Marabraz pede recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões
A rede varejista Lojas Marabraz protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça paulista neste sábado (15). O processo foi encaminhado à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, e envolve dívidas de R$ 140 milhões.

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A rede varejista Lojas Marabraz protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça neste sábado (15). O processo foi encaminhado à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo e envolve dívidas de R$ 140 milhões.

A companhia afirma que a deterioração de suas contas decorre de uma combinação entre a conjuntura macroeconômica adversa, por conta dos juros altos e endividamento elevado, e desdobramentos de disputas societárias e familiares que travaram o acesso a novas linhas de crédito.
"Diante dos desafios enfrentados pelo setor varejista e com objetivo de preservar a continuidade de suas atividades, a Marabraz ajuizou pedido de recuperação judicial", afirmou a rede em nota. "A medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios."
A Marabraz disse que a empresa permanece em operação, com lojas abertas. "O processo terá como prioridades a preservação de empregos e manutenção das relações construídas ao longo de sua história com clientes, fornecedores e parceiros."

Um dos motivos para o pedido de recuperação judicial é a batalha judicial travada pelos herdeiros da Marabraz pelo controle da LP Administradora de Bens, holding que concentra o patrimônio imobiliário da família, estimado em R$ 5 bilhões.
No ano passado, o desembargador Natan Zelinschi de Arruda, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial, reverteu uma decisão de primeira instância que tinha determinado que as ações da holding, assim como a administração do grupo, fossem devolvidas aos patriarcas da família, Nasser Feres e o seu irmão, Jamel .
A história começou quando, em 2011, eles transferiram suas participações na LP Administradora de Bens para seus filhos. Nasser transferiu um terço da empresa para sua única herdeira, Najla; Jamel dividiu seu terço entre Karine, Abdul e Sumaya; e o terceiro irmão, Adiel, transferiu sua parte para seus filhos, Nader e Raquel.

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O arranjo funcionou bem nos primeiros anos, mas se deteriorou quando a nova geração entrou em choque com a velha guarda.
Em 2024, Nasser e Jamel entraram com uma ação para reaver o controle da holding , alegando que a transação de 2011 foi uma simulação de compra e venda numa tentativa de blindagem patrimonial diante de enorme passivo fiscal.

Com o acirramento das divergências entre os membros da família controladora, os administradores à frente da operação varejista perderam a gestão sobre as sociedades que detinham a titularidade desse patrimônio imobiliário.
Sem o lastro das garantias, o grupo enfrentou restrições severas para rolar dívidas existentes, contratar novos empréstimos e manter prazos favoráveis com credores.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/marabraz-pede-recuperacao-judicial-com-dividas-de-r-140-milhoes.shtml.

Interior de unidade da rede Lojas Marabraz - Divulgação · Divulgação — Foto: UOL
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