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    Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas senadoras pelo Distrito Federal

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ( PL ), 44, foi eleita neste domingo (4) ao Senado pelo Distrito Federal . O resultado consolida a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, como uma das principais lideranças femininas da direita já em seu primeiro teste nas urnas. Leia mais (10/04/2026 - 20h27)

    Folha de S.Paulo
    4 de outubro de 2026 às 23:27
    Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas senadoras pelo Distrito Federal
    Duas mulheres sorridentes posam em frente a uma parede com documentos. A da esquerda veste camiseta rosa com texto de campanha e botons, a da direita usa camiseta azul com número 222 e também faz sinal de vitória com as mãos. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ( PL ), 44, foi eleita neste domingo (4) ao Senado pelo Distrito Federal . O resultado consolida a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado, como uma das principais lideranças femininas da direita já em seu primeiro teste nas urnas.

    Michelle Bolsonaro vota no Colégio Mackenzie, no Lago Sul, acompanhada pela deputada federal Bia Kicis - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress
    Michelle Bolsonaro vota no Colégio Mackenzie, no Lago Sul, acompanhada pela deputada federal Bia Kicis - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ela recebeu 29,05% dos votos válidos, cerca de 938 mil no total, com 100% das urnas apuradas. A ex-primeira-dama é recordista de votos no DF, superando Cristovam Buarque, então filiado ao PDT, que teve 833.480 votos em 2010.

    Colega de chapa e apoiada de Bolsonaro, a deputada federal Bia Kicis (PL) assegurou a segunda vaga para a Casa, com 27,44% dos votos (886 mil), desbancando Leila Barros ( PDT ) –que tentava a reeleição com apoio do presidente Lula ( PT )— e ficou com 21,25% dos votos.

    A deputada federal Erika Kokay (PT) ficou em quarto lugar na disputa (18,91% dos votos) e não se elegeu.

    A receita do conservadorismo feminino em ação
    A receita do conservadorismo feminino em ação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Sebastião Coelho (Novo), Guilherme Amorim (UP), Guto Felício dos Santos (PSDB), Marley (Avante), Zanata (PSTU) e David Horn (PCO) também estavam na disputa ao Senado pelo DF.

    Michelle Bolsonaro se tornou o principal ativo político do PL para atrair o eleitorado feminino e evangélico nos últimos anos, além de ter virado cabo eleitoral neste pleito para compensar a ausência de Jair Bolsonaro no palanque de aliados. Como mostrou a Folha , houve uma romaria de candidatos a Brasília para conseguir gravar peças de campanha com ela.

    Durante a pré-campanha, a ex-primeira-dama avaliou não concorrer e repetia em declarações públicas que sua prioridade era cuidar do marido, que, por questões de saúde, está em prisão domiciliar .

    Lideranças femininas da direita
    Lideranças femininas da direita — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ela oficializou a candidatura ao Senado em agosto, meses após um embate com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em junho, ela o acusou publicamente de desrespeitá-la e desmerecê-la como figura política relevante.

    Os dois se reconciliaram alguns dias após o lançamento da campanha de Michelle ao Senado e aparecem em propagandas juntos. Mas o empenho da madrasta na campanha presidencial foi abaixo da expectativa de alguns aliados do senador.

    Michelle acompanhou a apuração da eleição com o marido. Eles vivem em uma casa no condomínio Solar de Brasília , no Jardim Botânico, com as duas filhas da ex-primeira-dama: Letícia Firmino, de 23 anos, fruto de um relacionamento anterior, e Laura Bolsonaro, de 15.

    Esta é Bia Kicis em entrevista à Folha
    Esta é Bia Kicis em entrevista à Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    A ex-primeira-dama liderou as pesquisas de intenção de voto ao Senado. Segundo levantamento realizado pelo Datafolha, divulgado na quinta (1º), ela aparecia isolada na liderança , com 23% das intenções de voto.

    Bia Kicis, que chegou a figurar em último lugar na primeira pesquisa do instituto, com 11% dos votos, chegou às vésperas da eleição empatada numericamente com Leila. Ambas somavam 18% das intenções. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A campanha da ex-primeira-dama foi marcada pela "dobradinha" com Bia Kicis e pelo apoio e engajamento na campanha da candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), de quem é amiga.

    Nascida em Ceilândia, a maior região administrativa de Brasília, Michelle trabalhou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados entre 2004 e 2008, onde conheceu o então deputado Jair Bolsonaro. Os dois se casaram no civil em 2012 e, no ano seguinte, tiveram uma cerimônia religiosa realizada pelo pastor Silas Malafaia .

    Michelle abordou sua origem para pedir votos durante a campanha. Em um dos jingles, diz ter vendido laranjas no semáforo quando criança.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ela é ativa entre a comunidade evangélica —um dos eleitorados mais disputados neste pleito. No governo do marido, a atuação da então primeira-dama teve foco na assistência social, em especial com ações voltadas a pessoas com deficiência e com doenças raras.

    Michelle Bolsonaro assumiu, em 2023, a presidência do PL Mulher e percorreu estados do país em convenções para angariar apoio a candidaturas femininas nas eleições municipais de 2024. O número de filiadas à ala feminina do partido cresceu 14%, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    Com a prisão de Bolsonaro, o nome dela passou a ser ventilado como opção para disputar a Presidência e pontuou melhor do que seus enteados em alguns levantamentos de intenção de voto em cenários de 2º turno contra o presidente Lula (PT).

    A ascensão política da ex-primeira-dama causou um racha no clã Bolsonaro . Um dos atritos se deu após ela criticar a aproximação de bolsonaristas ao postulante ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB), que fez oposição a Bolsonaro.

    Michelle chegará ao Senado em 2027 como parte da ofensiva da direita de buscar a eleição de uma bancada suficiente para aprovar impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

    A primeira suplência de Michelle é ocupada por seu irmão, Diego Torres Dourado (PL).

    Natural de Resende (RJ), Bia Kicis, 65, é uma das deputadas mais vocais na oposição ao governo Lula e ao STF e defensora ferrenha de pautas de costume encampadas pela direita, como a restrição ao aborto . Ela foi eleita para a Casa em 2018, com cerca de 86,4 mil votos, e reeleita em 2022, com 214,7 mil.

    A congressista foi presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) de 2021 a março de 2022, em uma eleição tumultuada e que contou com a resistência de ministros do STF . É autora de projetos para instituir o voto impresso nas eleições e, durante a pandemia, para retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras.

    À frente do principal colegiado da Câmara, ela tentou impedir que Bolsonaro fosse chamado de "genocida", atuou para limitar os poderes do Supremo e foi criticada até por aliados após tuíte em que incitou um motim e chamou de herói um soldado da Polícia Militar da Bahia que atirou em ponto turístico de Salvador.

    A congressista é formada em direito pela UnB (Universidade de Brasília) e procuradora aposentada do DF.

    Após o resultado, Bia Kicis agradeceu aos eleitores pela eleição para o Senado em um vídeo publicado nas redes sociais. Ela disse ter recebido a missão de "representar o nosso quadradinho no Senado Federal" e afirmou que exercerá o mandato "com muita alegria e responsabilidade".

    Na sequência, Kicis pediu votos para Flávio Bolsonaro no segundo turno. "Vencemos uma batalha, agora vamos vencer a guerra?", disse.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/michelle-bolsonaro-e-bia-kicis-sao-eleitas-senadoras-pelo-distrito-federal.shtml.

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    Michelle Bolsonaro vota no Colégio Mackenzie, no Lago Sul, acompanhada pela deputada federal Bia Kicis - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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