Metrópoles Game Festival: 2º dia reúne emoção, talento e paixão geek
Segundo dia do Metrópoles Game Festival reuniu seletiva do World Cosplay Summit, torneios, dubladores e atrações para toda a família

Figurinos elaborados, disputas acirradas e encontros com vozes conhecidas por diferentes gerações marcaram o segundo dia do Metrópoles Game Festival . Nesse sábado (22/8), a Arena Mané Garrincha recebeu uma programação que uniu games, cosplay , dublagem, música e experiências voltadas para públicos de todas as idades.
Realizada pelo Grupo Metrópoles , com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti), a primeira edição do festival reúne competições de 28 jogos, distribuídos entre PC, consoles, dispositivos móveis e modalidades analógicas. Ao todo, mais de 500 competidores estão inscritos para os três dias de evento.
No sábado, o público circulou entre as arenas de competição, estações abertas de jogos, espaços dedicados a RPG e card games, exposições, oficinas e encontros com convidados. No palco principal, o cosplay ganhou destaque e transformou personagens de games, animes e filmes em protagonistas da programação.

Um dos momentos mais aguardados foi a seletiva regional do World Cosplay Summit (WCS) – Etapa Brasil 2027 , considerado um dos maiores campeonatos da categoria no mundo.
Entre os profissionais convidados para integrar o júri da competição estavam as cosplayers Alice Dias e Carolina Lima. Responsáveis por acompanhar e avaliar as apresentações, as duas celebraram a oportunidade de participar da seletiva realizada no Metrópoles Game Festival .
“A gente ficou muito feliz quando o Metrópoles entrou em contato. Julgar o concurso é uma honra, ainda mais com cosplays tão bons, em um espaço muito bonito e que demonstra um grande investimento. É muito bom perceber o retorno dos organizadores e ver o valor dado aos artistas, ao cosplay e à música”, afirmou Alice. Animada com o nível das performances, a jurada também antecipou o que esperava encontrar no palco. “Acho que todo mundo vai arrasar nas apresentações e surpreender bastante o público”, acrescentou.

Carolina Lima compartilhou o entusiasmo da colega e destacou a adesão à competição . “As expectativas estão altíssimas. Tivemos muitas inscrições, estou muito feliz com a oportunidade e me sinto honrada. É muito legal participar”, declarou.
Mikael Alves também acompanhou a seletiva com atenção especial. “Hoje eu vim focado no WCS, porque quem conquista a vaga segue na disputa para definir os representantes do Brasil e, depois, chegar ao Japão. No contexto geral, o evento superou as expectativas”, resumiu.
Os brasilienses Genilson Frazão, de 33 anos, e Carol Frazão, de 31, foram os grandes vencedores da etapa. Com o resultado, a dupla garantiu a oportunidade de representar o Centro-Oeste na fase nacional da competição e seguir na disputa por uma vaga na final internacional, realizada no Japão.

“O WCS é uma Copa do Mundo para essa categoria. É um concurso que exige muita responsabilidade, comprometimento, disciplina e conhecimentos técnicos de todas as áreas do cosplay: atuação, confecção do figurino, maquiagem e preparação”, explicou Genilson. Vencedores do campeonato de Cosplay, Genilson e Carol Frazão Para Carol, a vitória representou o reconhecimento de um trabalho conduzido com seriedade desde os primeiros preparativos .
“É uma emoção muito grande saber que, de alguma forma, o nosso trabalho foi visto e reconhecido com a vitória. Temos um ano para trabalhar e vamos dar orgulho a esse título”, declarou. A dupla também agradeceu pela realização da seletiva em Brasília . “O Metrópoles trouxe essa categoria para o evento, enriqueceu a programação e nos deu a oportunidade de representar o Centro-Oeste. Vamos para São Paulo e, quem sabe, para o Japão”, acrescentou Genilson.
Casal celebraram vitória com um beijo no palco

Os campeões irão representar o Centro-Oeste em São Paulo
Alegria estampada nos rosto dos vencedores
Idealizador do Metrópoles Game Festival , Luiz Eduardo Estevão acompanhou as apresentações e ressaltou a importância pessoal de abrir espaço para essa comunidade.

“A comunidade cosplay e tudo o que acontece em torno dela são muito importantes para mim, em nível pessoal. É algo que sempre admirei. O evento como um todo é muito importante, mas hoje, com o cosplay, isso ganhou um significado especial”, afirmou. Luiz Eduardo Estevão, idealizador do Metrópoles Game Festival À frente das competições de cosplay, a apresentadora Tata também destacou a conexão proporcionada pelos eventos de cultura pop . Ela recordou que começou a trabalhar como voluntária e, ao longo da trajetória, passou a entrevistar e conviver com profissionais que admirava.
“São pessoas que eu via em um pedestal absurdamente grande e que, hoje, encontro nos eventos e corro para abraçar. É um dos sentimentos mais legais de ter começado a apresentar”, contou. Tata e Juliano Prendi LowcostPlay O sábado ainda contou com o LowcostPlay, disputa que incentivou versões criativas de personagens produzidas com materiais simples e acessíveis . A escolha dos vencedores foi feita pelo próprio público, por meio de aplausos.
Entre os cosplayers que acompanharam a programação estava Lorelei, de 40 anos. A artista chegou cedo à Arena Mané Garrincha para assistir à seletiva do World Cosplay Summit, conhecer os espaços do festival e prestigiar o trabalho dos expositores.

