Milton Leite reclama de pressão alta na cadeia e é levado a hospital; Justiça mantém prisão
O ex-vereador paulistano Milton Leite (União Brasil), seis vezes presidente da Câmara Municipal de São Paulo, permanecerá preso após se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes, na região metropolitana da capital. A decisão foi tomada pela Justiça neste sábado (19) durante audiência de custódia, procedimento que avalia a legalidade e as condições em que a prisão ocorreu. Leia mais (09/19/2026 - 15h05)

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O ex-vereador paulistano Milton Leite (União Brasil), seis vezes presidente da Câmara Municipal de São Paulo, permanecerá preso após se apresentar à polícia em Mogi das Cruzes, na região metropolitana da capital. A decisão foi tomada pela Justiça neste sábado (19) durante audiência de custódia, procedimento que avalia a legalidade e as condições em que a prisão ocorreu.

"Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso", informou o Tribunal de Justiça de Sâo Paulo.
Após a audiência, o ex-vereador foi levado a um hospital para uma avaliação médica, informou uma autoridade a par das investigações. Ele passou a noite na cadeia pública da cidade. Ele teria reclamado de sintomas de pressão alta pela manhã.
Milton é alvo de um mandado de prisão temporária pelo prazo de 30 dias, expedido pela 8ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele é suspeito de participar de um esquema para infiltrar integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de ônibus que prestam o serviço municipal em São Paulo, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público.

O ex-vereador diz que é "inocente de todas as acusações" e que terá "oportunidade de provar tudo". Seu advogado, Aloísio Lacerda Medeiros, também afirma que ele "não tem nada a ver com a história".
Um dos políticos mais influentes de São Paulo, Milton não havia sido encontrado na sua casa na zona sul da capital na manhã de quinta-feira (17), durante o cumprimento do mandado de prisão, e passou a ser considerado foragido.
Logo na manhã de quinta, ele deu declarações à imprensa alegando inocência e prometendo se apresentar à Justiça em 24 horas —e compareceu à delegacia por volta das 16h de sexta, cerca de 38 horas após se manifestar.

A Operação Vectura Corrupta, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, mira suspeitas de que empresas de ônibus que prestam serviço de transporte coletivo em municípios paulistas passaram a ser administradas por integrantes da facção após a obtenção de licitações.
O pedido contra o ex-vereador se baseou em duas circunstâncias em que seu nome foi mencionado por terceiros . O nome dele aparece em um áudio encontrado em aparelho celular apreendido e nos depoimentos de policiais prestados à Corregedoria da Polícia Militar.
Nenhuma outra prova contra ele, como pagamentos ou vínculos societários com as empresas ou pessoas investigadas, aparece nas representações da polícia e da Promotoria que pediram sua prisão.

Há também suspeita de corrupção de funcionários públicos e de envolvimento do PCC no financiamento de campanhas nas eleições para prefeitos e vereadores em 2024, assim como na atual disputa.
Ao todo, 16 pessoas foram alvo das ordens de prisão na quinta-feira e houve mandados de busca e apreensão em 18 endereços. A ação foi realizada em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo , Diadema , Santos, Praia Grande e Cubatão.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/milton-leite-reclama-de-pressao-alta-na-cadeia-e-e-levado-a-hospital-justica-mantem-prisao.shtml.

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite numa delegacia em Mogi das Cruzes, região metropolitana da capital, após se entregar à polícia - Felipe Iruatã - 18.set.26/Folhapress · Felipe Iruatã - 18.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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