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    Milhares protestam na Colômbia contra governo de Abelardo de la Espriella

    Milhares de pessoas marcharam nesta quarta-feira (14) nas principais cidades da Colômbia contra o governo de Abelardo de la Espriella , apenas dois meses após o presidente de direita ter assumido o poder. Leia mais (10/14/2026 - 21h00)

    Folha de S.Paulo
    15 de outubro de 2026 às 00:00
    Milhares protestam na Colômbia contra governo de Abelardo de la Espriella
    Multidão densa com guarda-chuvas coloridos e bandeiras em praça diante de catedral histórica com duas torres. Montanhas e céu nublado ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Milhares de pessoas marcharam nesta quarta-feira (14) nas principais cidades da Colômbia contra o governo de Abelardo de la Espriella , apenas dois meses após o presidente de direita ter assumido o poder.

    Manifestantes fazem protesto contra o governo do presidente Abelardo de la Espriella, em Bogotá - Sebastin Barros - 14.out.26/AFP · Sebastin Barros - 14.out.26/AFP
    Manifestantes fazem protesto contra o governo do presidente Abelardo de la Espriella, em Bogotá - Sebastin Barros - 14.out.26/AFP · Sebastin Barros - 14.out.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Convocados pela oposição liderada pelo ex-presidente esquerdista Gustavo Petro , sindicatos, comunidades indígenas, estudantes e feministas se manifestaram com cantos e slogans como "vai cair!", em alusão ao governo.

    "Sinto-me em perigo, nossos direitos estão em risco. Tudo pelo que lutamos durante tanto tempo está hoje em risco", disse à AFP Unzo Vargas, 44, que protestou em Bogotá com a bandeira arco-íris, que representa a comunidade LGBTQIA+.

    Espriella enterrou a política de paz de seu antecessor e trava, com o apoio dos Estados Unidos, uma batalha frontal contra os grupos armados que se financiam com o tráfico de drogas. Essas organizações se fortaleceram após o acordo de paz que levou ao desarmamento das Farc em 2016, na época a guerrilha mais poderosa do continente.

    Terremoto em agosto atingiu Colômbia e causou destruição
    Terremoto em agosto atingiu Colômbia e causou destruição — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo critica esse acordo por considerar que foi indulgente com guerrilheiros acusados de crimes atrozes, que receberam penas alternativas à prisão por confessarem seus crimes.

    A oposição também vê ameaçadas as conquistas trabalhistas alcançadas pelo governo de Petro, o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, como o maior aumento do salário mínimo em décadas. O ex-presidente também ampliou o acesso gratuito à universidade pública e concedeu benefícios adicionais, como o pagamento extra por horas noturnas.

    "O pouco que conquistamos estamos prestes a perder", disse Ester Guerra, uma professora de 32 anos. Em Bogotá, Medellín, Cali e outras cidades, os protestos terminaram de forma pacífica. Em Ibagué (centro-oeste), tropas de choque dispersaram as marchas com gás lacrimogêneo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entre outras preocupações, os manifestantes rejeitam o restabelecimento das relações diplomáticas com Israel —rompidas durante o mandato de Petro— e as aproximações com o governo de Donald Trump, que consideram um risco à soberania.

    "Estou com raiva, me sinto ofendida, não merecemos isso, ele [Espriella] só quer entregar o país aos Estados Unidos, a Israel. Sinto que tempos sombrios estão por vir", disse a estudante Jimena Rodríguez, 20.

    Os manifestantes hastearam bandeiras palestinas e queimaram uma grande bandeira americana em Bogotá. Petro participou do protesto na capital, mas não fez declarações. Mais cedo, também participou da marcha o senador de esquerda Iván Cepeda, que perdeu as eleições presidenciais para Espriella por menos de um ponto percentual.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo

    Os manifestantes mostraram-se temerosos de uma possível repressão, depois que Espriella flexibilizou, por meio de decreto, o uso da força em caso de danos ou bloqueios de vias. Segundo o presidente, a medida lhe permite "combater o terrorismo urbano disfarçado de protesto".

    "Eles tentam aterrorizar a população para que ela não saia para protestar, mas isso está na Constituição" como um direito, opinou o professor Óscar Pérez, 40.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/milhares-protestam-na-colombia-contra-governo-de-abelardo-de-la-espriella.shtml.

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    Manifestantes fazem protesto contra o governo do presidente Abelardo de la Espriella, em Bogotá - Sebastin Barros - 14.out.26/AFP · Sebastin Barros - 14.out.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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