembro de 2026 às 08:00
    Minas vira o “swing state” brasileiro em eleição apertada entre Lula e Flávio
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    Stock Pickers e Mapa de Risco – Reprodução

    Se há um estado para acompanhar de perto na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), é Minas Gerais. Com a corrida presidencial apertada e um eleitorado historicamente aberto a combinar candidatos de campos diferentes, o estado volta a funcionar como uma espécie de “swing state” brasileiro.

    A expressão surgiu durante a edição especial que reuniu o Mapa de Risco e o Stock Pickers , ambos do InfoMoney , para discutir os riscos da eleição para a política e para os mercados.

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    Na pesquisa Quaest, Flávio aparecia com 30% das intenções de voto em Minas, ante 29% de Lula , um empate dentro da margem de erro. O resultado reforça o papel do estado como um dos principais termômetros da disputa nacional.

    “Historicamente Minas Gerais pode servir como um termômetro. E ele indica que essa eleição está extremamente empatada e que não se sabe para que lado vai”, afirmou Marina Verenicz, apresentadora do Mapa de Risco .

    Além do tamanho do eleitorado, Minas reúne diferenças regionais que reproduzem parte das divisões políticas do país. O Sul do estado tem características mais próximas de outras áreas do Sudeste e do Sul, enquanto o Norte se aproxima de regiões onde Lula tradicionalmente encontra maior força eleitoral.

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    Outra característica importante é o voto cruzado. O eleitor mineiro já mostrou disposição para escolher um candidato ao governo e um presidenciável de campos políticos diferentes.

    Segundo a Quaest, 66% dos eleitores afirmam conhecer o caso Lulinha. O mesmo porcentual declara ter conhecimento das suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro

    Em 2022, parte do eleitorado combinou Romeu Zema (Novo) para governador e Lula para presidente, no movimento que ficou conhecido como “Lulema”. Antes disso, Minas já havia registrado o chamado “Dilmasia”, com Dilma Rousseff (PT) para a Presidência e Antonio Anastasia (PSDB) para o governo.

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    “É muito comum o mineiro votar em dois candidatos de espectros diferentes”, afirmou Marina.

    Na prática, isso significa que a popularidade de um candidato ao governo não garante a transferência de seus votos para um presidenciável do mesmo campo.

    Essa característica ganha importância em 2026 por causa de Cleitinho. Na última rodada da pesquisa Quaest ele aparecia com 40% na disputa pelo governo mineiro , mas sem funcionar como um palanque automático de Lula ou Flávio.

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    Mesmo próximo de pautas da direita, Cleitinho foi descrito durante a conversa como um político pragmático, que transita entre propostas apoiadas pelo governo e bandeiras do bolsonarismo.

    Isso torna Minas diferente de outros estados importantes. Em São Paulo, Flávio conta com Tarcísio de Freitas. No Rio de Janeiro, Lula busca se aproximar de Eduardo Paes. Em Minas, nenhum dos dois encontra a mesma facilidade para atrelar sua candidatura a um nome forte na disputa estadual.

    Ambos os lados optaram por candidaturas próprias, de Patrus Ananias, pelo PT e de Flávio Roscoe, do PL, que ainda não ganharam alavancagem o suficiente para encostar em Cleitinho Azevedo.

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    O jornalista e especialista em marketing político Luiz Flávio Lula Guimarães colocou Minas, São Paulo e Rio de Janeiro entre os estados mais importantes para o resultado presidencial.

    “Talvez uma diferençazinha de 1% ou 2% nesses estados seja o que pode definir quem será eleito”, afirmou.

    Segundo ele, parte do mapa eleitoral apresenta uma divisão mais clara, com Lula mais forte no Norte e Nordeste e Flávio no Sul e Centro-Oeste. O Sudeste ganha peso justamente por apresentar uma disputa mais aberta.

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    “Talvez esses três estados sejam a chave para a decisão dessa eleição”, disse Guimarães.

    Com Lula e Flávio empatados, um candidato competitivo ao governo sem alinhamento automático e um eleitor com histórico de voto cruzado, Minas reúne as condições para voltar a ser um dos principais campos de batalha da eleição presidencial.

    O Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney , vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 6h da manhã, no YouTube e no seu tocador de podcast preferido.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/minas-vira-o-swing-state-brasileiro-em-eleicao-apertada-entre-lula-e-flavio/.

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