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    Mark Ruffalo recebe apoio de artistas judeus após briga do ator com a Paramount

    O ator Mark Ruffalo recebeu o apoio público de mais de 170 personalidades judias da indústria do entretenimento, que assinaram uma carta em sua defesa após acusações de antissemitismo. Entre os signatários estão Todd Haynes, Hannah Einbinder e Wallace Shawn. O documento afirma que Ruffalo é alvo de uma "campanha difamatória" e de acusações consideradas infundadas. Leia mais (09/01/2026 - 16h03)

    Folha de S.Paulo
    1 de setembro de 2026 às 19:03
    Mark Ruffalo recebe apoio de artistas judeus após briga do ator com a Paramount
    Mark Ruffalo em cena de 'Caminhos do Crime', filme de Bart Layton — Foto: Folha de S.Paulo

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    O ator Mark Ruffalo recebeu o apoio público de mais de 170 personalidades judias da indústria do entretenimento, que assinaram uma carta em sua defesa após acusações de antissemitismo. Entre os signatários estão Todd Haynes, Hannah Einbinder e Wallace Shawn. O documento afirma que Ruffalo é alvo de uma "campanha difamatória" e de acusações consideradas infundadas.

    Mark Ruffalo em cena de 'Caminhos do Crime', filme de Bart Layton - Divulgação · Divulgação
    Mark Ruffalo em cena de 'Caminhos do Crime', filme de Bart Layton - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A controvérsia começou após o ator criticar a proposta de fusão entre a Paramount e a Warner . Ruffalo afirmou que a família Ellison, ligada à Oracle e à Paramount, tinha responsabilidade pela situação dos palestinos e mencionou relações da empresa de tecnologia com o Exército de Israel . A Paramount respondeu acusando o ator de recorrer a "estereótipos antissemitas" em meio a uma disputa empresarial.

    As declarações provocaram reações de grupos como o Simon Wiesenthal Center e o Creative Community for Peace. Um grupo de profissionais do setor também criticou a associação entre a negociação empresarial e questões envolvendo judeus, antissionismo e antissemitismo. Ruffalo rebateu, dizendo que críticas ao governo de Israel, a contratos militares ou a executivos não equivalem a ataques contra judeus.

    A nova carta sustenta que apontar conexões entre a guerra em Gaza e os interesses empresariais envolvidos na negociação não constitui antissemitismo. Ilana Glazer afirmou que usar a acusação para silenciar Ruffalo seria perigoso e defendeu o direito de questionar a concentração de poder na indústria de mídia. O ator já havia recebido apoio do cineasta Kenneth Lonergan, que classificou como absurda e desonesta a acusação de antissemitismo contra ele e Hannah Einbinder que considerou o ator como um exemplo de posicionamento político.

    Imagens do ator Mark Ruffalo
    Imagens do ator Mark Ruffalo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Somos artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus que, em resposta à ultrajante campanha de difamação contra nosso respeitado colega Mark Ruffalo, temos uma mensagem simples para compartilhar com o mundo: Basta! Basta de instrumentalização falsa e perigosa de acusações de antissemitismo contra aqueles que têm a coragem de apontar o óbvio: que o ataque ao povo palestino e o ataque às nossas liberdades estão profundamente interligados, e não há nada de antissemita em reconhecer esse fato.

    A proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery não é uma mera combinação de duas enormes empresas multinacionais. Sim, ela destruirá milhares e milhares de meios de subsistência. Sim, ela consolidará ainda mais o controle oligárquico de nossa mídia (veja-se o desmantelamento da CBS News). Sim, ela sufocará a concorrência e a criatividade na produção e distribuição de filmes e programas de televisão.

    Mas fará tudo isso e muito mais como parte de um projeto maior de dominação impulsionada pela tecnologia — um projeto que Larry Ellison e seus sócios nunca hesitaram em alardear, e que eles próprios vincularam explicitamente ao seu apoio às depredações em curso contra o povo palestino e ao silenciamento dos críticos desses horrores. Todos nós vimos isso após a aquisição do TikTok intermediada por Trump —uma aquisição que eles proclamaram abertamente ter sido motivada, em grande parte, pelo desejo de impulsionar a propaganda pró-Israel. Larry Ellison, pessoalmente —com seus impressionantes US$ 350 milhões em financiamento e promessas de doação ao Tony Blair Institute for Global Change—, tem sido o principal apoiador de Blair à medida que este assume um papel influente no controle de Gaza por meio do "Conselho de Paz" arquitetado por Trump; um território que se tornou um laboratório a céu aberto para tecnologias de controle e extermínio impulsionadas por IA, como aquelas celebradas pela ex-CEO da Oracle (e atual membro do conselho da Oracle e da Paramount), Safra Catz.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O caminho da IA para a "WarnerMount" passa por Gaza, e Ellison frequentemente nos deixa claro o mundo orwelliano que ele reserva para nós enquanto consolida o controle sobre o que assistimos e como assistimos, ciente de que, enquanto assistimos, ele e seu grupo corrupto estarão sempre nos observando: "Os cidadãos se comportarão da melhor maneira possível porque estamos constantemente gravando e relatando."

    Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é o oposto exato de antissemitismo. Para nós, essa é a própria essência do dever ético judaico. Segundo uma pesquisa recente do Washington Post, 61% dos judeus americanos concordam agora que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza; e quatro em cada dez chegam a concordar que esses crimes equivalem a um genocídio. Será que aqueles que atacam Mark Ruffalo, acusando-o de antissemitismo, acreditam seriamente que todos esses judeus americanos também são antissemitas? Ou que não enxergamos a conexão entre, de um lado, a impunidade criminosa que levou os EUA e Israel a um desastre sem fim e, de outro, as manobras de poder oligárquicas de figuras como Musk, Ellison, Thiel e outros que trabalham para desmantelar nossa democracia?

    No entanto, a virulência e a falsidade das calúnias que dirigem aos seus críticos são prova da crescente fragilidade de sua posição, fundamentada apenas em insinuações. Hoje, cada vez mais pessoas conscientes se unem para proclamar, em alto e bom som e de forma unânime: acabou o tempo de recorrer a acusações espúrias de antissemitismo — desta vez, em defesa da guerra, da oligarquia e da dominação pela IA. Esse roteiro desgastado já se esgotou.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/mark-ruffalo-recebe-apoio-de-artistas-judeus-apos-briga-do-ator-com-a-paramount.shtml.

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