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    Mesmo sendo os mais afetados, 81% dos idosos desconhecem câncer de bexiga

    Levantamento da Pfizer também aponta que 32% dos homens com essa faixa etária não sabem reconhecer os sinais da doença

    CNN Brasil
    4 de setembro de 2026 às 06:33
    Mesmo sendo os mais afetados, 81% dos idosos desconhecem câncer de bexiga
    Foto: CNN Brasil

    Embora homens e pessoas com idade avançada estejam entre os mais afetados com o câncer da bexiga , a doença ainda é pouco conhecida entre esses públicos. Um levantamento da Pfizer, em parceria com o Instituto Oncoguia, aponta que 81% das pessoas com 60 anos ou mais desconhecem ou apenas ouviram falar sobre esse tipo de tumor.

    O estudo foi divulgado na quarta-feira (2) e alerta ainda para o reconhecimento dos sintomas. Quando olhado apenas para o público masculino, 32% dos homens com essa faixa etária não sabem reconhecer os sinais da doença.

    O câncer de bexiga ocorre quando células malignas se formam nos tecidos da bexiga , um órgão responsável por armazenar a urina produzida nos rins antes de ser eliminada pelo xixi. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se uma quantidade de 13.110 casos novos entre 2026 a 2028, sendo 9.040 homens e 4.070 mulheres para cada ano do triênio.

    Câncer de bexiga é quatro vezes mais comum em homens do que mulheres e o principal fator de risco é o tabagismo • Peter Dazeley/GettyImages · • Peter Dazeley/GettyImages
    Câncer de bexiga é quatro vezes mais comum em homens do que mulheres e o principal fator de risco é o tabagismo • Peter Dazeley/GettyImages · • Peter Dazeley/GettyImages — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Como a doença é mais incidente entre o público 60+, percebemos o desafio de engajar e ampliar o conhecimento dessa população . Levar informação de qualidade a esse público pode ajudar a reconhecer os sinais de alerta e favorecer o diagnóstico precoce”, destaca Luciana Zapata, médica Oncologista Clínica e Gerente Médica de Oncologia da Pfizer Brasil.

    Por outro lado, quando questionados sobre sinais de alerta, entre os participantes de 25 até 34 anos, 70% identificam a presença de sangue na urina como um possível sinal de alerta da doença, percentual que cai para 55% entre aqueles do grupo de 60+.

    “O câncer de bexiga costuma apresentar sinais desde as fases iniciais. Sempre que houver sangue na urina, mesmo que apareça apenas uma vez e sem dor, é fundamental procurar avaliação médica. Quanto mais cedo o tumor é identificado, maiores são as possibilidades de um tratamento adequado e de melhores resultados para o paciente”.

    Câncer está aumentando entre os mais jovens: estudo aponta crescimento de quase 80% em diagnóstico precoce
    Câncer está aumentando entre os mais jovens: estudo aponta crescimento de quase 80% em diagnóstico precoce — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além disso, dor ou ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto também são sinais de alerta. Nestes casos, é recomendado procurar um médico para investigar a causa.

    Cerca de 58% dos entrevistados reconhecem que o histórico familiar da doença é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer. Outros 57% também associam a doença a infecções urinárias crônicas.

    Apesar disso, duas principais causas estão relacionados ao fumo de produtos com tabaco e o contato com substâncias químicas . No entanto, somente 37% dos entrevistados sabem que o tabagismo está associado ao desenvolvimento do tumor, o conhecimento é menor em relação aos produtos, quando o número de entendimento dos entrevistados cai para 24%.

    Quatro em cada dez mulheres se sentem informadas sobre a vacina contra HPV
    Quatro em cada dez mulheres se sentem informadas sobre a vacina contra HPV — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Toda a jornada do câncer de bexiga vem acompanhada também por medos e inseguranças. Com informação de qualidade e apoio esse momento pode ser menos dolorido e desafiador. Nenhum sintoma persistente deve ser negligenciado”, reforça Luciana Holtz, Fundadora e Presidente do Instituto Oncoguia.

    A pesquisa foi realizada entre 21 de julho e 2 de agosto com pessoas entre 18 anos ou mais, em São Paulo, regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Belém, Recife, Porto Alegre e Distrito Federal. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando nível de confiança de 95%.

    O ideal é não fumar, ou parar de fumar o quanto antes. Segundo o Ministério da Saúde, a cessação do tabagismo reduz o risco de câncer de bexiga pela metade depois de poucos anos sem fumar, comparado com os que continuam fumando.

    Estudo: diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço é tardio em 70% dos casos
    Estudo: diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço é tardio em 70% dos casos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além disso, é necessário reduzir o contato direto com substâncias químicas como usadas em corantes, na indústria da borracha, na produção de alumínio, em atividades de pintura, bem como a produtos que contêm arsênio, benzeno, alcatrão, fumaça de motores a diesel e radiação X.

    Câncer está aumentando entre os mais jovens: estudo aponta crescimento de quase 80% em diagnóstico precoce
    Câncer está aumentando entre os mais jovens: estudo aponta crescimento de quase 80% em diagnóstico precoce — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Estudo: diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço é tardio em 70% dos casos
    Estudo: diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço é tardio em 70% dos casos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Quatro em cada dez mulheres se sentem informadas sobre a vacina contra HPV
    Quatro em cada dez mulheres se sentem informadas sobre a vacina contra HPV — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mesmo-sendo-os-mais-afetados-81-dos-idosos-desconhecem-cancer-de-bexiga/.

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    Câncer de bexiga é quatro vezes mais comum em homens do que mulheres e o principal fator de risco é o tabagismo • Peter Dazeley/GettyImages · • Peter Dazeley/GettyImages — Foto: CNN Brasil

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