Manaus mantém aulas da rede municipal suspensas por má qualidade do ar
Dados do Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental) apontam qualidade do ar "péssima" em pelo menos outros cinco municípios

Em meio a fumaça provocada pelos incêndios florestais no Amazonas, Manaus registra, pelo sexto dia consecutivo, qualidade do ar considerada “péssima” e mantém todas as atividades escolares da rede municipal de ensino suspensas nesta terça-feira (13).
Dados do Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental) apontam degradação da qualidade do ar em outros cinco municípios : Autazes e Itacoatiara, na região metropolitana; Urucurituba e Maués, no interior; e Itapiranga, na região do Médio Amazonas.
Diante do risco de agravamento das condições atmosféricas, a Prefeitura de Manaus decidiu manter a suspensão das aulas como medida preventiva para reduzir a exposição à fumaça e preservar a saúde da população.

Em nota, a administração municipal informou que monitora continuamente as condições atmosféricas e orienta os profissionais da rede municipal de ensino sobre as medidas preventivas necessárias para minimizar os riscos à saúde.
No último domingo (11), cidades da região metropolitana de Manaus já tinham registrado qualidade do ar classificada como péssima. A fumaça dos incêndios contribui para a concentração de poluentes na atmosfera e afeta a qualidade do ar na capital e em municípios próximos.
O Governo do Amazonas informou que mantém ações integradas de prevenção, fiscalização, monitoramento e combate às queimadas durante o período de estiagem.

Representantes do governo federal fizeram um sobrevoo pelas áreas atingidas para analisar o impacto das queimadas e acompanhar a atuação dos quatro aviões de combate a incêndio, que já entraram em operação na região do município de Autazes, na Região Metropolitana de Manaus.
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Nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou um aumento de 271% nos focos de incêndio . Foram 1.380 ocorrências, contra 372 no mesmo período do ano passado.

Os dados são do Painel do Fogo, do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que faz parte do Ministério da Defesa. A iniciativa monitora queimadas e incêndios florestais .
Diante da extensão das queimadas, o governo federal reconheceu situação de emergência em 36 cidades do Amazonas. A medida ocorre em meio à necessidade de ampliar as ações de resposta aos incêndios e atender aos municípios afetados.
Como parte das medidas preventivas, o Governo do Amazonas estabeleceu, por meio do Decreto Estadual nº 55.339, o período proibitivo para o uso do fogo por 120 dias em todo o estado, ressalvadas as exceções previstas na legislação.

O Decreto Estadual nº 55.338 instituiu o PPCDQ ( Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas), que reúne medidas para reduzir o desmatamento, as queimadas e a degradação florestal, além de promover a recuperação ambiental e a conservação dos recursos naturais.
Além disso, a FAB (Força Aérea Brasileira) realizou, na manhã desta segunda-feira (12), a primeira missão de combate aos incêndios florestais no Amazonas .
De acordo com a entidade, devem ocorrer, em média , três missões diárias, com duração aproximada de duas horas cada . A força-tarefa prevê o lançamento de cerca de 12 mil litros de água por saída.

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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/am/manaus-mantem-aulas-da-rede-municipal-suspensas-por-ma-qualidade-do-ar/.

Além das duas aeronaves da FAB, outras seis foram mobilizadas: quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros. O estado também conta com 290 brigadistas federais que já atuam no combate aos incêndios • Reprodução | redes sociais · • Reproduç — Foto: CNN Brasil
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