Membros do PCO foram fornecedores do partido em 2024 e receberam R$ 2,69 milhões
O PCO (Partido da Causa Operária) usou R$ 2,69 milhões do fundo eleitoral para contratar serviços de membros do próprio partido nas eleições municipais de 2024 , de acordo com a prestação de contas do partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Leia mais (08/12/2026 - 11h23)

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O PCO (Partido da Causa Operária) usou R$ 2,69 milhões do fundo eleitoral para contratar serviços de membros do próprio partido nas eleições municipais de 2024 , de acordo com a prestação de contas do partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Polícia Federal investiga se parte desses recursos foi desviada ou utilizada de forma irregular. Rui Costa Pimenta, presidente do partido, nega ilegalidade. "Não está na lei eleitoral, no regulamento do TSE, que você é obrigado a contratar empresas de pessoas que não tenham vinculação partidária", afirmou.
O PCO recebeu R$ 3,4 milhões do fundo eleitoral em 2024. Desse total, R$ 442,3 mil foram destinados à Zaira Produtora de Vídeo e Áudio, cuja dona é Perciliane Marrara Silva, candidata do PCO ao Senado pelo Distrito Federal neste ano. Ela também disputou uma vaga de deputada distrital pelo partido em 2012 e o governo do DF em 2014.
A loja de produtos do próprio partido recebeu R$ 299,8 mil. A Artes e Ofícios foi contratada para fornecer materiais impressos e "outros serviços técnicos", segundo documentos disponíveis na prestação de contas anual da sigla.

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Gráfica que pertencia ao genro do presidente do partido também recebeu R$ 925,7 mil em 2024. Como mostrou a colunista do UOL Natália Portinari , a JCO Gráfica e Editora foi aberta em setembro de 2021 tendo como sócio único Rafael Dantas Porto Nascimento. Ele integra a direção nacional do PCO e é viúvo de Natália Pimenta, filha do presidente do partido, Rui Costa Pimenta.
Além das empresas, pelo menos 12 membros do PCO também aparecem como fornecedores. Oito deles foram candidatos pelo partido em eleições passadas e alguns também vão disputar cargos neste ano. Nos registros, os pagamentos estão classificados apenas como "outros serviços técnico-profissionais", sem detalhamento das atividades realizadas.

Advogado e integrante da comissão executiva do partido
Candidata a prefeita de Olinda (PE) em 2020
Tesoureiro do PCO, candidato a deputado federal em 2018, vice-prefeito de São Paulo em 2020 e governador de MG em 2026

Membro da Executiva Nacional do PCO, candidato a prefeito de São Paulo em 2020, deputado federal em 2018, senador em 2022 e vice-Presidente da República em 2026
Candidato a deputado distrital em 2018, senador em 2022 e governador do DF em 2026
Candidata a vereadora de São Paulo em 2020, deputada federal em 2022 e governadora de SP em 2026
Candidato a vereador de Palhoça (SC) em 2020, deputado estadual de SC em 2022 e deputado federal em 2026
Candidato a deputado federal em 2018 e 2022 e suplente de candidato ao Senado em 2026
Candidata a vereadora de São Paulo em 2020 e deputada estadual de SP em 2022
Candidata a vice-prefeita de Campinas em 2022, deputada estadual de SP em 2018 e deputada federal em 2022
Rui Costa Pimenta foi alvo de busca e apreensão pela PF nesta terça (11) . A investigação começou após análise de prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral e apura possível desvio de recursos dos fundos partidário e eleitoral.
PF diz ver indícios de repasses a empresas e pessoas sem capacidade operacional compatível com os valores recebidos. Segundo a corporação, também há suspeita de vínculos diretos ou indiretos desses destinatários com integrantes da estrutura partidária investigada.
PF afirma que os fatos podem configurar, em tese, apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. A corporação diz que outras infrações penais podem ser identificadas no decorrer das investigações.
Presidente do partido criticou a operação. "A acusação se baseia no fato de que essas empresas são de militantes do PCO. O juiz pode achar estranho, mas não é ilegal", afirmou Rui Costa Pimenta.
Em nota, o PCO classificou a ação como ilegal e antidemocrática. Também afirmou que se trata de perseguição política e tática de intimidação ao partido. "Não se trata apenas de um abuso de poder e perseguição flagrantes, trata-se de um ato ridículo e digno de palhaços de circo. É evidente que montaram um show para a imprensa usando o dinheiro público e o aparato policial", diz o comunicado.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/membros-do-pco-foram-fornecedores-do-partido-em-2024-e-receberam-r-269-milhoes.shtml.

Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, em setembro de 2023 - João Caproni Pimenta/Divulgação PCO · João Caproni Pimenta/Divulgação PCO — Foto: Folha de S.Paulo
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