MG é o 2º estado com mais notas falsas; saiba o que fazer ao receber uma
Banco Central contabilizou 8.186 cédulas falsas retiradas de circulação em Minas até julho; notas de R$ 200 são maioria

Belo Horizonte – Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking nacional de cédulas falsas retiradas de circulação em 2026 , segundo dados do Banco Central até julho. Foram 8.186 notas encontradas no estado, número inferior apenas ao registrado em São Paulo , que lidera a lista com 27.428 unidades. Na sequência, depois de MG, aparecem Rio de Janeiro (6.817 notas falsas), Bahia (3.034) e Rio Grande do Sul (2.929).
A maior parte de notas falsas em Minas corresponde a notas de R$ 200, com 4.289 unidades, seguida pelas cédulas de R$ 100 . Também foram identificadas 396 notas falsas de R$ 20 e 373 de R$ 50.
Segundo o advogado criminalista Paulo Crosara a legislação prevê punições diferentes a depender de como a pessoa teve acesso à cédula falsa e do que fez depois de identificar a falsificação.

O crime de moeda falsa está previsto no artigo 289 do Código Penal, com pena de três a 12 anos de reclusão para quem falsifica ou altera moeda. A mesma pena pode atingir quem recebe ou adquire a cédula sabendo que ela é falsa e a coloca em circulação.
“Quem recebe essa nota sabendo da falsidade dela pratica exatamente o mesmo crime. Muita gente ‘compra’: paga, por exemplo, R$ 1 mil e recebe R$ 10 mil em notas falsas. Você comete o mesmo crime”, explicou o advogado.
A situação é diferente quando uma pessoa recebe a nota sem saber que é falsa e, depois de descobrir a irregularidade, tenta repassá-la para evitar o prejuízo. Nesse caso, segundo o advogado, a legislação prevê uma modalidade menos grave do crime, com pena de seis meses a dois anos de detenção.

“Se você recebeu de boa-fé e tentou repassar para não ficar no prejuízo, é um crime menos gravoso . A pena cai de três a 12 anos para seis meses a dois anos”, afirmou Paulo Crosara.
Ao perceber que recebeu uma cédula possivelmente falsa, a orientação é não tentar colocá-la novamente em circulação. De acordo com Paulo, a pessoa deve procurar uma agência bancária e entregar a nota para análise .
“O banco vai fazer um documento informando que recebeu e encaminhar a cédula ao Banco Central. Se a análise concluir que a nota é verdadeira, a pessoa recebe o valor de volta. Se for falsa, não recebe”, explicou o especialista.
Caso a pessoa desconfie da autenticidade antes de aceitar a cédula, pode recusá-la . “Você tem o direito de não receber uma nota que considera ter indícios de falsidade”, acrescentou.
Para o advogado, o fato de Minas aparecer entre os estados com maior número de cédulas falsas retiradas de circulação está relacionado, entre outros fatores, ao tamanho da população, à atividade econômica e à localização geográfica do estado.
“Minas historicamente está entre os primeiros no número de apreensões de notas falsas. É um estado rico, com muita circulação de dinheiro, população grande e um entroncamento viário importante. Faz divisa com vários estados e tem muita circulação de pessoas do Brasil inteiro”, disse. Segundo ele, os números não significam necessariamente que as falsificações sejam produzidas em Minas, mas que há grande circulação de dinheiro e pessoas no estado.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/mg-e-o-2o-estado-com-mais-notas-falsas-saiba-o-que-fazer-ao-receber-uma.

Priscila Zambotto/Getty Images — Foto: Metrópoles
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