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    METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 Review: dois clássicos, duas traduções

    METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 é a mais nova coletânea da série Metal Gear, com dois jogos exclusivos do PS3 e do PSP. Descubra o que esperar desses jogos. O post METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 Review: dois clássicos, duas traduções apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    4 de setembro de 2026 às 15:59
    METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 Review: dois clássicos, duas traduções
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    METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 apresenta Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e Metal Gear Solid: Peace Walker para a nova geração, o que rompe a exclusividade da Sony na época de seu lançamento original. Agora, os jogos estão disponíveis para Nintendo Switch, PlayStation 5, Nintendo Switch 2, PlayStation 4, Xbox Series X|S e para PC (no Microsoft Windows apenas).

    Metal Gear Solid 4 continua os eventos apresentados no segundo jogo da série (o terceiro se passa décadas antes do primeiro) e apresenta um desfecho para Solid Snake. É um jogo de stealth com foco na narrativa, o que traz seus acertos e erros.

    O jogo apresenta uma jogabilidade bem funcional, com controles simples e práticos. O sistema de camuflagem simplifica o excesso de menus do terceiro jogo, de forma interessante, enquanto a customização de armas é direta, mas sem perder sua complexidade.

    Imagem: Reprodução / KONAMI
    Imagem: Reprodução / KONAMI — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A sua gameplay também traz muita variedade – de utilizar morteiros para “limpar” o caminho, tiroteios diretos a até mesmo uma perseguição de moto. Algumas lutas com chefes também têm seu diferencial, como a tela dividida entre Snake abatendo robôs com uma arma gigante e Raiden lutando com facas contra Vamp, uma luta entre robôs gigantes e uma troca de socos com o boss final. Tudo isso complementa o stealth de forma positiva, quebrando a repetição e monotonia.

    Já os seus gráficos, que eram muito impressionantes na época, continuam agradáveis para os padrões de hoje. Mesmo que não sejam algo digno do que vemos em jogos AAA atualmente, ainda funcionam e não atrapalham em nada a experiência com o jogo.

    As cutscenes do jogo são um problema: demasiadas e demasiadamente longas. Logo na introdução, com cerca de 30 minutos de duração, há em torno de apenas dois minutos de gameplay, enquanto cada capítulo fecha e abre com cutscenes de 20 a 30 minutos de duração. Toda vez que um personagem novo é apresentado, há uma nova “palestra” (o mercador de armas mesmo, são 12 minutos para apresentar o personagem). É algo entediante, repleto de minudências que nada agregam à trama, e cujos muitos trechos poderiam ser substituídos por pura e simples gameplay.

    Imagem: Reprodução / KONAMI
    Imagem: Reprodução / KONAMI — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Quanto à jogabilidade, apesar de interessante e variada, a disponibilidade do mercador pode atrapalhar o stealth do jogo. Pela facilidade e rapidez em adquirir armas e munições (instantaneamente e mesmo durante a ação e as lutas), é possível substituir toda a furtividade e paciência pelo tiroteio frenético, o que desagradará qualquer fã de stealth.

    Por fim, a narrativa também sofre com alguns problemas. O excesso de detalhes desnecessários atrapalha o ritmo, enquanto cenas de drama ou comédia exageradas extirpam a seriedade da trama. A crítica à indústria bélica, ao imperialismo e à lucratividade das guerras se perde diante da breguice e – especialmente – das explicações excessivas de cada aspecto “técnico” das diferentes tecnologias usadas e das inúmeras reviravoltas na trama.

    Metal Gear Solid: Peace Walker, originalmente lançado para PSP, é um jogo que veio com uma proposta inusitada à franquia: foco no multiplayer. É um elemento que vem com mudanças bruscas ao que conhecemos de Metal Gear Solid, algumas boas e outras não.

    Imagem: Reprodução / KONAMI
    Imagem: Reprodução / KONAMI — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A história de Metal Gear Solid: Peace Walker é excepcionalmente boa, rica e emocionante, enquanto serve como uma ponte direta para Metal Gear V. Ela é contada na forma de motion comics, devido às limitações do PSP, mas não é algo que incomoda. Muito pelo contrário, a sua arte cinzenta, com destaque para algumas cores (especialmente o vermelho), traz um charme a mais à sua trama.

