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    Mergulhadores encontram navio romano com mais de 2.000 anos na costa da Sicília

    Autoridades italianas anunciaram neste fim de semana que mergulhadores descobriram um antigo navio romano naufragado na costa da Sicília, sul da Itália . Leia mais (08/09/2026 - 16h00)

    Folha de S.Paulo
    9 de agosto de 2026 às 19:00
    Mergulhadores encontram navio romano com mais de 2.000 anos na costa da Sicília
    Diversas ânforas antigas cobertas por sedimentos e organismos marinhos repousam no fundo do mar, parcialmente enterradas em areia e visíveis em água azulada. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Autoridades italianas anunciaram neste fim de semana que mergulhadores descobriram um antigo navio romano naufragado na costa da Sicília, sul da Itália .

    As ânforas encontradas junto aos destroços do navio romano provavelmente foram usadas para transportar vinho. - Italian Carabinieri Press Office/AFP · Italian Carabinieri Press Office/AFP
    As ânforas encontradas junto aos destroços do navio romano provavelmente foram usadas para transportar vinho. - Italian Carabinieri Press Office/AFP · Italian Carabinieri Press Office/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Estima-se que o naufrágio tenha pelo menos 2.100 anos.

    A embarcação foi encontrada a aproximadamente três milhas náuticas da costa de Mazara del Vallo, no oeste da Sicília, a uma profundidade de 46 metros, segundo um comunicado da polícia local.

    A unidade de proteção do patrimônio cultural da polícia italiana classificou o local como um "importante sítio arqueológico subaquático" e acrescentou que as análises iniciais "identificaram um naufrágio romano que provavelmente data de um período entre os séculos 2º e 1º a.C.".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, descreveu o achado como "uma das descobertas arqueológicas subaquáticas mais importantes dos últimos anos".

    O local também está repleito com centenas de ânforas, que provavelmente eram utilizadas para o transporte de vinho.

    Giuli disse que as análises no local vão continuar para revelar mais sobre a história do naufrágio. A análise deve ser feita pela Superintendência do Mar do Governo regional siciliano, responsável pela proteção, pesquisa, inventário, monitoramento e promoção do património cultural subaquático dos mares sicilianos.

    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool)
    Surfista Ítalo Ferreira durante eclipse solar em praia entre as cidades de Natal e Baía Formosa, no Rio Grande do Norte - (Foto: Marcelo Maragni / Red Bull Content Pool) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O mar continua a revelar-nos valiosos fragmentos da nossa história, e o naufrágio de Mazara del Vallo fala-nos dos povos, das rotas e das trocas que fizeram do Mediterrâneo uma encruzilhada de civilizações", acrescentou Giuli.

    O navio naufragado foi encontrado após informações fornecidas por pescadores subaquáticos locais. Chamando-o de "a descoberta mais incrível da minha vida", o pescador e mergulhador Giacomo De Mola descreveu no Instagram como se deparou com a antiga embarcação, que, a princípio, parecia apenas "uma rocha comum".

    "A visibilidade não estava boa. Vi uma grande massa escura e pensei: 'Só mais uma rocha grande...'. Aproximei-me ainda mais. E meu coração parou. Não era uma rocha. Abaixo de mim, estendia-se uma imensa quantidade de ânforas —centenas delas, que repousavam no fundo do mar há mais de 2.000 anos. Um navio romano adormecido no silêncio do Mediterrâneo", disse De Mola.

    Na publicação, o mergulhador também incluiu imagens da descoberta.

    A imprensa local relata que o navio tem 21 metros de comprimento e 6 metros de largura, e que transportava principalmente ânforas do tipo dressel 1A —jarros de cerâmica altos e cilíndricos usados sobretudo para transportar vinho.

    De Mola afirmou que também foram encontradas ânforas do tipo Lamboglia 2, provavelmente provenientes do Norte da África, bem como uma ânfora neopúnica. "Um testemunho extraordinário das rotas comerciais do Mediterrâneo de mais de 2.000 anos atrás", disse o mergulhador.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/08/mergulhadores-encontram-navio-romano-com-mais-de-2000-anos-na-costa-da-sicilia.shtml.

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    As ânforas encontradas junto aos destroços do navio romano provavelmente foram usadas para transportar vinho. - Italian Carabinieri Press Office/AFP · Italian Carabinieri Press Office/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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