Médico investigado por fraude em medicamentos contra câncer firma acordo de delação premiada com a Justiça
Polícia investiga crimes contra pessoas em tratamento de câncer Investigados na Operação Placebo, que apura um esquema envolvendo medicamentos para pacientes com câncer, negociam acordo de delação premiada com a Justiça. O grupo é suspeito de fraudar licitações, superfaturar a compra de remédios e até falsificar medicamentos destinados ao tratamento de pacientes oncológicos. O delegado Daniel Severo, da delegacia de São Gabriel, que conduz o inquérito, não confirma, mas a reportagem da RBS TV apurou que o acordo com o médico Fernando Borges da Silva foi homologado, enquanto os empresários Lisa
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"Na condição de advogado da Dra. Rita Schweickardt, posso afirmar, a partir dos elementos produzidos no inquérito policial, que ela não teve conhecimento ou qualquer participação em eventual falsificação ou fornecimento irregular de medicamentos. Podem e devem revirar a sua vida, porém jamais encontrarão um único indício de tamanha atrocidade. Todos os seus clientes são testemunhas da dedicação, comprometimento e seriedade da sua atuação, bem como do empenho incansável na busca do fornecimento do tratamento, que era, injustamente, negado pelo Estado. Importante dizer que dentre todas as pessoas mencionadas na investigação, ela conhece apenas duas ou três, entre elas o médico que efetivamente indicava o seu trabalho, assim como tantos outros médicos o faziam, devido a sua especialização. Quanto aos orçamentos, há um dado fundamental que tem sido ignorado: medicamentos fornecidos ao Poder Público estão submetidos ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG), que estabelece previamente um teto para seu valor. Além disso, antes de o juiz autorizar qualquer compra ou acesso a medicamentos, os pedidos são submetidos à análise de uma junta médica do próprio Estado (NatJus), que verifica a real necessidade da utilização do medicamento para o paciente. Como se trata de medicamentos de altíssimo custo e com margem limitada pelo PMVG, é natural que orçamentos de diferentes fornecedores apresentem valores muito próximos entre si. Essa proximidade, portanto, não significa combinação de preços, tampouco gera qualquer prejuízo aos cofres públicos. A advogada Rita Schweickardt nega categoricamente ter manipulado orçamentos, favorecido empresas ou participado de qualquer ajuste ilícito. Sempre atuou como advogada dentro da ética, da legalidade e em defesa de pacientes que necessitavam de tratamento. É essa atuação que será demonstrada no processo. Como ela sempre refere, ainda que muito abalada por toda essa situação, sua consciência é a sua melhor advogada. Santa Cruz do Sul, 26 de agosto de 2026. Ezequiel Vetoretti Advogado – OAB/RS 64.616"
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/09/21/medico-investigado-por-fraude-em-medicamentos-contra-cancer-firma-acordo-de-delacao-premiada-com-a-justica.ghtml.
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