    Já a sua estrutura de fases curtas, algo feito com o multiplayer em mente, é uma mudança brusca, mas muito bem-vinda para um spin-off da série. A sua divisão em estágios é intuitiva e facilita a navegação pela fase, sem afetar em nada o ritmo do jogo. Entretanto, ao morrer, o jogo volta para o começo da fase, um desafio a mais dentro dessa estrutura.

    O base building do jogo é um aspecto sólido, com uma camada a mais de complexidade muito interessante. É possível recrutar novos personagens, alocá-los em pesquisa, coleta de materiais ou de informações. Dessa maneira, também é possível desenvolver novas armas e equipamentos, assim como aprimorar os já existentes. É uma mecânica viciante.

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    O jogo é simplesmente injogável com teclado e mouse. Mesmo oferecendo suporte, os controles não funcionam nada bem. A câmera trava, há delay nos inputs ou eles simplesmente não funcionam. Caso não tenha um controle, simplesmente não é possível jogar Peace Walker no PC — pelo menos até o momento desta review. Não é possível nem terminar a primeira fase introdutória.

    Os Quick Time Events, bem notórios na época em que o jogo foi inicialmente lançado, são outro ponto negativo. Eles acontecem durante as cutscenes, em que o jogador está ocupado demais acompanhando a história do jogo, o que atrapalha completamente o ritmo da narrativa. Mas, apesar desse problema, são bem pontuais e não estragam a experiência.

    As missões opcionais servem apenas para adquirir mais recursos, enquanto são extremamente repetitivas, assim como as lutas com chefes. São lutas que se resumem a usar uma bazuca contra um tanque de guerra, helicóptero ou algum maquinário avançado, que são grandes esponjas de dano e tornam isso ainda mais repetitivo. A repetição é ainda maior com o grinding, muito necessário na reta final do jogo, onde é simplesmente impossível seguir direto sem fazer as missões paralelas.

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    Imagem: Reprodução / KONAMI — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 apresenta uma gama enorme de conteúdo adicional. Dentre eles, há a trilha sonora dos dois jogos, um database de toda a história até o quarto jogo, um guia completo e ilustrado, todo o script e até mesmo o Metal Gear: Ghost Babel, lançado para Game Boy Color.

    Metal Gear: Ghost Babel foi lançado em 2000 e levou a série para o portátil da Nintendo. Nele, há uma jogabilidade vista de cima que lembra os primeiros jogos da série, do MSX e do NES (vulgo Nintendinho). Diferentemente desses clássicos, suas mecânicas são um pouco mais complexas, que relembram em parte o primeiro Metal Gear Solid.

    Apesar de sua simplicidade, não é um game tão curto para os padrões dos jogos portáteis dos anos 2000. Ele tem cerca de seis a oito horas de duração, divididas entre jogabilidade e as cutscenes, feitas através do comunicador, basicamente com fotos dos personagens e texto de suas falas (a tecnologia da época não permitia diálogos falados em um portátil).

    MGS 4 gameplay
    MGS 4 gameplay — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    METAL GEAR SOLID: MASTER COLLECTION Vol.2 é uma coletânea pequena, de apenas três jogos, mas que tem muito a oferecer. Ela traz dois jogos de ótima qualidade, em diversos aspectos, antes restritos ao PS3 e ao PSP (além de um jogo bônus para os fãs da série). É uma opção indispensável para fãs da série Metal Gear, enquanto pode agradar quem gosta de jogos stealth e/ou com uma trama de espionagem, crítica e política. Entretanto, se prepare para longas cutscenes em Metal Gear 4, e tenha um controle caso queira jogar Peace Walker no PC.

    Leonardo Bueno é entusiasta de arte, literatura, games e RPG. Trabalha com tecnologia e games há mais de 10 anos.

    Rachele Victoria é formada em Letras, MBA em Inovação e atua há 10 anos com comunicação e conteúdo gamer.

    MGS 4 cutscene
    MGS 4 cutscene — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    MGS Peace Walker cutscenes
    MGS Peace Walker cutscenes — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    MGS Peace Walker in game
    MGS Peace Walker in game — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Leonardo Bueno
    Leonardo Bueno — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
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    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/04/games-e-consoles/metal-gear-solid-master-collection-vol-2-review-dois-classicos-duas-traducoes/.

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