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    Mendonça e Dino planejam manter investigações sobre Lulinha no STF

    O ministro André Mendonça , do STF (Supremo Tribunal Federal), planeja manter sob sua relatoria o inquérito que apura se o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , cometeu tráfico de influência no âmbito do governo federal . Leia mais (08/20/2026 - 15h13)

    Folha de S.Paulo
    20 de agosto de 2026 às 18:13
    Mendonça e Dino planejam manter investigações sobre Lulinha no STF
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O ministro André Mendonça , do STF (Supremo Tribunal Federal), planeja manter sob sua relatoria o inquérito que apura se o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , cometeu tráfico de influência no âmbito do governo federal .

    Ministros Flávio Dino e André Mendonça em solenidade no STF - Pedro Ladeira - 22.fev.24/Folhapress · Pedro Ladeira - 22.fev.24/Folhapress
    Ministros Flávio Dino e André Mendonça em solenidade no STF - Pedro Ladeira - 22.fev.24/Folhapress · Pedro Ladeira - 22.fev.24/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O magistrado sinalizou a pessoas próximas que tende a indeferir o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o caso seja enviado para a primeira instância . Com isso, a expectativa é de que o ministro Flávio Dino , relator da outra investigação aberta na corte contra Lulinha, também mantenha o processo no Supremo.

    Interlocutores de Mendonça afirmaram que o requerimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet , causa perplexidade —já que, em julho, a PGR se manifestou favoravelmente ao livre sorteio da relatoria no próprio STF.

    Auxiliares do ministro dizem desconfiar de uma tentativa de tirá-lo da condução das investigações, devido ao rigor que ele tem imprimido a casos como o do Banco Master e o das fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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    Para a PGR, por outro lado, o argumento é técnico: não havendo autoridades com foro especial explicitamente envolvidas nas suspeitas de tráfico de influência, não há justificativa para que o inquérito permaneça na corte.

    Mendonça, ao contrário, tem dito a pessoas do seu entorno que ainda é cedo para essa conclusão, e que as conversas interceptadas pela Polícia Federal ainda podem indicar a participação de autoridades com foro.

    Isso porque a investigação diz respeito a tratativas que Lulinha teria feito junto ao Ministério da Saúde para obter aval à comercialização de Cannabis medicinal no Brasil.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Além disso, segundo a PF, menções a pessoas com foro constariam em conversas que a empresária Roberta Luchsinger, próxima de Lulinha e de Antônio Camilo Antunes (o "Careca do INSS"), teve com interlocutores a respeito dessas negociações.

    A suspeita, segundo a PF, é a de que o empresário tenha se utilizado da condição de filho do presidente Lula (PT) para tentar ter êxito no seu pleito. A defesa de Lulinha nega irregularidades e sugere haver interesse político por trás do inquérito. O presidente afirmou que seu filho não terá privilégios e precisará provar inocência .

    A investigação que tramita sob a relatoria de Dino também apura negócios supostamente ilícitos entre Lulinha e o governo federal. Ainda não há detalhes sobre o teor específico dessa apuração.

    O entorno de Dino avalia que, se Mendonça de fato negar o declínio dos seus processos à primeira instância, o magistrado vai atuar da mesma maneira, em nome da uniformidade de tratamento.

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    O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, vem condenando os vazamentos de informações sobre o inquérito, os quais considera seletivos, descontextualizados e criminosos.

    "Estamos diante da triste e nefasta instrumentalização do sistema de justiça ou de parte dele, a serviço de interesses políticos e eleitorais", afirma o advogado.

    Em seu perfil no Instagram, Roberta afirma que "criminalizar relações de amizade é algo que afronta os princípios elementares do Estado democrático de Direito".

    "Ver meu nome e também pessoas queridas sendo atingidas por acusações, julgamentos e narrativas que desconsideram os fatos é extremamente doloroso", disse.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/mendonca-e-dino-planejam-manter-investigacoes-sobre-lulinha-no-stf.shtml.

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    Ministros Flávio Dino e André Mendonça em solenidade no STF - Pedro Ladeira - 22.fev.24/Folhapress · Pedro Ladeira - 22.fev.24/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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