Brasil

    Marinho critica cúpula do Congresso por avanço de pautas de Lula

    Coordenador da campanha de Flávio avaliou que avanço das propostas, como o fim da 6x1, tem objetivo de "manter" o petista no poder

    Metrópoles
    31 de agosto de 2026 às 17:56
    Marinho critica cúpula do Congresso por avanço de pautas de Lula
    Foto: Metrópoles

    O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta segunda-feira (31/8) a retomada de pautas de interesse do governo Lula no Congresso às vésperas do primeiro turno.

    Para ele, o calendário das votações está “levando em consideração a necessidade de se manter” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, no “poder”.

    Marinho citou a reunião de Lula com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na semana passada.

    MICHAEL MELO/METRÓPOLES
    MICHAEL MELO/METRÓPOLES — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Depois do encontro, Alcolumbre anunciou o avanço da medida provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” , das PECs da Segurança Pública e do fim da escala 6×1 e de propostas sobre datacenters e minerais críticos .

    “Nós estamos vendo que essa votação não está levando em consideração o interesse público ou do país, está levando em consideração a necessidade de se manter um presidente no poder”, disse Rogério Marinho. As declarações foram dadas durante um evento promovido pelo BTG Pactual . Mais cedo, participaram do mesmo encontro o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

    Lula recebeu Motta e Alcolumbre para um almoço no Palácio da Alvorada na última quarta (26/8). A reunião ocorreu pouco antes do último período de votações concentradas do Congresso antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na leitura de Marinho, o encontro alterou o ritmo de propostas que até então encontravam dificuldades para avançar nas duas Casas. “Essa foto significou que alguns projetos de lei que estavam interditados dentro do Congresso Nacional começassem a tramitar”, afirmou.

    Ao comentar a posição dos dois parlamentares, Marinho lembrou que Motta já declarou apoio à reeleição de Lula, enquanto Alcolumbre ainda não manifestou publicamente preferência na disputa presidencial.

    O coordenador de Flávio também mencionou a eleição na Paraíba. O pai de Hugo Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), disputa uma vaga no Senado em um palanque que apoia Lula, enquanto o PL integra uma aliança adversária no estado.

    Imagem colorida do senador Rogério Marinho
    Imagem colorida do senador Rogério Marinho — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A reunião da semana passada também marcou uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre depois de meses de desgaste. Após o almoço, o presidente do Senado anunciou que o Congresso analisaria uma série de propostas nos dias seguintes.

    Entre elas está a PEC que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. Alcolumbre afirmou que o texto seria analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado , mas não garantiu votação imediata no plenário.

    Marinho defendeu que a discussão fique para depois das eleições . Segundo ele, a proximidade da disputa pode pesar sobre a posição de senadores que tentam renovar seus mandatos.

    Imagem da matéria
    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “Eu acredito que vai ser só na CCJ e espero, sinceramente, que seja um projeto que possa ser votado após as eleições, sem a contaminação do processo eleitoral”, afirmou. O senador também relacionou a defesa da proposta pelo governo à tentativa de Lula de recuperar apoio entre os eleitores. Na avaliação dele, o presidente busca de uma “bala de prata” para melhorar sua posição na reta final da campanha.

    Durante a participação no BTG, Marinho fez outras críticas ao governo Lula, principalmente na área econômica, e questionou decisões do Judiciário. Em outro momento, afirmou que “o maior ajuste fiscal que pode ser feito é tirar de uma vez por todas o PT do poder”. A declaração foi aplaudida por parte dos presentes.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/marinho-critica-cupula-do-congresso-por-avanco-de-pautas-de-lula.

    Imagem 1
    1 / 4

    MICHAEL MELO/METRÓPOLES — Foto: Metrópoles

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)