“Estou adorando. Cheguei às 12h30 e ainda não consegui conhecer tudo. Vim assistir à seletiva do World Cosplay Summit, que é muito concorrida, e foi muito legal ter essa oportunidade aqui. Também adoro as barracas dos artistas e tirar fotos”, contou. Lorelei Lorelei ainda elogiou a estrutura e o nível dos figurinos apresentados pelo público.“O evento me surpreendeu. Tem pontos de água, bastante espaço para circular entre as barracas e muitos cosplays legais e muito bem-feitos. O nível do pessoal está incrível”, afirmou.
A cosplayer revelou que retornaria neste domingo (23/8), dessa vez para participar do desfile. “Apresentação dá mais nervosismo. Desfilar é mais tranquilo”, brincou.
A programação também abriu espaço para a dublagem brasileira. Vyni, Glauco Marques e Guilherme Briggs, responsáveis pelas vozes de Luffy, Zoro e Brook, respectivamente, na adaptação em live-action de One Piece, participaram de um bate-papo e de um encontro com os fãs.

Dubladores Glauco Marques, Vyni Takahashi e Guilherme Briggs
Meet and Greet com os dubladores Glauco Marques, Vyni Takahashi e Guilherme Briggs
Repórter Adriana Arcoverde entrevista os dubladores Glauco Marques, Vyni Takahashi e Guilherme Briggs

Repórter Andressa Sarkis entrevista os dubladores Glauco Marques, Vyni Takahashi e Guilherme Briggs
Durante o encontro, os três dubladores também revisitaram o início das respectivas trajetórias e compartilharam histórias sobre a relação com a profissão . Guilherme Briggs contou que os primeiros estímulos vieram ainda na infância, durante as brincadeiras criativas com o pai.
“Comecei com meu pai, quando tinha 6 ou 7 anos. A gente pegava quadrinhos e livros e dramatizava as histórias. Meu pai tocava violão, fazia a trilha sonora e trabalhava essa criatividade em mim”, recordou Briggs. “Ele queria que eu fosse dublador. Faleceu em 1985, e eu virei dublador em 1991. Mas acredito que, espiritualmente, esteja me acompanhando”, completou. Repórter Andressa Sarkis entrevista Guilherme Briggs Vyni também começou cedo, aos 11 anos , depois de dar os primeiros passos no teatro. “Eu falo que a dublagem me escolheu. Para mim, era muito especial assistir aos desenhos que estava dublando e ouvir a minha própria voz. Vivo disso até hoje e amo a dublagem”, afirmou.

O artista ainda destacou que eventos como o Metrópoles Game Festival permitem uma aproximação que nem sempre existiu entre dubladores e admiradores. “Antigamente, não havia essa proximidade. Hoje, a gente consegue estar perto, abraçar, dar carinho e transbordar amor. É isso que queremos fazer”, declarou Vyni.
Glauco Marques, por sua vez, falou sobre o ciclo de inspiração criado pela dublagem . Antes de ocupar os palcos como convidado, ele também esteve na plateia admirando profissionais como Guilherme Briggs. “Eu era um fã que estava lá assistindo a ele em um evento. É muito interessante viver essa passagem, porque isso estimula as pessoas que estão na plateia a estudar e buscar os próprios sonhos”, refletiu.
Entre os visitantes estava Amanda Picchi, de 37 anos, da Chuva de Tinta. Além de expor o próprio trabalho no festival, a artista estuda dublagem e aguardava com ansiedade a oportunidade de conhecer os convidados .

“Estou fazendo curso de dublagem, então é algo que estou buscando para mim. Sempre admirei o trabalho deles desde criança. O Briggs, por exemplo, é uma lenda”, afirmou. Amanda Picchi Amanda também elogiou a variedade de experiências oferecidas sem custo ao público. “Estou achando o evento incrível. É muita coisa legal, gratuita e no centro de Brasília. Já estou ansiosa para o próximo”, completou.
Outro destaque foi o painel de Yann Neves, criador do canal Save Manual. Referência brasileira em speedruns , ele demonstrou ao vivo como falhas de programação podem ser usadas para concluir jogos em tempo recorde. Na apresentação, Yann chegou aos créditos finais de The Legend of Zelda em poucos minutos.
A banda brasiliense Lunia encerrou a noite com um repertório inspirado em aberturas de animes e músicas ligadas ao universo geek.

