Milei volta a atacar Lula e apoiar Flávio às vésperas das eleições no Brasil
O presidente da Argentina , Javier Milei , voltou a atacar Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) e demonstrar apoio a Flávio Bolsonaro ( PL ) nas eleições presidenciais do próximo domingo (4). As declarações foram feitas à revista Le Point, da França , para onde o ultraliberal viajou nesta quarta (30) em busca de investimentos. Leia mais (10/01/2026 - 22h15)

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O presidente da Argentina , Javier Milei , voltou a atacar Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) e demonstrar apoio a Flávio Bolsonaro ( PL ) nas eleições presidenciais do próximo domingo (4). As declarações foram feitas à revista Le Point, da França , para onde o ultraliberal viajou nesta quarta (30) em busca de investimentos.

Questionado sobre a relação com o Brasil, o principal parceiro comercial da Argentina, Milei afirmou que isso "é uma questão entre entes privados". "Se alguém quiser comercializar com o Brasil, seja bem-vindo. Isso não me impede de dizer o que penso sobre Lula", respondeu.
Em seguida, repetiu os ataques que, em agosto, levaram à maior crise entre os dois países em décadas : "Lula é um ladrão; saiu da prisão devido a um vício administrativo. Durante a minha campanha, ele enviou a Buenos Aires uma equipe de 30 psicólogos e comunicadores brasileiros para montar uma campanha negativa contra mim", disse.
A fala faz referência ao grupo de publicitários ligados ao PT que reforçou a equipe de campanha de Sergio Massa, adversário de Milei nas eleições de 2023. Na ocasião, o ultraliberal chegou a acusar Lula, sem apresentar provas, de financiar a campanha do peronista, embora houvesse estrategistas de várias outras partes do mundo atuando.

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Milei mencionou ainda o veto do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ("aquele juiz corrupto amigo de Lula", segundo o argentino) a uma visita a Jair Bolsonaro , em prisão domiciliar em Brasília. "Em contrapartida, quando Lula veio à Argentina, ninguém o impediu de visitar a presidiária e ladra Cristina Fernández de Kirchner, já condenada", disse.
Por fim, voltou a associar a rejeição que a Argentina enfrentou na Copa do Mundo deste ano a uma suposta campanha de um estudante que seria ligado ao PT, acusação que vem repetindo sem apresentar provas. "Tenho a esperança de que meu amigo Flávio Bolsonaro vença em outubro para realizar o saneamento liberal de que o país precisa", afirmou.

O conflito começou no final de julho, quando Milei atacou autoridades brasileiras durante o lançamento da candidatura de Flávio, em São Paulo. Em um discurso inflamado, o presidente argentino se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou Moraes de "lixo careca".
Após os comentários, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, e o representante de Brasília em Buenos Aires , Julio Bitelli, para prestar esclarecimento. A crise continuou nos dias seguintes, com o ministro Dario Durigan (Fazenda) chamando Milei de "palhaço" , e o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) classificando o argentino como "caricatura patética" e puxa-saco de Donald Trump .
O ponto mais grave até agora foi o rebaixamento inédita das relações com o país vizinho por parte do Brasil, no início de agosto. Na ocasião, o governo brasileiro dispensou o embaixador da Argentina em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, e manteve Bitelli no Brasil —situação que se mantém até hoje.

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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/milei-volta-a-atacar-lula-e-apoiar-flavio-as-vesperas-das-eleicoes-no-brasil.shtml.

Os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Argentina, Javier Milei, durante reunião bilateral no Palácio do Eliseu, em Paris - Sarah Meyssonnier/Reuters · Sarah Meyssonnier/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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