Mensagens apagadas no “Exército do Lula” eram “missões”, diz Janones
Deputado nega ter publicado qualquer fake news em canal do WhatsApp e diz que remoções eram para evitar “poluição”

Deputado nega ter publicado qualquer fake news em canal do WhatsApp e diz que remoções eram para evitar “poluição”
O deputado federal André Janones (Rede-MG) declarou nesta 3ª feira (13.out.2026) que jamais propagou notícias falsas no canal de WhatsApp “ Exército do Lula ”. Segundo ele, as mensagens apagadas eram “desafios” já cumpridos por apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“ Apaguei muitas mensagens. Mais de 500. Por um motivo simples: quando dava a missão e ela era cumprida, eu apagava para não deixar poluído. Mas fica um registro. Eles são tão idiotas que fizeram a minha defesa. Não tinha nada demais nas minhas mensagens. Às vezes buscávamos fazer crescer páginas e pessoas do nosso campo ”, disse em entrevista a jornalistas no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Janones afirmou ter apagado o material de “ boa-fé ”, sem que houvesse ordem judicial. Para evitar que a oposição interprete a remoção de conteúdos como ocultação de irregularidades, declarou que não apagará mais as mensagens relativas a missões.
O congressista disse ainda que nunca publicou e jamais publicará fake news no grupo. “ A gente não colocou lá uma única fake news. Não colocou e não colocaremos. Quando eu faço algum conteúdo com a crítica um pouco mais pesada, eu não coloco no canal, porque o propósito ali é só propositivo ”, afirmou.
O “Exército do Lula”, administrado por Janones, tornou-se alvo de disputas judiciais durante a campanha presidencial.
Em 7 de outubro, a defesa de Flávio apresentou ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , corregedor-geral da Justiça Eleitoral, uma Aije (ação de investigação judicial eleitoral) contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente. A ação acusava os investigados de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação em benefício da chapa governista. Flávio também pediu a suspensão do canal. Eis a íntegra (PDF – 4,8 MB).
Em 10 de outubro, Cueva recebeu a ação e determinou que Janones, Lula e Alckmin se manifestassem em 5 dias . O ministro também deu 72 horas para que Flávio esclarecesse se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos e quais decisões haviam sido tomadas. O senador deveria ainda individualizar as irregularidades atribuídas às publicações que pretendia remover. Eis a íntegra (PDF – 124 KB).
Ainda em 10 de outubro, Flávio apresentou à Presidência do TSE , sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques , um pedido urgente de providências administrativas contra a Meta, responsável pelo WhatsApp, e Janones. A campanha alegou que o canal era usado para disseminar desinformação sobre o senador e que as diretrizes de conformidade da plataforma não estavam sendo cumpridas. Eis a íntegra (PDF – 479 KB).
No domingo (11.out), Nunes Marques determinou que a Meta suspendesse o canal em 3 horas . Segundo o ministro, a medida buscava interromper “a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos” que o TSE “já reconheceu como inverídicos” . Eis a íntegra (PDF – 1,8 MB).
Posteriormente, Cueva determinou o restabelecimento provisório do “Exército do Lula” até que o plenário do TSE examine a controvérsia. O corregedor considerou insuficientes as provas regularmente apresentadas na ação judicial para justificar a suspensão integral do canal e afirmou que a existência de conteúdos potencialmente ilícitos não autoriza, por si só, o bloqueio de todas as publicações.
Cueva também questionou Flávio por apresentar pedidos semelhantes em processos diferentes –uma Aije à Corregedoria e um processo administrativo à Presidência do TSE. O ministro determinou que caberá ao plenário do Tribunal decidir sobre o caso, além de avaliar a sobreposição dos procedimentos. Eis a íntegra (PDF – 180 KB).
Além disso, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral informou não ter encontrado , nas publicações examinadas de 2 a 11 de outubro no canal de WhatsApp, as possíveis fake news que motivaram o pedido de suspensão do grupo.
Em informação técnica, a equipe identificou práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos. Também registrou que a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico do canal. Eis a íntegra (PDF – 1,5 MB).
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-congresso/mensagens-apagadas-no-exercito-do-lula-eram-missoes-diz-janones/.

André Jannones (na imagem) declarou que não apagará mais as mensagens relativas a missões para evitar questionamentos — Foto: Poder360
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