Malafaia sobrevive a avalanche eleitoral que vitimou lideranças religiosas e 'elege' 27
O pastor Silas Malafaia , um dos maiores aliados da família Bolsonaro no meio evangélico, sobreviveu à avalanche que falta de votos que atingiu lideranças religiosas nas eleições parlamentares deste ano. Leia mais (10/08/2026 - 13h23)

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O pastor Silas Malafaia , um dos maiores aliados da família Bolsonaro no meio evangélico, sobreviveu à avalanche que falta de votos que atingiu lideranças religiosas nas eleições parlamentares deste ano.
De acordo com contabilidade feita por seus aliados, ele apoiou 36 candidatos ao Senado . Destes, 20 foram eleitos. O religioso apoiou também candidatos à Câmara dos Deputados e a assembleias legislativas.
Foram reeleitos os deputados federais pastor Marco Feliciano ( PL -SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Felipe Martins (PL-GO) e Fábio Souza (PL-GO).

Três deputados estaduais que triunfaram nas urnas também receberam o apoio de Malafaia: Lisboa, eleito pelo PL, Sargento Neto, que concorreu pelo mesmo partido na Paraíba, e Alexandre Isquierdo Malafaia —que não é parente do pastor, mas adotou o sobrenome dele nas urnas por razões eleitorais. Ele será o substituto de Samuel Malafaia, que cumpriu cinco mandatos e não concorreu neste ano.
As eleições de 2026 produziram resultados distintos para líderes religiosos e políticos ligados a grandes igrejas do país.
Com 31 integrantes, a Frente Parlamentar Evangélica da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por exemplo, perdeu dez parlamentares que não conseguiram se reeleger.
Candidatos à Câmara dos Deputados também fracassaram nas urnas.
Em São Paulo, foram derrotados Gilberto Nascimento, David Soares, Daniel Soares, Edna Macedo e Cezinha de Madureira.
Como mostrou o UOL, a derrota de candidatos da igreja reacendeu rixa entre Assembleias de Deus.
Um dia após o primeiro turno das eleições, o pastor José Wellington Júnior, líder da Assembleia de Deus Ministério do Belém, comemorou a vitória dos candidatos indicados por sua denominação e aproveitou o discurso para mandar indiretas aos adversários.
"Andaram dizendo por aí que iam ensinar o [Ministério do] Belém a fazer política, mas ainda bem que nós não aprendemos com eles, porque nós elegemos, eles não", afirmou o pastor.
A declaração teria sido direcionada para um outro ramo da Assembleia de Deus —o Ministério Madureira, que é liderado em São Paulo pelo bispo Samuel Ferreira.
Enquanto o Ministério do Belém garantiu a reeleição do deputado federal Paulo Freire (PL) e da deputada estadual Marta Costa (PSD), o grupo de Madureira não conseguiu reeleger Cezinha e Oseias, nem emplacar os estreantes Elias e Rogério (todos do PL).
As duas igrejas são as principais representantes da Assembleia de Deus, a maior denominação evangélica do país. Apesar da origem comum, os dois ministérios travam há anos uma disputa pela liderança da vertente religiosa —embate que se reflete na busca por espaço e representatividade no xadrez político.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2026/10/malafaia-sobrevive-a-avalanche-eleitoral-que-vitimou-liderancas-religiosas-e-elege-27.shtml.

O pastor Silas Malafaia durante discurso em manifestação bolsonarista na avenida Paulista, em abril de 2025, que ensejou denúncia da PGR - Bruno Santos -6.abr.25//Folhapress · Bruno Santos -6.abr.25//Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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