Alagoas

    Meteorologistas temem efeitos sem precedentes em Super El Niño

    O Super El Niño em curso no Oceano Pacífico pode atingir entre novembro e dezembro um pico sem precedentes nas medições históricas, com anomalia superior a 4°C na temperatura da superfície do mar. A projeção dos modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas colocaria o episódio acima de todos os eventos observados em cerca de 170 anos.O índice ONI, usado para acompanhar o aquecimento das águas do Pacífico tropical, já classificava o fenômeno como Super El Niño em julho, quando a anomalia alcançou 2°C. No boletim semanal mais recente da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos

    Gazeta de Alagoas
    10 de setembro de 2026 às 18:17
    Meteorologistas temem efeitos sem precedentes em Super El Niño
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    Projeção dos modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas colocaria o episódio acima de todos os eventos observados em cerca de 170 anos

    O Super El Niño em curso no Oceano Pacífico pode atingir entre novembro e dezembro um pico sem precedentes nas medições históricas, com anomalia superior a 4°C na temperatura da superfície do mar. A projeção dos modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas colocaria o episódio acima de todos os eventos observados em cerca de 170 anos.

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    Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O índice ONI, usado para acompanhar o aquecimento das águas do Pacífico tropical, já classificava o fenômeno como Super El Niño em julho, quando a anomalia alcançou 2°C. No boletim semanal mais recente da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos, a marca estava em 2,7°C.

    O avanço ocorreu mais cedo do que nos grandes episódios recentes. Em 2015-2016, a anomalia semanal chegou a 3°C apenas em novembro; em 1982-1983, o patamar de Super El Niño só apareceu em dezembro.

    No início de setembro, as anomalias eram de 1,6°C em 2023, 1,7°C em 2015, 2,1°C em 1997 e 0,6°C em 1982. Os níveis de 2026 superam essas referências e alimentam a expectativa de um aquecimento ainda maior nos últimos meses do ano.

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    Diário do Centro do Mundo — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    ONU prevê permanência do fenômeno até fevereiro de 2027

    A Organização Meteorológica Mundial, agência climática da ONU, estima uma probabilidade próxima de 100% de que o atual El Niño persista até fevereiro de 2027. A entidade também prevê que seus efeitos sobre o clima se prolonguem ao longo do próximo ano.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que “o El Niño está se tornando gigantesco diante de nossos olhos”. Em comunicado, ele afirmou que “a ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta se encontra em águas desconhecidas, e essas águas estão esquentando”.

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    Aplicativo na whatsapp Store — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O El Niño surge quando os ventos que empurram águas quentes para oeste no Pacífico enfraquecem ou mudam de direção, elevando a temperatura da superfície no centro e no leste do oceano tropical. O fenômeno costuma ocorrer a cada dois a sete anos e pode durar até 12 meses.

    Em um planeta aquecido pela queima de combustíveis fósseis, o evento tende a intensificar extremos climáticos. No Brasil, pode provocar secas prolongadas no Nordeste e tempestades e enchentes no Sul; no Panamá e em El Salvador, a seca já levou governos a decretar emergência, enquanto o baixo nível de água reduziu o tráfego de navios pelo Canal do Panamá.

    Substância escura e oleosa volta a ser vista nas praias de Alagoas
    Substância escura e oleosa volta a ser vista nas praias de Alagoas — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    Prazo para confirmar interesse na lista de espera do CNU termina nesta sexta-feira (11) — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    Incêndio atinge quarto de adolescente autista — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    Serviço de abastecimento de água em Murici pode afetar fornecimento na quinta-feira (10) — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas
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    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/noticias/brasil/meteorologistas-temem-efeitos-sem-precedentes-em-super-el-nino-934994.

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