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    Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, que fundou há dois anos para oferecer cursos jurídicos de aperfeiçoamento profissional.Leia mais (09/03/2026 - 08h46)

    UOL
    3 de setembro de 2026 às 12:00
    Mendonça decide deixar sociedade em instituto privado que virou alvo de questionamentos
    Homem de meia-idade com cabelo curto e escuro veste terno preto com gravata cinza, sentado em cadeira de couro marrom claro, olhando para frente com expressão neutra. — Foto: UOL

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    Ministro André Mendonça em sessão no STF - Adriano Machado - 12.ago.26/REUTERS · Adriano Machado - 12.ago.26/REUTERS
    Ministro André Mendonça em sessão no STF - Adriano Machado - 12.ago.26/REUTERS · Adriano Machado - 12.ago.26/REUTERS — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, que fundou há dois anos para oferecer cursos jurídicos e de aperfeiçoamento profissional.

    A instituição vai se transformar em uma entidade sem fins lucrativos.

    Ele vai ceder a totalidade de suas cotas aos outros sócios, com a condição de que eventuais valores a elas relativos permaneçam integralmente destinados a fins sociais e educacionais.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O magistrado afirmou a interlocutores que tomou a decisão para "evitar ruídos".

    O Iter já havia virado alvo de questionamentos depois da revelação de que faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em 2025, um ano depois de entrar em funcionamento.

    Nesta quinta (3), a revista Fórum publicou que esse faturamento ultrapassou os R$ 10 milhões.

    A instituição tem contratos com governos, prefeituras e empresas privadas, virou alvo de opositores de Mendonça, que apontam conflito de interesses e possível favorecimento da organização em contratos públicos sem licitação.

    Mendonça contesta os números para interlocutores e disse também que nunca teve lucro com o instituto, que teria tido prejuízo em seu primeiro ano de funcionamento e pequeno lucro, de cerca de R$ 200 mil, no ano passado.

    A assessoria do Iter afirma que a empresa nunca distribuiu lucros.

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) já havia anunciado no ano passado, em vídeo publicado nas suas redes sociais, que parte dos lucros da empresa da qual sua família é sócia , o Instituto Iter, irá para o dízimo da igreja. O restante será destinado para obras sociais.

    O instituto comercializa cursos do ministro e é especializado em conteúdos jurídicos. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou em 2025 que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano.

    "Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter será para a consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação", afirmou Mendonça, em vídeo publicado na quarta-feira passada (11).

    A Folha revelou em janeiro que o Ministério da Educação do governo Lula (PT) autorizou o Instituto Iter a oferecer curso de pós-graduação lato sensu (especialização).

    A medida, inédita, foi vista com surpresa por pessoas do setor, integrantes do MEC e conselheiros e ex-conselheiros de educação pela rapidez, a despeito de centenas de pedidos similares na fila.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/monicabergamo/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/09/mendonca-decide-deixar-sociedade-em-instituto-privado-que.shtml.

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    Ministro André Mendonça em sessão no STF - Adriano Machado - 12.ago.26/REUTERS · Adriano Machado - 12.ago.26/REUTERS — Foto: UOL

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