MBRF fecha estável após subir com 2T; eficiência e volumes recordes são destaques
MBRF Foto: Divulgação/MBRF " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/06/brf-marfrig-divulgacao-01.jpg?fit=1120%2C720&quality=70&strip=all" />Destaque positivo ficou para a BRF, cujas margens permaneceram fortes impulsionadas pelas operações internacionais The post MBRF fecha estável após subir com 2T; eficiência e volumes recordes são destaques appeared first on InfoMoney .

Mesmo com uma queda de quase 20% no lucro no segundo trimestre , as ações da MBRF ( MBRF3 ) operam em alta nesta sexta-feira (14), reagindo positivamente aos números reportados no período. Às 10h40, os papéis do frigorífico subiam 1,22%, cotados a R$ 16,55.
Para XP Investimentos, a MBRF reportou um trimestre forte e amplamente em linha com o esperado. A receita líquida atingiu R$ 40,7 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado totalizou R$ 3,2 bilhões, com margem de 7,9%. Os resultados foram mais uma vez impulsionados por BRF e América do Sul, mais do que compensando a ainda fraca rentabilidade da National Beef.
A receita e o EBITDA ficaram ligeiramente acima das estimativas do JPMorgan, em 4,0% e 0,9%, respectivamente. Já o lucro líquido ficou 39,8% abaixo da projeção do banco. Em relação ao consenso do mercado, a receita também superou as expectativas em 3,2%, enquanto o EBITDA ficou em linha.

“O trimestre apresentou expansão positiva das margens na BRF, mas o resultado consolidado foi prejudicado por maiores despesas financeiras e por diversos itens não recorrentes, que afetaram a qualidade do EBITDA”, comenta o JPMorgan.
A companhia destacou sinergias operacionais e ganhos de eficiência, mas a deterioração do capital de giro levou a um fluxo de caixa livre negativo de R$ 864 milhões e a um aumento da alavancagem financeira líquida, que chegou a 3,41 vezes.
Na avaliação do Bradesco BBI, o destaque positivo ficou para a BRF, cujas margens permaneceram fortes impulsionadas pelas operações internacionais. Na divisão de carne bovina, a América do Sul apresentou forte crescimento de receita, mas com margens mais fracas que o esperado.

O principal ponto negativo do balanço, segundo o BBI, foi a queima de caixa de R$ 1 bilhão, reflexo do consumo de capital de giro com estoques e fornecedores. A alavancagem encerrou o trimestre estável em 3,9 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.
O Goldman Sachs avaliou o trimestre como positivo, destacando volumes recordes, ganhos relevantes de eficiência e sinergias nas despesas gerais e administrativas (SG&A), além de novo desempenho acima do esperado da National Beef em crescimento.
O banco também ressaltou a melhora sequencial da rentabilidade da Sadia Halal, a recuperação do ritmo de crescimento de alimentos processados no Brasil, o forte avanço dos volumes de carne bovina na América do Sul e a dinâmica favorável do capital de giro no negócio legado da Marfrig.

Entre outros pontos positivos, o Goldman destacou a continuidade das recompras de ações, a desaceleração dos investimentos (CapEx) e a estabilidade da alavancagem. Para o Goldman, os resultados e as notícias recentes sobre a racionalização de capacidade entre concorrentes de carne bovina nos Estados Unidos devem sustentar uma reação positiva das ações.
Apesar da resiliência apresentada no semestre, especialmente na BRF, o BBI espera um cenário setorial mais desafiador para a segunda metade do ano, com possível pressão de margens por conta da maior oferta de proteínas no Brasil e do ciclo do gado nos EUA.
Devido ao espaço limitado para aceleração de lucros e ao valuation relativo mais alto, o BBI reitera recomendação neutra para MBRF3 , com preço-alvo de R$ 22.

O JPMorgan e Goldman Sachs reiteraram classificação de compra, com preço-alvo de R$ 22,50 e R$ 23,50, nesta ordem.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/mbrf-mbrf3-sobe-mesmo-com-lucro-menor-eficiencia-e-volumes-recordes-sao-destaques/.

Foto: InfoMoney
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