Política

    Marabraz pede proteção de 180 dias contra credores

    Em recuperação judicial, varejista busca manter serviços essenciais e liberar recursos para continuar operação

    Poder360
    9 de setembro de 2026 às 02:54
    Marabraz pede proteção de 180 dias contra credores
    Foto: Poder360

    Em recuperação judicial, varejista busca manter serviços essenciais e liberar recursos para continuar operação

    O Grupo Marabraz pediu à Justiça de São Paulo proteção de 180 dias contra cobranças de credores. A varejista quer também a manutenção de serviços essenciais, como fornecimento de água, energia, internet e telefone. O pedido foi protocolado em emenda à petição de recuperação judicial apresentada em 15 de agosto de 2026. As informações são de Guilherme W. Almeida, da Folha de S.Paulo .

    A solicitação envolve ainda a suspensão de cobranças, a liberação de recursos financeiros bloqueados e a garantia de acesso a imóveis retomados por locadores para retirada de bens e mercadorias.

    Esse tipo de proteção costuma ser concedido automaticamente depois de a Justiça aceitar o pedido de recuperação judicial. Empresas costumam solicitar a antecipação dos efeitos enquanto o Judiciário analisa o pedido de reestruturação.

    A Marabraz listou na petição fornecedoras consideradas “indispensáveis ao funcionamento de suas lojas e demais estruturas necessárias à continuidade da operação” . A Redecard, uma das empresas incluídas no pedido, segundo a reportagem, contestou o enquadramento.

    A empresa de pagamentos afirmou à Justiça que o contrato com a varejista foi rescindido por inadimplemento acumulado em 25 de novembro de 2025 e que seus serviços não integram a cadeia produtiva do grupo.

    A varejista também pede que locadores com ordem de despejo contra o grupo não impeçam o acesso aos imóveis pelo tempo necessário à retirada de bens e mercadorias. A petição inicial traz uma relação de endereços e proprietários afetados.

    O pedido de recuperação judicial da rede de móveis e eletrodomésticos foi protocolado em 15 de agosto e envolve um passivo de R$ 140,188 milhões, reunindo 5 empresas ligadas à operação da rede. São elas:

    A Marabraz afirma que enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas que sua atividade comercial continua viável. Segundo a companhia, o processo busca reorganizar as dívidas e assegurar a continuidade dos negócios. As lojas permanecem abertas.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/marabraz-pede-protecao-de-180-dias-contra-credores/.

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