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    Memorável, 'Control Resonant' reforça caráter inventivo da Remedy

    Novo jogo da desenvolvedora de

    UOL
    8 de outubro de 2026 às 08:00
    Memorável, 'Control Resonant' reforça caráter inventivo da Remedy
    Homem vestido com roupa escura segura um martelo gigante sobre o ombro, olhando para trás. Ele está em uma cidade com prédios altos e céu nublado com tons alaranjados e avermelhados ao entardecer. — Foto: UOL

    Expressa juízo de valor sobre a obra cultural comentada e destaca seus elementos positivos e negativos

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    Dylan Faden, protagonista de Control Resonant, em capa do jogo - Divulgação Remedy · Divulgação Remedy
    Dylan Faden, protagonista de Control Resonant, em capa do jogo - Divulgação Remedy · Divulgação Remedy — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Nova sequência da Remedy , desenvolvedora conhecida por jogos de visuais marcantes e tramas sombrias, "Control Resonant" reforça o status da empresa entre os grandes nomes do setor.

    Para dar continuidade à franquia iniciada pelo cultuado jogo de 2019, a empresa aposta em um novo estilo de combate e exploração, um mapa mais robusto e maior diversidade de inimigos e cenários, em busca de repetir o impacto do primeiro título.

    Em mais de 40 horas de jogatina, a impressão que fica é de que a jogabilidade frenética e a narrativa, com alusões ao clássico "Akira" , evoluíram. O conjunto se mostra capaz de manter a base fiel de fãs da franquia e coloca novamente a série entre os jogos com potencial para indicações no The Game Awards, principal premiação da indústria —em 2019, o primeiro jogo faturou o prêmio de melhor direção de arte.

    Fragmentação de Manhattan em Control Resonant - Divulgação Remedy · Divulgação Remedy
    Fragmentação de Manhattan em Control Resonant - Divulgação Remedy · Divulgação Remedy — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O enredo acompanha um novo personagem principal. O jogador controla Dylan Faden, irmão da protagonista do primeiro jogo, Jesse Faden, que está desaparecida. Os dois têm relação com o Departamento Federal de Controle —uma espécie de FBI para casos sobrenaturais— e tentam, cada um à sua maneira, evitar que a disputa entre as entidades paranormais Ruído e Hedron destrua o mundo.

    A primeira foi a principal antagonista do jogo anterior, enquanto o outro é um vilão inédito, responsável pela criação de monstros poderosos chamados "ressonantes". Além disso, Hedron fragmenta Manhattan em cenários distorcidos, com ruas e prédios clonados que abrem rotas de exploração.

    Há inimigos que evoluem com o jogador, causam danos de fogo, corte, tóxicos e outros, refletindo características das sete áreas diferentes do mapa. A progressão se dá pela exploração do mapa. Além das missões principais, vencer chefes rende habilidades em combates variados.

    Figura humana em silhueta está na borda de um prédio alto, olhando para uma cidade com prédios inclinados e distorcidos, sob luz dourada e sombras longas.
    Figura humana em silhueta está na borda de um prédio alto, olhando para uma cidade com prédios inclinados e distorcidos, sob luz dourada e sombras longas. — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    O game introduz combates corpo a corpo frenéticos —o estilo chamado "hack and slash"— à franquia. Em vez de ser um game de tiro em terceira pessoa como o antecessor, agora o centro está na "aberrante", uma arma mutante que vira martelo, foice, lâminas ou chicote.

    Os combates são fluidos, e cada arma atende a situações distintas, como grupos ou inimigos com escudos; a escolha afeta a dificuldade de áreas.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A inovação também aparece na interação com o mundo, com combates que podem ocorrer em ambientes verticais e horizontais. Na prática, o jogador pode correr por superfícies, paredes e teto como se fossem o chão, desafiando a gravidade.

    Os visuais ganham escala em uma Manhattan tomada por inversões da realidade, em vez da sede do Departamento Federal de Controle, o cenário mais contido do primeiro jogo.

    "Resonant" amplia ainda o universo subterrâneo de "Control" para uma Nova York corrompida que remete aos sonhos de "A Origem", de Christopher Nolan. A escala e o cuidado estético reafirmam a capacidade da Remedy de criar mundos originais. Cenários como o parque e a subpassagem provam isso, combinando cenários tridimensionais, narrativa e beleza.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A rejogabilidade —isto é, a vida útil do jogo para quem quer mais conteúdo—, porém, tem seus limites. Embora menos linear que o recente "Marvel's Wolverine", da Insomniac Games , o jogo concentra recompensas na missão principal e nos chefes, sem grandes atrativos na parte secundária do game.

    Ao subir de nível, o jogador enfrenta inimigos mais fortes. Sem níveis de dificuldade, o jogo pode exigir a repetição de combates.

    Com "Resonant", a Remedy busca não repetir parte da experiência de "Alan Wake 2" . Apesar do sucesso de crítica, a continuação do jogo que acompanha o escritor paranormal que dá nome à franquia teve dificuldade para recuperar os custos de € 70 milhões.

    Publicado pela Epic Games, que financiou o projeto em troca de exclusividade para PC, o game recuperou o investimento após mais de um ano e 2 milhões de cópias vendidas no fim de 2024, segundo a Remedy.

    "Control Resonant" custou inicialmente € 50 milhões e teve metade da produção cofinanciada pela Annapurna Pictures, que terá direitos de adaptação para cinema e televisão.

    A nítida impressão é de que a Remedy busca novos jogadores para a franquia. O jogo oferece uma retrospectiva do primeiro jogo para apresentar a história dos irmãos Faden e tem nas novidades de combate e na maior escala de seu mundo uma justificativa para se sustentar por si só.

    Para quem está chegando, "Resonant" oferece visuais marcantes, uma mecânica inovadora que combina exploração vertical e horizontal dos ambientes, além de uma história com elementos surrealistas e de ficção científica. Para quem já conhece o universo, a sensação é de frescor —as novidades funcionam bem sem abandonar o estranhismo da desenvolvedora.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/10/memoravel-control-resonant-reforca-carater-inventivo-da-remedy.shtml.

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    Dylan Faden, protagonista de Control Resonant, em capa do jogo - Divulgação Remedy · Divulgação Remedy — Foto: UOL

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