Economia

    “Milei vai ser Milei”: presidente argentino resiste a mudar plano econômico

    (Foto: Bloomberg) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-08-081628.png?fit=799%2C599&quality=70&strip=all" />Apuração do Clarín revela bastidores de um presidente resistente a ajustes enquanto atividade desacelera, inflação pressiona e cresce a preocupação com 2027 The post “Milei vai ser Milei”: presidente argentino resiste a mudar plano econômico appeared first on InfoMoney .

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    23 de agosto de 2026 às 14:24
    “Milei vai ser Milei”: presidente argentino resiste a mudar plano econômico
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    O presidente da Argentina, Javier Milei , não pretende fazer mudanças relevantes em seu programa econômico, apesar da crescente preocupação entre empresários, economistas e integrantes do próprio entorno do governo com o desempenho da atividade e o ambiente político antes da eleição presidencial de 2027.

    A avaliação aparece em uma apuração publicada pelo jornal argentino Clarín , assinada pelo jornalista Santiago Fioriti, que relata conversas privadas do presidente e de pessoas com acesso à residência oficial de Olivos.

    Segundo o jornal, interlocutores que tentaram discutir ajustes ou mesmo pequenas mudanças de abordagem encontraram resistência de Milei. A reportagem afirma que o presidente reage de forma intensa às críticas ao modelo e, em um dos casos relatados, continuou por WhatsApp uma discussão iniciada presencialmente, enviando argumentos e estatísticas após o fim da reunião.

    Reportagem publicada pelo jornal Clarin (Foto: Reprodução)
    Reportagem publicada pelo jornal Clarin (Foto: Reprodução) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Ainda de acordo com a apuração, Milei interpreta parte das críticas como uma tentativa coordenada de desgastar seu governo antes da próxima disputa presidencial. O presidente considera que setores da sociedade e do empresariado não reconhecem a dimensão da situação econômica herdada em dezembro de 2023 nem os resultados que atribui ao seu programa de estabilização.

    A resistência a alterações ocorre em um momento de desaceleração de alguns indicadores econômicos destacados pelo Clarín . Segundo dados do Indec citados pelo jornal, a atividade econômica argentina cresceu 1,9% no primeiro semestre de 2026, ritmo inferior ao registrado no ano anterior.

    A inflação acumulada nos primeiros 6 meses do ano chegou a 19,3%, acima dos 17,3% observados no mesmo período de 2025. O resultado refletiu, principalmente, aumentos de preços mais fortes que o esperado no primeiro trimestre.

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    O jornal também afirma que Milei dizia a integrantes de seu governo, no fim de 2025, que a economia cresceria pelo menos 6% em 2026. A informação é atribuída pela reportagem a conversas internas e não a uma previsão pública formal do governo.

    Outros indicadores citados pelo Clarín reforçam as preocupações com a economia voltada ao mercado doméstico. A consultoria Equilibra apontou queda mensal de 0,5% e anual de 6,9% na renda registrada de 14,5 milhões de pessoas em junho.

    Já a Associação de Industriais Metalúrgicos da República Argentina, a Adimra, registrou em julho a 20ª contração mensal consecutiva do setor, com recuo de 4,4% na comparação anual. O consumo de massa, segundo dados da Scentia reproduzidos pelo jornal, acumula retração de 2,9% em 2026.

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    Ao mesmo tempo, setores como agronegócio, mineração e energia apresentam desempenho mais favorável, mas, segundo a análise publicada pelo Clarín , ainda não compensam as dificuldades enfrentadas pelas empresas mais dependentes do consumo interno.

    A apuração indica que pessoas próximas a Milei não esperam uma mudança de direção. Um consultor influente da La Libertad Avanza, ouvido pelo jornal sem identificação, afirmou que o presidente está convencido de que não existe caminho alternativo nem atalhos para o programa atual.

    Outro interlocutor próximo resumiu ao Clarín a disposição presidencial afirmando que “Milei vai ser Milei até o último dia”.

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    O presidente também mantém apoio a integrantes de sua equipe econômica, entre eles Federico Sturzenegger, mesmo diante de críticas internas relatadas pelo jornal.

    A postura ocorre enquanto cresce a atenção do empresariado argentino sobre o cenário até a eleição de 2027. Segundo o Clarín , parte desse grupo deixou de discutir apenas as chances de reeleição de Milei e passou a avaliar como a Argentina chegará à disputa presidencial diante do atual ambiente econômico e político.

    No campo oposicionista, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, já se movimenta em torno de uma eventual candidatura presidencial. O jornal também relata movimentações de nomes de fora da política tradicional, embora ainda sem anúncios formais de candidaturas.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mundo/milei-vai-ser-milei-presidente-argentino-resiste-a-mudar-plano-economico/.

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