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    MG: quilombo Manzo passa por reforma para preservar patrimônio

    Intervenções de R$ 1,18 milhão corrigiram risco de deslizamento e recuperaram espaços usados pela comunidade quilombola

    Metrópoles
    8 de agosto de 2026 às 19:18
    MG: quilombo Manzo passa por reforma para preservar patrimônio
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – A comunidade quilombola Manzo Ngunzo Kaiango, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, recebeu as obras de recuperação do território. As intervenções incluíram contenção de encosta, drenagem, reconstrução de edificações e melhorias nas redes elétrica e hidrossanitária.

    Os trabalhos receberam R$ 1,18 milhão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do programa Minas para Sempre . Os recursos são provenientes de uma multa aplicada à mineradora Vale como medida compensatória socioambiental.

    Entre as estruturas recuperadas estão o salão onde são realizados rituais, a cozinha, anexos e banheiros acessíveis. Também foi construído um muro de arrimo de seis metros de altura e seis de profundidade para conter a encosta que apresentava risco de deslizamento.

    Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)
    Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A história do Manzo está ligada à trajetória de Efigênia Maria da Conceição, conhecida como Mãe Efigênia. Descendente de indígenas e de africanos escravizados que viveram na região do Morro da Queimada, em Ouro Preto, ela se mudou com a família para Belo Horizonte em 1955.

    Na década de 1970, Mãe Efigênia adquiriu um terreno que se tornou o núcleo da comunidade. No local funcionava o terreiro de umbanda Senzala de Pai Benedito, posteriormente transformado em uma casa de Candomblé Angola da tradição Bantu.

    Entre as estruturas recuperadas estão o salão onde são realizados rituais, a cozinha, anexos e banheiros acessíveis

    Quilombo Manzo
    Quilombo Manzo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Os trabalhos receberam R$ 1,18 milhão do Ministério Público

    As obras levaram cerca de dois anos e foram executadas com acompanhamento das lideranças da comunidade

    Intervenções de R$ 1,18 milhão corrigiram risco de deslizamento e recuperaram espaços usados pela comunidade quilombola

    MG: quilombo Manzo passa por reforma para preservar patrimônio - destaque galeria
    MG: quilombo Manzo passa por reforma para preservar patrimônio - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O território foi reconhecido como patrimônio imaterial pelo município de Belo Horizonte, em 2017, e pelo Estado de Minas Gerais, em 2018.

    As intervenções incluíram contenção de encosta, drenagem, reconstrução de edificações e melhorias nas redes elétrica e hidrossanitária

    Após anos de perseguição religiosa e racismo, parte da comunidade se mudou, em 2007, para o bairro Bonanza, em Santa Luzia. O Kilombo Manzo mantém atividades em Santa Luzia e Belo Horizonte.

    Os trabalhos receberam R$ 1,18 milhão do Ministério Público
    Os trabalhos receberam R$ 1,18 milhão do Ministério Público — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O território foi reconhecido como patrimônio imaterial pelo município de Belo Horizonte, em 2017, e pelo Estado de Minas Gerais, em 2018. Leia também Distrito Federal UnB vence prêmio nacional com projeto em quilombo centenário do DF Distrito Federal STF anuncia estágio para estudantes indígenas, negros e quilombolas Brasil Lula assina decretos e entrega títulos para oito territórios quilombolas Entorno e Goiás Maior quilombo do mundo, na Chapada, comemora processo de tombamento Obras preservam tradição Para o promotor de Justiça Marcelo Maffra, responsável pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do MPMG, a recuperação do espaço representa também a preservação da memória e da cultura afro-brasileira.

    “O quilombo Manzo é símbolo de resistência, é um projeto que representa a história de Minas Gerais de uma forma muito significativa.”

    As obras levaram cerca de dois anos e foram executadas com acompanhamento das lideranças da comunidade para preservar características religiosas e culturais dos espaços.

    As obras levaram cerca de dois anos e foram executadas com acompanhamento das lideranças da comunidade
    As obras levaram cerca de dois anos e foram executadas com acompanhamento das lideranças da comunidade — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Líder do quilombo, Mãe Efigênia se emocionou ao conhecer o espaço renovado.

    “Isso hoje para mim é uma glória. Eu nunca pensei na minha vida chegar e passar a mão numa casa rebocada, porque a minha casa era de madeira.” A recuperação do território busca garantir mais segurança aos moradores e preservar o espaço onde são mantidas atividades culturais, religiosas e comunitárias da comunidade quilombola.

    Intervenções de R$ 1,18 milhão corrigiram risco de deslizamento e recuperaram espaços usados pela comunidade quilombola
    Intervenções de R$ 1,18 milhão corrigiram risco de deslizamento e recuperaram espaços usados pela comunidade quilombola — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    O território foi reconhecido como patrimônio imaterial pelo município de Belo Horizonte, em 2017, e pelo Estado de Minas Gerais, em 2018.
    O território foi reconhecido como patrimônio imaterial pelo município de Belo Horizonte, em 2017, e pelo Estado de Minas Gerais, em 2018. — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    As intervenções incluíram contenção de encosta, drenagem, reconstrução de edificações e melhorias nas redes elétrica e hidrossanitária
    As intervenções incluíram contenção de encosta, drenagem, reconstrução de edificações e melhorias nas redes elétrica e hidrossanitária — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/quilombo-manzo-reforma-preservar-patrimonio.

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    Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) — Foto: Metrópoles

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