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    Milton Leite nega ligação com o PCC e diz que vai se apresentar à polícia em 24 horas

    O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo , negou que tenha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e disse que se entregará à polícia em até 24 horas. Leia mais (09/17/2026 - 08h57)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 11:57
    Milton Leite nega ligação com o PCC e diz que vai se apresentar à polícia em 24 horas
    Homem de meia-idade com cabelo curto grisalho veste camisa branca e gravata preta, sentado em cadeira diante de parede de madeira, gesticulando com a mão direita levantada. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo , negou que tenha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e disse que se entregará à polícia em até 24 horas.

    Milton Leite (União Brasil) foi vereador em São Paulo por sete mandatos, de 1997 a 2024 - Allison Sales - 27.nov.2024/Folhapress · Allison Sales - 27.nov.2024/Folhapress
    Milton Leite (União Brasil) foi vereador em São Paulo por sete mandatos, de 1997 a 2024 - Allison Sales - 27.nov.2024/Folhapress · Allison Sales - 27.nov.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesta quinta-feira (17), uma operação da Polícia Civil e Ministério Público cumpre mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento com a facção criminosa. Leite é alvo de um mandado de prisão temporária determinada pela Justiça. Ele não foi encontrado em seus endereços.

    A decisão judicial que autorizou a operação, assinada pelo desembargador Sérgio Ribas, aponta que Leite seria "o dono de fato" da Transwolff, acusada de lavar dinheiro para o PCC. A Transwolff nega a acusação.

    Em conversa com a Folha por telefone, o ex-vereador afirmou que está fora de São Paulo e que não está foragido. "Vou me entregar em 24 horas. Estou me organizando com meus advogados", disse. Leite negou todas as acusações, como a de que seria o proprietário da empresa de ônibus Transwolf.

    A trajetória de Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de SP
    A trajetória de Milton Leite, presidente da Câmara Municipal de SP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Nego veementemente, não conheço ninguém do PCC nessa vida. A minha relação com o setor (de transportes) foi institucional, a pedido do então prefeito Bruno Covas, inclusive na negociação de uma greve em 2019. Não há nenhuma hipótese de eu ser dono [da Transwolf]. Nunca tive um carro. A Transwolf tem 600 cooperados, como eu sou dono de um grupo de 600 cooperados?", disse.

    A operação mira suspeitas de que empresas de ônibus que prestam serviço de transporte coletivo em municípios paulistas passaram a ser administradas por integrantes da facção após a obtenção de licitações. Há também suspeita de corrupção de funcionários públicos.

    O nome de Milton Leite havia aparecido em um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar que apontava supostas conexões com PMs presos por trabalharem na escolta particular de dirigentes da empresa. A decisão do desembargador cita esses depoimentos para embasar o pedido de prisão do ex-vereador.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em fevereiro, Leite foi chamado de "chefe" pelo sargento da PM Nereu Aparecido Alves em uma mensagem enviada a Cícero de Oliveira, diretor da Transwolff .

    Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirma que a intervenção determinada pela gestão na Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida firme e decisiva para proteger o sistema municipal de transporte. "Desde o início das investigações, a prefeitura agiu com rigor, inclusive encerrando contrato a fim de preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada." "A operação realizada nesta quinta-feira (17) reforça a gravidade dos fatos que motivaram as providências adotadas pela Prefeitura. A administração colabora integralmente com o Ministério Público , fornecendo todos os documentos e esclarecimentos necessários."

    Milton Leite foi vereador por sete mandatos, de 1997 a 2024.

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    Nas redes sociais, os últimos meses de Milton Leite têm sido de campanha pelos filhos Alexandre Leite, que concorre a deputado estadual, e Milton Leite Filho, a federal. Alexandre foi secretário de Relações Institucionais da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), cargo que deixou para disputar o pleito de outubro.

    Apesar de não estar mais no cotidiano da Câmara, Milton Leite mantém atuação política. Em novembro de 2025, por exemplo, a Folha noticiou que ele havia convocado parlamentares da bancada para reforçar o desejo de que o afilhado Silvão Leite (União) assumisse a presidência da Casa. Em dezembro, o vereador Ricardo Teixeira (União), mais próximo do prefeito, foi reeleito para o cargo.

    Em junho de 2025, a Alesp (Assembleia Legislativa de SP) concedeu a Milton Leite o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, considerada a maior honraria da Casa.

    O colar foi entregue "em reconhecimento às contribuições de Leite em pautas como preservação de mananciais, desenvolvimento urbano e habitação, com foco em regiões da periferia paulistana, sobretudo na zona sul", como descreveu a publicação oficial em site da assembleia.

    Na ocasião, o político citou a origem humilde como vendedor de pão no bairro do M'Boi Mirim. Quando chegou à Câmara Municipal, seguiu como vereador por mandatos seguidos, tendo sido presidente por seis anos.

    "A carreira política deve ser pavimentada por uma coisa muito importante: a palavra. Procure não dar a palavra, mas se der, honre e faça valer a sua palavra", disse na oportunidade, conforme o registro da Alesp.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/milton-leite-nega-ligacao-com-o-pcc-e-diz-que-vai-se-apresentar-a-policia-em-24-horas.shtml.

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    Milton Leite (União Brasil) foi vereador em São Paulo por sete mandatos, de 1997 a 2024 - Allison Sales - 27.nov.2024/Folhapress · Allison Sales - 27.nov.2024/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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