Enquanto as atrações ocupavam o palco principal, as disputas seguiram nas demais áreas da Arena Mané Garrincha. O segundo dia recebeu as semifinais e finais de Valorant e Free Fire, além de campeonatos de Fatal Fury: City of the Wolves, Guilty Gear Strive, Pokémon GO, Pokémon VGC, Super Smash Bros. Ultimate e Tekken 8 .
As modalidades analógicas também ganharam espaço, com torneios de xadrez e Yu-Gi-Oh! TCG . As partidas decisivas foram acompanhadas em telões, com narração ao vivo, enquanto as estações da Arena FreePlay permitiram que visitantes experimentassem diferentes jogos fora do ambiente competitivo.
O público ainda encontrou partidas de RPG de mesa , oficinas de pintura de miniaturas , jogos de tabuleiro , card games e uma exposição de consoles e itens colecionáveis ligados à história dos videogames.

A diversidade da programação ajudou a aproximar diferentes gerações. Hezir Brasil, de 31 anos, acompanhou as apresentações de cosplay ao lado do filho, Carmelo Galvão Brasil, de 6.
Fãs de Naruto, pai e filho já compartilharam outras experiências ligadas ao cosplay. Para Hezir, poder frequentar esse universo com Carmelo representa a construção de uma memória afetiva que ele próprio não teve durante a infância.
“É uma coisa que eu não tive com o meu pai. Consigo ter com ele porque gostamos das mesmas coisas, como Naruto”, contou. Impressionado com a dimensão da estrutura, acrescentou: “Parece que estou em São Paulo, na Gamescom. O som está muito bom, as apresentações estão legais e os cosplays são muito bem-feitos”. Carmelo e Hezir Brasil Outra história familiar marcou o segundo dia do festival. Eduardo Barbosa, de 18 anos, viajou de Sinop, em Mato Grosso, ao lado do pai, Ivan Barbosa, de 51 . O principal objetivo era realizar o antigo sonho do jovem de conhecer pessoalmente Guilherme Briggs .

Uma tentativa de encontro havia sido planejada dois anos antes, mas não pôde ser concretizada. Com a participação do dublador no Metrópoles Game Festival , pai e filho reorganizaram os planos e encontraram uma maneira de viajar até Brasília.
“Vim do Mato Grosso para acompanhar o evento e conhecer o Briggs”, contou Eduardo. Depois de passar o dia na Arena Mané Garrincha, o jovem elogiou a recepção e a programação. “Achei maravilhoso. A equipe tirou as nossas dúvidas, os cosplays estão muito legais e a experiência superou as minhas expectativas. Está sensacional”, acrescentou. Professor de teatro, cosplayer e aspirante a dublador, Eduardo encontrou no festival uma oportunidade de se aproximar ainda mais da carreira que deseja seguir. Para Ivan, acompanhar a realização do sonho do filho tornou a viagem especialmente significativa.
“Ele sempre teve essa vontade de conhecer o Briggs e se envolve muito com a parte teatral. Faz cosplay e quer ser dublador. É muito gratificante para mim, como pai — e falo em nome da mãe dele também —, conseguir proporcionar esses momentos e participar junto”, declarou Ivan. Ivan Barbosa e Eduardo Barbosa O pai ainda elogiou a organização e o espaço escolhido para receber o festival. “Eu já conhecia Brasília, mas ainda não tinha vindo à Arena Mané Garrincha. Gostei do espaço e de todo o processo. Está bem organizado, estão de parabéns”, concluiu.

Responsável pelo Studio Cosplay Oficial, o fotógrafo Rainer Faulstich também celebrou a realização do festival e o espaço destinado aos profissionais da cidade .
“O Metrópoles está abrindo espaço em uma área que precisava disso e dando oportunidade ao artista local, ao artista de Brasília. Para quem trabalha com arte, isso é fantástico. É valorizar a prata da casa”, avaliou. Rainer Faulstich Entre competidores, artistas, famílias e fãs, o segundo dia mostrou a capacidade do Metrópoles Game Festival de reunir diferentes comunidades em torno de paixões compartilhadas. Mais do que acompanhar torneios, o público encontrou um ambiente de convivência, descoberta e reconhecimento da cultura gamer produzida em Brasília.
O festival encerra a primeira edição neste domingo (23/8), com novas competições, concurso livre de cosplay, atrações musicais e encontros com convidados.

Horários: sábado, das 13h às 22h; domingo, das 12h às 21h
Ingressos gratuitos. Clique para garantir o seu Confira quem esteve no segundo dia de Metrópoles Game Festival, pelo olhar de Gustavo Lucena:
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram .
































































































Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/claudia-meireles/metropoles-game-festival-2o-dia-reune-emocao-talento-e-paixao-geek.

Gustavo Lucena/ Metrópoles/ @lucenafoto — Foto: Metrópoles
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