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    Mesmo preso, servidor que filmou mulheres recebeu salários e gratificações

    Pablo Silva Santiago foi solto após STJ deferir pedido de habeas corpus do réu, que estava preso desde maio do ano passado

    Metrópoles
    19 de agosto de 2026 às 06:30
    Mesmo preso, servidor que filmou mulheres recebeu salários e gratificações
    Foto: Metrópoles

    O servidor público federal Pablo Silva Santiago, preso desde maio do ano passado por filmar mulheres nuas em troca de vídeos de necrofilia , continuou a receber a remuneração do cargo em que estava lotado no Ministério da Cultura enquanto esteve preso .

    Segundo dados do Portal de Transparência do Governo Federal, somente neste ano, Pablo recebeu cerca de R$ 34,7 mil até o mês de junho , quando os vencimentos atingiram R$ 7,7 mil com a gratificação natalina. Não há, no entanto, informações públicas disponíveis sobre a remuneração do servidor de maio – quando ele foi preso – a dezembro de 2025.

    À época dos crimes, Pablo Santiago era servidor do Ministério da Cultura e conhecido na cidade por ser um agitador cultural. Após as denúncias contra ele virem à tona, o Ministério da Cultura afirma que abriu um procedimento apuratório e chegou a afastar o servidor. O Metrópoles procurou o órgão para atualizar sobre a situação dele junto ao órgão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

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    Reprodução — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No início deste mês, o réu teve o pedido de habeas corpus deferido pelo Superior Tribunal da Justiça (STJ) . Na decisão, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca revogou a prisão preventiva do investigado, mas determinou a aplicação de medidas cautelares, incluindo acompanhamento psiquiátrico e psicológico e proibição de aproximação das vítimas .

    Segundo o ministro, a manutenção da prisão se tornou desproporcional diante do tempo de encarceramento e da pena prevista para o crime , estabelecida em um ano. Para o relator, a pena prevista para o crime já foi cumprida, mesmo em prisão preventiva.

    “Ao paciente foi imputada conduta cuja pena máxima é de 1 ano, de modo que, mesmo se considerando o patamar máximo de aumento decorrente da continuidade delitiva (2/3), o teto sancionatório não ultrapassa 1 ano e 8 meses, não se admitindo, ademais, a fixação de regime fechado para o tipo penal em questão”, ponderou na decisão. Pablo responde pelo crime de registro não autorizado da intimidade sexual, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

    Pablo Silva Santiago
    Pablo Silva Santiago — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A defesa de Pablo não foi localizada e o espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/mesmo-preso-servidor-que-filmou-mulheres-recebeu-salarios-e-gratificacoes.

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