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    Microsoft aposta em chip próprio para reduzir custos da IA na nuvem

    A Microsoft anunciou o chip Maia 300 para reduzir custos de IA, apostando em uma arquitetura de chiplets para desafiar o mercado de GPUs O post Microsoft aposta em chip próprio para reduzir custos da IA na nuvem apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    12 de outubro de 2026 às 14:32
    Microsoft aposta em chip próprio para reduzir custos da IA na nuvem
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    A Microsoft anunciou o Maia 300, sua terceira geração de chips próprios para inteligência artificial , e planeja implantar potencialmente mais de 1 milhão de unidades no próximo ano. A iniciativa busca ampliar o processamento de seus serviços e reduzir os custos de operação.

    Segundo a Reuters , o projeto também pretende diminuir a dependência de fornecedores como a Nvidia . Para isso, a empresa adotou uma arquitetura que combina componentes especializados, fabricados com diferentes tecnologias.

    O Maia 300 foi projetado para processar tarefas de inteligência artificial, desde a programação até atividades empresariais complexas executadas em nome dos usuários. A geração anterior já é usada pela Microsoft para rodar seus próprios modelos de IA e os da OpenAI oferecidos na nuvem Azure . Com a nova versão, a empresa também aposta em uma arquitetura diferente da adotada pela Nvidia.

    O novo processador Maia 300 chega para otimizar os serviços de inteligência artificial e reduzir custos operacionais na nuvem. – Imagem: Divulgação/Microsoft
    O novo processador Maia 300 chega para otimizar os serviços de inteligência artificial e reduzir custos operacionais na nuvem. – Imagem: Divulgação/Microsoft — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Em vez de concentrar o processamento em um único chip grande, acompanhado por memória de alta velocidade, a Microsoft reúne pequenos circuitos especializados, chamados chiplets, que trabalham em conjunto. Essa abordagem permite combinar tecnologias de fabricação conforme a função de cada componente.

    O núcleo responsável pelos cálculos utiliza a tecnologia de 2 nanômetros da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC). A medida se refere à tecnologia de fabricação dos circuitos, não ao tamanho total do chip. Outras partes do Maia 300 usam o processo de 3 nanômetros, mais barato, em tarefas como a transferência de dados dentro do sistema.

    Os chips serão instalados em estruturas chamadas racks , que reúnem processadores e outros componentes para formar sistemas de computação. Cada rack do Maia 300 terá 96 chips e consumirá cerca de 167 quilowatts de potência elétrica — o equivalente à potência de aproximadamente 2,8 mil chuveiros elétricos de 6.000 watts ligados ao mesmo tempo.

    Os chips próprios devem atender a serviços internos de IA e a modelos oferecidos pela Microsoft na nuvem Azure. – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock
    Os chips próprios devem atender a serviços internos de IA e a modelos oferecidos pela Microsoft na nuvem Azure. – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Para comparação, os racks GB300 da Nvidia citados pela Microsoft reúnem 72 unidades de processamento gráfico (GPUs) e consomem cerca de 142 quilowatts, potência semelhante à de 2,4 mil chuveiros de mesma potência funcionando simultaneamente.

    Mesmo com um consumo total maior por rack, a Microsoft afirma que o Maia 300 realiza cerca de 40% mais trabalho computacional útil por megawatt do que sistemas líderes baseados em GPUs. A empresa não informou quais equipamentos foram usados como referência para essa comparação.

    Basicamente, ele oferece mais inteligência para cada watt, cada dólar e cada byte de memória, otimizando todo o sistema.

    Inteligência artificial
    Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A estratégia também envolve escolhas que vão além do desempenho dos processadores:

    A Microsoft pretende começar a implantar o Maia 300 em escala de vários gigawatts a partir do próximo ano. O plano acompanha a expansão da infraestrutura necessária para atender à demanda por inteligência artificial.

    A empresa prevê gastar mais de US$ 175 bilhões (cerca de R$ 871,5 bilhões) em despesas de capital ao longo de 2026.

    Maia 300
    Maia 300 — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O investimento em chips próprios faz parte do esforço para ampliar o controle sobre a infraestrutura que sustenta os serviços da Microsoft. O resultado dependerá, entre outros fatores, da capacidade de transformar os ganhos de eficiência anunciados em redução efetiva dos custos de operação.

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    Logos de Microsoft e Azure
    Logos de Microsoft e Azure — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O novo processador Maia 300 chega para otimizar os serviços de inteligência artificial e reduzir custos operacionais na nuvem. – Imagem: Divulgação/Microsoft
    O novo processador Maia 300 chega para otimizar os serviços de inteligência artificial e reduzir custos operacionais na nuvem. – Imagem: Divulgação/Microsoft — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Os chips próprios devem atender a serviços internos de IA e a modelos oferecidos pela Microsoft na nuvem Azure. – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock
    Os chips próprios devem atender a serviços internos de IA e a modelos oferecidos pela Microsoft na nuvem Azure. – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/12/pro/microsoft-aposta-em-chip-proprio-para-reduzir-custos-da-ia-na-nuvem/.

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    O novo processador Maia 300 chega para otimizar os serviços de inteligência artificial e reduzir custos operacionais na nuvem. – Imagem: Divulgação/Microsoft — Foto: Olhar Digital

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