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    Mercado se anima com possível disparada da Bolsa pós-eleições: como surfar?

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) " data-image-caption=" B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2021/11/DSC_2844.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" />Especialistas defendem dedicar fatia pequena para o trade tático e diversificar a carteira, de olho na limitação do risco de o trade dar errado The post Mercado se anima com possível disparada da Bolsa pós-eleições: como surfar? appeared first on InfoMoney .

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    30 de setembro de 2026 às 08:00
    Mercado se anima com possível disparada da Bolsa pós-eleições: como surfar?
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    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

    A quatro dias do primeiro turno, parte do mercado trabalha com a hipótese de que o resultado da eleição presidencial provoque um movimento forte na Bolsa brasileira: uma vitória da oposição desencadearia um rali, enquanto a reeleição provocaria perdas, mas em menor proporção. Quem quer fazer uma aposta direcional no pleito, porém, precisa dimensionar bem a posição e saber como se proteger caso o cenário esperado não se confirme.

    Na semana passada, Luís Stuhlberger , gestor do fundo Verde, um dos maiores multimercados do País, disse que a Bolsa pode subir 30% em caso de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Ninguém tem ação, se entra uma onda de gente comprando sobe muito”, disse o gestor. Outros especialistas também veem esse potencial, ressaltando que a alocação em ações brasileiras está na mínima histórica.

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    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    “Qualquer movimentação de fundos quantitativos pode levar a uma alta na Bolsa”, afirma Felipe Passero, sócio da Jaguaretê Investimentos, para quem o estrangeiro pode ver no Brasil um trade eleitoral, como ocorreu na Colômbia e na Argentina. Já na queda, a magnitude não seria a mesma. “Como pouca gente tem, não tem quem venda”, explica.

    “Não é o caso de partir para o tudo ou nada”, diz, reforçando que a pergunta certa é quanto o investidor quer ter em ações dentro do seu planejamento financeiro. “Se, no seu planejamento, você tem que ter 20% em ações, hoje é o momento de ter 20% em ações.”

    O estrangeiro retirou R$ 38,26 bilhões da Bolsa entre maio e agosto, segundo dados da Elos Ayta. Para Max Bohm, estrategista de ações da Nomos, esses recursos podem voltar com uma vitória de Flávio, pela expectativa de maior disciplina fiscal . No entanto, ele dá preferência para uma carteira diversificada que pode ir bem em qualquer cenário, com nomes defensivos e de qualidade que tenham bom potencial de valorização, e cita os setores de saneamento, energia elétrica e telecomunicações .

    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)
    B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Anderson Moreira, especialista de investimentos da DEX, é mais cauteloso. Para ele, o potencial de volatilidade é alto se o resultado destoar das pesquisas, mas “é difícil cravar que a Bolsa vai subir X% ou cair Y%” conforme o vencedor, já que as tensões geopolíticas também pesam sobre os preços. Diante disso, sugere separar uma parcela tática de até 5% do patrimônio a uma estratégia direcional , “desde que o investidor entenda os riscos e os cenários possíveis”.

    Para quem aposta num setor específico, ele indica ETFs setoriais . Já para quem não quer escolher, a alternativa são ETFs amplos , como o BOVA11 . “É melhor capturar o comportamento médio do mercado, entre posições vencedoras e perdedoras, do que apostar alto numa tese direcional e o resultado esperado não se concretizar”, diz.

    Já uma vitória de Lula traria uma queda na Bolsa que atingiria quem aumentou a posição apostando na oposição, dizem os especialistas, que veem um movimento concentrado no curto prazo, com recuperação posterior de algumas ações. Eles apontam as empresas sensíveis a juros e consumo como as mais expostas, ao passo que as exportadoras, beneficiadas por um dólar mais forte, seriam as mais resilientes.

    Passero projeta uma queda de 10% a 15% nesse cenário, mas ressalta que o inverso também vale: uma eventual alta com a vitória de Flávio pode ser seguida de correção.

    Se a aposta direcional não for bem-sucedida, a proteção mais simples, segundo Moreira, é ter ativos atrelados ao dólar e descorrelacionados da eleição, como ETFs de ações americanas ou globais negociados na B3 , que têm custo e complexidade baixos e boa liquidez. Comprar opções de venda de ETFs do Ibovespa ou vender contratos futuros do índice também protege a carteira, mas, segundo ele, exige mais conhecimento e pode gerar perdas maiores que as estimadas, principalmente com alavancagem.

    Moreira defende a diversificação internacional como estrutural, e não só para o ano eleitoral. Como o Brasil responde por menos de 2% do mercado global, uma fatia de 15% a 30% no exterior já dilui o risco, afirma. O custo aparece se Flávio vencer e o dólar cair, o que pesa sobre ETFs sem hedge cambial, embora a alta do índice de referência [do ETF?] possa compensar a perda.

    Bohm tem outra leitura sobre as opções. Para ele, a pessoa física pode usar esses instrumentos como hedge “tranquilamente”, considerando o tamanho e o perfil de cada investidor. Ainda assim, sugere buscar proteção dentro da própria Bolsa, com empresas que ganham com o dólar mais alto, como Suzano ( SUZB3 ), WEG ( WEGE3 ) e Embraer ( EMBJ3 ).

    Passero sugere combinar ações brasileiras com a bolsa da Coreia do Sul , que, segundo ele, tem a menor relação preço/lucro (P/L) projetada entre os principais mercados e complementa o Brasil pelo peso de tecnologia e chips.

    Com o primeiro turno no próximo domingo (4) e um eventual segundo turno em 25 de outubro, Bohm defende estar posicionado desde já, sem apostar no vencedor.

    Moreira propõe escalonar as compras quando a decisão de ter ações brasileiras vai além da eleição. A ideia é definir antes o tamanho máximo da posição e dividi-la em etapas (antes do primeiro turno, entre os turnos e depois do resultado), com frações que reflitam a perda tolerada. Isso reduz a dependência de um único preço de entrada, mas não assegura um preço médio melhor. “Esperar a votação elimina uma incerteza, mas não garante comprar antes de uma alta”, afirma. Já comprar toda a posição antes do pleito concentra o risco.

    Em caso de alta forte na Bolsa, Bohm considera interessante realizar parte do lucro. Moreira sugere vender apenas se a fatia de ações passar muito do limite definido para a carteira, o que considera mais consistente do que tentar acertar o topo.

    Para quem prefere a renda fixa, o Tesouro IPCA+ (NTN-B) pode se valorizar se os juros reais caírem, mas os especialistas alertam que não se trata de uma alternativa sem risco. Para Bohm, nos vencimentos longos o risco é similar ao da Bolsa, e as taxas devem subir com uma vitória de Lula, gerando perdas na marcação a mercado .

    Passero é mais pessimista e vê assimetria negativa nas NTN-Bs. Com Lula, diz, as taxas voltariam a IPCA + 8% e haveria muitos vendedores, já que as carteiras estão carregadas desses títulos. Com Flávio, faltaria comprador adicional, porque o estrangeiro tenderia a migrar para as ações. “A NTN-B pode ser uma aposta ruim”, afirma.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/onde-investir/mercad-se-anima-com-possivel-disparada-da-bolsa-pos-eleicoes-como-surfar/.

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