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    Medicamento da AstraZeneca reduz inflamação crônica no esôfago, mostra estudo

    Remédio melhora quadro clínico e alivia dificuldade para engolir em pacientes com sofagite eosinofílica

    UOL
    27 de agosto de 2026 às 15:00
    Medicamento da AstraZeneca reduz inflamação crônica no esôfago, mostra estudo
    Um homem está sentado, vestindo uma camiseta cinza. Ele tem as mãos cruzadas sobre o peito, com uma expressão séria. O fundo é desfocado, mas parece ser um ambiente interno com uma parede clara e um objeto azul ao fundo. — Foto: UOL

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    A AstraZeneca informou nesta quinta-feira (27) que seu medicamento para asma Tezspire atingiu os principais objetivos de um estudo em estágio avançado com pacientes que sofrem de um distúrbio inflamatório crônico do esôfago . O resultado dá impulso à empresa após uma série de reveses em seu portfólio de medicamentos em desenvolvimento.

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    Queenmoonlite Studio/Adobe Stock · Queenmoonlite Studio/Adobe Stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Tezspire, desenvolvido com a Amgen, reduziu significativamente a inflamação do esôfago e aliviou a dificuldade para engolir em comparação com um placebo após 52 semanas em pacientes com esofagite eosinofílica, mostrou o estudo. A doença afeta mais de 470 mil pessoas nos Estados Unidos .

    O Tezspire é um anticorpo monoclonal [proteínas produzidas em laboratório que imitam os anticorpos naturais do corpo para combater células doentes, vírus e bactérias] que atua no início da cascata inflamatória ao bloquear uma proteína conhecida como TSLP. A proteína pode desencadear inflamação em doenças associadas aos eosinófilos, um tipo de glóbulo branco, bem como na asma grave .

    O principal pesquisador do estudo, Arjan Bredenoord, disse à Reuters que o intervalo de quatro semanas entre as doses do Tezspire confere ao medicamento uma vantagem sobre todas as terapias existentes.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os tratamentos atuais incluem medicamentos que têm como alvo proteínas diferentes, mas que podem não ser tão eficazes no tratamento de doenças inflamatórias desencadeadas pelo epitélio, afirmou a AstraZeneca.

    Pacientes com esofagite eosinofílica também recebem esteroides tópicos e medicamentos que reduzem a produção de ácido gástrico, muitas vezes acompanhados de restrições alimentares. Durante o estudo, os pacientes puderam continuar usando esses tratamentos de base.

    O Tezspire já foi aprovado em vários países como tratamento complementar para asma grave e concorre com o Dupixent, medicamento de grande sucesso da Sanofi e da Regeneron.

    O medicamento gerou US$ 1,13 bilhão (R$ 5,6 bilhões) em vendas para a AstraZeneca e US$ 1,48 bilhão (R$ 7,6 bilhões) para a Amgen em 2025.

    Embora o resultado possa ajudar a restaurar parte da confiança no portfólio da AstraZeneca, pressionado por uma série de fracassos em estudos e obstáculos regulatórios, os investidores continuam concentrados nos próximos resultados de dois estudos sobre câncer, considerados mais relevantes para as perspectivas de crescimento da empresa e para o preço de suas ações.

    O CEO Pascal Soriot está conduzindo a AstraZeneca rumo à meta de US$ 80 bilhões (R$ 413 bilhões) em vendas anuais até 2030, apostando no lançamento de até 20 novos medicamentos enquanto a empresa enfrenta o vencimento de patentes e resultados decepcionantes em estudos.

    Em julho, o medicamento Wainua, para doenças neurológicas , fracassou, contrariando expectativas da empresa em um estudo sobre doenças cardíacas , enquanto um estudo avançado do Ultomiris, para doenças raras , também não teve sucesso. Em maio, um painel regulador dos Estados Unidos rejeitou o medicamento camizestrant, para câncer de mama , devido ao desenho do estudo.

    A AstraZeneca também interrompeu neste mês um estudo em estágio avançado do medicamento experimental volrustomig, para câncer de pulmão , depois que um comitê responsável pela supervisão do estudo afirmou ser improvável que ele atingisse seu principal objetivo.

    As ações da empresa caíam 0,6% às 11h14 GMT desta quinta-feira, acumulando queda de 14% desde o fracasso do estudo do Wainua.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/medicamento-da-astrazeneca-reduz-inflamacao-cronica-no-esofago-mostra-estudo.shtml.

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