Mendonça volta a defender afastamento de Andrei, diretor-geral da PF
Ministro diz que decisão não invade competência do presidente Lula nem do plenário do STF

Ministro diz que decisão não invade competência do presidente Lula nem do plenário do STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, defendeu, nesta 6ª feira (11.set.2026), a manutenção do afastamento cautelar de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Em manifestação enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, Mendonça rebateu os argumentos apresentados pela Advocacia Geral da União para suspender sua decisão . Eis a íntegra (PDF – 218 kB).
A AGU alegou que o afastamento de Andrei violaria a competência privativa do presidente da República para nomear e exonerar ocupantes de cargos da administração federal. Mendonça afirmou, porém, que a jurisprudência do STF admite o afastamento cautelar de funcionários públicos por decisão judicial e que a medida, no caso, está estabelecida na lei 15.047 de 2024, que trata do regime disciplinar da Polícia Federal.

Segundo o ministro, sua decisão não retirou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a possibilidade de nomear ou exonerar o diretor-geral da PF. Para Mendonça, a ordem só aplicou as consequências determinadas em lei diante das implicações administrativo-disciplinares dos fatos investigados.
“A decisão em questão limitou-se à aplicação das consequências legalmente previstas, diante das implicações de ordem administrativo-disciplinar decorrentes dos graves fatos ali mencionados. Por evidente, a decisão não tolheu o presidente da República da sua ampla discricionariedade na escolha e efetiva nomeação de qualquer agente público” , escreveu Mendonça.
Mendonça também rejeitou o argumento de que o afastamento provocaria grave lesão à ordem administrativa e institucional. Disse que a Polícia Federal tem milhares de funcionários públicos concursados e que os cargos de diretor-geral e diretor de Inteligência Policial podem ser ocupados por outros delegados da corporação. O ministro declarou que a suspensão da produção de determinados relatórios de inteligência não prejudica investigações da PF. Segundo Mendonça, há uma distinção entre a atividade de inteligência e a investigação policial, e a decisão não impede a produção dos relatórios legítimos, desde que observadas as normas que regulam a atividade.

A manifestação foi apresentada depois de Fachin suspender as decisões de Mendonça e Flávio Dino –que mandou reintegrar o diretor-geral da PF . Andrei Rodrigues segue no comando da Polícia Federal, pois caberá a Fachin se o retira ou não do cargo.
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/mendonca-volta-a-defender-afastamento-de-andrei-diretor-geral-da-pf/.

A manifestação foi apresentada depois de Fachin suspender as decisões de Mendonça (foto) e Flávio Dino –que mandou reintegrar o diretor-geral da PF — Foto: Poder360
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