Economia

    Meirelles defende políticas ‘mais fortes’ do próximo governo para controlar gastos

    Antonio Cruz/Agência Brasil " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/01/antcrz_abr_06051915138.webp?fit=1024%2C768&quality=70&strip=all" />Ex-ministro da Fazenda afirmou que a proposta de reduzir o crescimento porcentual das despesas de 2,5% para 1,5% dentro do arcabouço fiscal é insuficiente The post Meirelles defende políticas ‘mais fortes’ do próximo governo para controlar gastos appeared first on InfoMoney .

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    21 de agosto de 2026 às 17:35
    Meirelles defende políticas ‘mais fortes’ do próximo governo para controlar gastos
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    O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles criticou nesta sexta-feira, 21, as propostas dos presidenciáveis para o equilíbrio das contas públicas. Meirelles defendeu a adoção de políticas “mais fortes” em substituição ao arcabouço fiscal.

    “Não está muito claro e evidente que o governo que tomará posse em 2027, seja ele qual for, vai de fato reverter o controle sério das contas públicas”, afirmou a jornalistas no 25º Fórum empresarial Lide, na zona sul do Rio.

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    Meirelles, que também é ex-presidente do Banco Central, afirmou que a proposta de reduzir o crescimento porcentual das despesas de 2,5% para 1,5% dentro do arcabouço fiscal é insuficiente.

    Ele defendeu o resgate de princípios que deram base ao antigo teto de gastos. O mecanismo, substituído pelo arcabouço pelo terceiro governo Lula, limitava o crescimento das despesas do governo federal à inflação do ano anterior por 20 anos.

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    “Eu acho que precisaria de ser algo mais forte, como teto de gastos, que não tinha crescimento real, previa um crescimento apenas baseado na inflação do ano anterior. Caso o teto tivesse sido mantido, levaria a uma queda da dívida substancial, ao contrário do que está acontecendo agora”, continuou.

    Segundo Meirelles, o novo governo terá de sinalizar de forma clara para o mercado os mecanismos de controle das despesas. Ele ressaltou que o país vive uma situação que leva o Banco Central a praticar taxas de juros mais elevadas.

    “O Banco Central tem que enfrentar a inflação e nós estamos vivendo uma situação que não conduz a uma realidade com juros menores. Normalmente, o segredo é ter política monetária e política fiscal na mesma direção. Hoje nós temos política fiscal expansionista e monetária, contracionista.”

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    O ex-ministro, que se candidatou à Presidência da República em 2018, disse que está disposto a dar contribuições para candidatos que o procurarem, do governo e da oposição, mas não tem planos de voltar ao Executivo.

    “No momento, eu tenho compromisso e atividades no setor privado. Contribuições estamos sempre dispostos a dar, o problema é saber se as pessoas querem ouvir.”

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/economia/meirelles-defende-politicas-mais-fortes-do-proximo-governo-para-controlar-gastos/.

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