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    Meta diz que veto do TSE a imagem de IA derrubou posts de ministros e militantes

    Procurado, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que não irá se pronunciar

    UOL
    4 de outubro de 2026 às 22:00
    Meta diz que veto do TSE a imagem de IA derrubou posts de ministros e militantes
    Mão segura smartphone com a tela exibindo o ícone colorido do Instagram em fundo preto. Fundo desfocado em tons claros. — Foto: UOL

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    Alvo de reclamações de jornalistas, políticos e militantes pela derrubada de publicações no Instagram , a Meta , dona da plataforma, afirmou estar cumprindo uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo a empresa, o tribunal determinou a suspensão de qualquer postagem que tenha sinal de uso de IA.

    Logo da rede social Instagram em um smartphone - Yasin Akgul/AFP · Yasin Akgul/AFP
    Logo da rede social Instagram em um smartphone - Yasin Akgul/AFP · Yasin Akgul/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A medida consta em um comunicado enviado ao governo Lula, neste domingo (4), após a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) questionar por que imagens e vídeos de ministros tinham sido retirados do ar. Servidores não detalham quais foram as autoridades do governo envolvidas.

    Em nota enviada à Folha , a Meta disse cumprir as resoluções da Corte Eleitoral, com validade a partir de 1º de outubro e nas 24 horas seguintes ao término da votação. Segundo elas, é proíbido publicar "conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou por tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidato ou pessoa pública, mesmo que exista rótulo informando uso de IA".

    Procurado, o TSE disse que não iria se pronunciar.

    IA invade campanhas eleitorais
    IA invade campanhas eleitorais — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Para a Meta, até programas e aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio, como Adobe Premiere ou CapCut, utilizam recursos de IA na remoção de fundo ou em retoques visuais. "Essas ferramentas incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando que houve uso de IA", diz a Meta.

    A big tech recomenda que os usuários verifiquem se seus vídeos e imagens contêm sinais de uso de IA usando uma plataforma chamada C2PA Verify .

    O TikTok tem entendimento diverso ao da dona do Instagram e disse que é obrigação dos usuários se abster de publicar conteúdos gerados ou editados por IA durante o período de silêncio, não da plataforma.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    "O TikTok permanece atento, durante este período de alto risco, a potenciais ordens judiciais com prazos exíguos devido à proximidade das datas de eleição, e continuará a aplicar suas políticas de acordo com sua estrutura de moderação de conteúdo padrão", afirmou a empresa no plano de conformidade entregue à Justiça Eleitoral.

    A Folha encontrou 33 reclamações sobre a retirada de conteúdo no Instagram feitas por militantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), por petistas, além de jornalistas e de integrantes de movimentos sociais, como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). Parte delas foi denunciada à entidade de direitos digitais Ctrl+Z.

    "Quem treinou essa IA da Meta foi o Alexandre de Moraes? Não pode falar a palavra eleição ou voto que derrubam o post", questionou uma conta que declarou voto em Flávio.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Como mostrou reportagem da Folha, a big tech havia derrubado vídeos dos comentaristas políticos Joel Pinheiro e Caio Coppolla em 1º de outubro. Na ocasião, a empresa afirmou que está "empenhada em cumprir com o período de silêncio determinado pelo TSE para conteúdos com uso de inteligência artificial".

    A dona do Instagram diz que suas plataformas leem automaticamente esses sinais de terceiros para determinar se o conteúdo foi produzido ou alterado por IA e, a partir disso, aplicam um rótulo ao conteúdo ou o derruba, como seria a instrução normativa do TSE.

    Porta-vozes da Secom ouvidos pela Folha confirmaram que os posts de ministros derrubados pela big tech tinham edição com IA. Foram instruções ao ChatGPT para melhorar a qualidade da imagem, relataram.

    O YouTube afirma que, assim como a Meta, usa ferramentas automáticas para checar vídeos a fim de identificar o uso não autorizado de IA para reproduzir imagem ou voz de candidatos e figuras públicas.

    Quando há detecção apenas de uso de IA nos metadados, a plataforma de vídeos aplica rótulos informativos sobre a natureza sintética do conteúdo.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/meta-diz-que-veto-do-tse-a-imagem-de-ia-derrubou-posts-de-ministros-e-militantes.shtml.

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    Logo da rede social Instagram em um smartphone - Yasin Akgul/AFP · Yasin Akgul/AFP — Foto: UOL

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