Messi fez nos últimos seis anos quase metade de seus gols pela Argentina
Messi precisou de 150 jogos e quase 16 anos com a seleção argentina para conquistar seu primeiro título. Nos 56 jogos seguintes, marcou 50 gols, 40% de todos os que fez pela equipe, e ganhou quatro taças . Leia mais (08/31/2026 - 18h47)

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Messi precisou de 150 jogos e quase 16 anos com a seleção argentina para conquistar seu primeiro título. Nos 56 jogos seguintes, marcou 50 gols, 40% de todos os que fez pela equipe, e ganhou quatro taças .

A relação do jogador com a equipe principal alviceleste, iniciada em 2005, foi por mais de uma década marcada por frustrações e críticas. Ele era questionado por não conseguir repetir com a camisa de seu país o sucesso que construiu no Barcelona .
As derrotas nas finais da Copa do Mundo de 2014, diante da Alemanha, e das edições de 2015 e 2016 da Copa América, ambas contra o Chile, foram especialmente doloridas para o craque, que chegou a anunciar sua aposentadoria da seleção.
"No vestiário pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais, infelizmente não consegui. Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos", disse o astro em 2016, antes de mudar de ideia.

Ele ficou na seleção, mas ainda precisaria esperar cinco anos para, enfim, transformar sua relação com a Argentina. No mesmo Maracanã em que havia sido derrotado pelos alemães em 2014, Messi conduziu a equipe ao título da Copa América, diante do Brasil, encerrando um jejum de títulos de 28 anos.
Foi o ano de sua transformação como jogador de seleção.
Nos 150 jogos anteriores à conquista da Copa América de 2021, Messi marcou 75 gols, média de 0,5 por partida. Nos 56 jogos realizados a partir daquela final, a média saltou para 0,89 gol por jogo, com 50 gols.

"Juro a vocês que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, em que conquistamos tudo, mas também antes. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa , para levar alegria a vocês e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos por meio do futebol ", afirmou o jogador, em seu texto de despedida, referindo-se aos triunfos obtidos nesta década.
Sem as cobranças da imprensa argentina e dos torcedores, principalmente as comparações com Maradona, o camisa 10 conseguiu ser Messi . O ano de 2022 foi seu auge, com o triunfo sobre a Itália na Finalíssima, disputa entre o campeão sul-americano e o europeu e, mais importante, a glória na Copa do Mundo do Qatar.
Com 18 gols em 14 jogos, ele marcou em uma única temporada quase 15% de seus gols pela Argentina.

Com dois gols na decisão diante da França, ele terminou o torneio como vice-artilheiro, atrás somente do francês Kylian Mbappé, autor dos três gols da equipe europeia na decisão, definida nos pênaltis depois do empate por 3 a 3 ao fim dos 90 minutos e da prorrogação.
Em 2026, apesar de a Argentina ter terminado a Copa do Mundo sem o título, Messi voltou a brilhar no maior palco do futebol. Terminou o torneio com oito gols e ficou em segundo na artilharia histórica das Copas, atrás de Mbappé, que chegou a 22. Messi encerrou sua trajetória nos Mundiais com 21 gols em 34 partidas.
Há mais números que ajudam a definir sua grandeza junto à seleção, pela qual conquistou ainda a Copa América de 2024. Com 207 jogos e 125 gols, ele lidera as duas estatísticas na história da equipe. Também é o que mais disputou Copas do Mundo, com seis participações, empatado com o mexicano Ochoa e com o português Cristiano Ronaldo.
Rivais históricos no futebol de clubes, o argentino e o português também brigaram pela marca de maior artilheiro de uma seleção. Cristiano, porém, ficou bem à frente, com 140 gols, contra 125 de Messi, e o europeu, aos 41, ainda não definiu seu futuro junto à equipe nacional.
"Alguns ciclos vão chegando ao fim. Este é um deles, e isso me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na seleção. Dei tudo o que tinha, já não tenho mais nada a oferecer, e, além disso, há grandes jovens vindo aí, que merecem estar aqui", escreveu. "Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de, junto com meus companheiros, ter proporcionado a vocês momentos inesquecíveis."
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/08/messi-fez-nos-ultimos-seis-anos-quase-metade-de-seus-gols-pela-argentina.shtml.

Messi beija a taça da Copa do Mundo de 2022, conquistada no Qatar - Hannah McKay - 24.jun.26/Reuters · Hannah McKay - 24.jun.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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