Alagoas

    Marqueteiros e políticos do PT já não se entendem desde a derrota de Lula para Flávio

    Presidente Lula ao lado de Sidônio Palmeira, espécie de ministro da propaganda go seu governo - Foto: assessoria. Foi de ressaca a segunda-feira (5) pós-eleição no QG da campanha de Lula, com resultado nas urnas bem diferente do esperado. O petista convocou duas reuniões no Palácio da Alvorada, uma no início da tarde, com o chamado “núcleo duro” da campanha, e outra geral, por volta das 17h, com políticos eleitos e não eleitos. A coluna ouviu de partícipes das reuniões que Lula ainda “está no salto” e são pelo menos dois grupos que trocam acusações e o fardo da culpa: o da comunicação e o polí

    Gazeta de Alagoas
    5 de outubro de 2026 às 21:00
    Marqueteiros e políticos do PT já não se entendem desde a derrota de Lula para Flávio
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    Foi de ressaca a segunda-feira (5) pós-eleição no QG da campanha de Lula, com resultado nas urnas bem diferente do esperado. O petista convocou duas reuniões no Palácio da Alvorada, uma no início da tarde, com o chamado “núcleo duro” da campanha, e outra geral, por volta das 17h, com políticos eleitos e não eleitos. A coluna ouviu de partícipes das reuniões que Lula ainda “está no salto” e são pelo menos dois grupos que trocam acusações e o fardo da culpa: o da comunicação e o político.

    O nome do núcleo político é Edinho Silva, presidente do PT, chamado de “fraco” e pouco ouvido por Lula durante a campanha.

    A parte da comunicação, ligada ao marqueteiro Sidônio Palmeira, não fala a mesma língua da turma que auxilia Lula nas decisões políticas.

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    As críticas estão no timing do anúncio de benesses, como bolsa família, veto às bets, e o modelo de comunicação por podcast, sem entrevistas.

    Nos dois lados há críticas a Lula, que insistiu em discurso sobre “legado” e de pouco apelo, tipo soberania e terras raras, e a militância de Janja.

    A guinada à direita do Congresso, com resultado das urnas de domingo (4), não foi bem recebida pelas plataformas de apostas online, chamadas de bets, que esperavam uma boia de salvação contra a Media Provisória de Lula que, às vésperas da eleição, proibiu a jogatina. Antes da eleição, o setor apostava que a medida estava fadada a caducar, termo usado quando uma medida provisória perde a validade por não ser votada dentro do prazo de 180 dias. Agora, há receio de derrota no Congresso.

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    Flávio Bolsonaro (PL), expoente da direita que emprestou prestígio para eleger novo Congresso conservador, é contra os cassinos on-line.

    Com pouca esperança no Congresso, as plataformas colocam as fichas no Supremo. Esperam por decisão favorável do ministro Luiz Fux.

    As empresas têm pressa. Até ontem, os usuários deveriam retirar os valores mantidos nas plataformas, que hoje (6) saem do ar.

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    Flávio Bolsonaro (PL) deve receber hoje (6) o primeiro apoio de adversários derrotados no domingo (4). Ronaldo Caiado (PSD) espera o candidato em Goiás para fechar aliança contra Lula (PT).

    Os ex-governadores do DF Rodrigo Rollemberg e Cristovam Buarque, ambos do PSB, não conseguiram sequer emplacar vaga de suplente de deputado federal. Ficam sem cargos eletivos pelos próximos 4 anos.

    Não chegou nem a um ponto percentual a soma dos três candidatos nanicos de extrema-esquerda ao governo de São Paulo (do UP, PSTU e PCB). Conseguiram, somados, apenas 0,93% dos votos paulistas.

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    Foi de mais de 4,3 milhões a diferença de votos entre André do Prado (PL), o segundo colocado para o Senado em São Paulo, para a terceira, Simone Tebet (PSB), que institutos de pesquisas davam como eleita.

    Este ano, Flávio Bolsonaro (PL) teve 5 milhões de votos a mais que o pai Jair Bolsonaro, em 2022. Foram 51 milhões no primeiro turno para o ex-presidente e 56,1 milhões, no domingo (4), para o senador.

    O ex-governador do Goiás Ronaldo Caiado (PSD) teve apenas 800 mil votos a mais para presidente (2,6 milhões) do que conquistou na sua reeleição no seu estado (1,8 milhão), em 2022.

    Na Flórida, estado americano com o maior número de brasileiros nos EUA, Flávio Bolsonaro (PL) teve 76,5% dos votos. Em Lisboa (Portugal), maior população brasileira na Europa, Lula venceu com 53,5%.

    Em Havana, capital da ditadura cubana, Lula teve 94,7% dos votos (36) e Flávio (PL) empatou com o candidato de extrema-esquerda Edmilson Costa (PCB); um voto cada. Lula também venceu no Irã e na Rússia.

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/claudiohumberto/marqueteiros-e-politicos-do-pt-ja-nao-se-entendem-desde-a-derrota-de-lula-para-flavio-940601.

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