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    Menos PT, mais aliados: como Lula redesenhou seus palanques estaduais

    Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva launches his re-election campaign at Primeiro de Maio Stadium in Sao Bernardo do Campo, Brazil, August 16, 2026. The stadium, formerly known as Vila Euclides, was the site of the mass metalworkers’ assemblies led by Lula during the landmark 1979 and 1980 strikes. REUTERS/Adriano Machado " data-image-caption=" (Foto: Adriano Machado / Reuters) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/eleicoes-2026-lula-pt-campanha-sao-bernardo-04.jpg?fit=1100%2C700&quality=70&strip=all" />Partido disputará 12 governos estaduais e am

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    19 de agosto de 2026 às 08:00
    Menos PT, mais aliados: como Lula redesenhou seus palanques estaduais
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    Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva launches his re-election campaign at Primeiro de Maio Stadium in Sao Bernardo do Campo, Brazil, August 16, 2026. The stadium, formerly known as Vila Euclides, was the site of the mass metalworkers’ assemblies led by Lula during the landmark 1979 and 1980 strikes. REUTERS/Adriano Machado

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à campanha de 2026 com um desenho estadual menos dependente de candidaturas próprias do PT do que em qualquer outra eleição presidencial disputada pelo petista desde 1994.

    O partido terá candidatos ao governo em 12 unidades da Federação. Em 2022, foram 13. Em 2006, na campanha pela reeleição, 18. Quando Lula conquistou o Planalto pela primeira vez, em 2002, o PT lançou 25 nomes.

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    A redução não decorre apenas de dificuldades locais. Ela faz parte de uma estratégia mais ampla da campanha presidencial de trocar candidaturas petistas com pouca perspectiva de vitória por palanques comandados por aliados competitivos, inclusive de partidos que decidiram permanecer neutros nacionalmente.

    Nesse desenho, o PT aceita perder espaço nas disputas estaduais para ampliar o número de lideranças trabalhando pela reeleição de Lula.

    O alvo mais evidente são legendas de centro que não aderiram formalmente nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro (PL). PSD, União Brasil, PP e MDB terão candidatos estaduais apoiados pelo petista em diferentes regiões.

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    O PT encabeçará as disputas em Minas Gerais, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo e Distrito Federal.

    Fora desses estados, a campanha presidencial dependerá em maior medida de candidatos de outras legendas.

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    O PSD comandará palanques favoráveis a Lula no Rio de Janeiro, Amazonas, Sergipe e Tocantins. No Amapá, a composição passa pelo União Brasil; na Paraíba, pelo PP. MDB terá os principais aliados do presidente no Pará e em Alagoas.

    PSB e PDT, partidos com histórico de proximidade maior com o PT, ocuparão esse espaço no Acre, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    O caso gaúcho é particularmente simbólico. Pela primeira vez desde a redemocratização, o PT não terá candidato próprio ao governo do Estado.

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    A construção de palanques aliados depende, porém, da existência de um nome externo ao PT que reúna competitividade e disposição para apoiar Lula.

    Quando essa combinação não aparece, o partido mantém candidatura própria. Minas Gerais foi um exemplo. O PT tentou construir uma alternativa em torno de Rodrigo Pacheco (PSB), mas, após a recusa do senador, acabou lançando Patrus Ananias ao governo.

    Em uma eleição nacional potencialmente apertada, esse tipo de cálculo ganha peso porque alianças estaduais podem definir acesso a prefeitos, lideranças locais, eventos e estruturas de campanha.

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    A mudança indica que, neste ano, a prioridade da campanha de Lula está menos na expansão direta do PT pelos governos estaduais e mais na formação de uma rede eleitoral ampla para a disputa presidencial.

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