Milei culpa legalização do aborto por baixa natalidade na Argentina
Queda da natalidade no país vem caindo desde 2014. Lei que permite o aborto, entretanto, está em vigor desde 2021

O presidente da Argentina, Javier Milei, culpou nesta quinta-feira (20/8) a legalização do aborto no país pela queda da natalidade . “Estamos pagando um preço muito alto”, declarou durante discurso no Conselho das Américas.
Segundo ele, a Argentina não está atingindo um crescimento populacional e uma taxa de natalidade que permitam a reposição da população. “Portanto, essa paixão por matar crianças no útero também está nos custando caro em termos de crescimento, e nem vou mencionar o impacto no sistema previdenciário”, afirmou.
A lei que permite a interrupção da gravidez na Argentina está em vigor desde janeiro de 2021 . A legislação permite o aborto até 14 semanas de gestação a qualquer mulher ou pessoa gestante de forma voluntária e gratuita no sistema público de saúde. Após as 14 semanas, o procedimento só é permitido em casos de estupro ou quando há risco à vida ou à saúde da gestante.

A queda da natalidade, contudo, já vem ocorrendo bem antes da atualização da lei. Desde 2014, a taxa vem caindo, segundo dados do Ministério da Saúde . A queda também acompanha uma tendência mundial. Hoje, as argentinas têm a média de 1,4 filho.
A taxa média de fecundidade global está em 2,2 filhos por mulher. Na década de 1960, o número era de 5,3 filhos. No ano passado, o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) alertou para uma crise global de fertilidade causada por pressões socioeconômicas, a persistente desigualdade de gênero e a crescente incerteza quanto ao futuro.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/milei-culpa-legalizacao-do-aborto-por-baixa-natalidade-na-argentina.

Gabriel Luengas/Europa Press via Getty Images — Foto: Metrópoles
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